NO OLHO DO FURACÃO – CRÍTICA

NO OLHO DO FURACÃO – Entretenimento puro e simples.

No Olho do Furacão (The Hurricane Heist, 2018) é o mais recente projeto do diretor Rob Cohen (Velozes e Furiosos, 2001/ Trilo X, 2002) que repete uma fórmula muito conhecida pelo público: história rasa e muitos efeitos especiais.

O filme retrata dois acontecimentos que ocorrem simultaneamente em uma mesma cidade: a passagem de um furacão categoria 5 e um roubo a uma instalação federal. Criminosos planejam roubar 600,000 milhões durante a passagem do furacão mas acabam impedidos de entrarem no cofre, cujo o código é conhecido apenas por uma agente federal (Meggie Grace).

O filme basicamente gira em torno da história central dos assaltantes em busca de Casey, a agente federal que pode abrir o cofre, em meio a isso também somos apresentados aos personagens de Will (Toby Kebbell), um meteorologista especialista em furacões e seu irmão Breeze (Ryan Kwanten), mecânico responsável por reparos na instalação sob ataque dos assaltantes.

O foco da produção não é a história, não é produzir um bom roteiro ou trazer algo novo, o foco é simplesmente o puro entretenimento. Visto isso, o único objetivo é prender o telespectador pelo visual, muito recorrente em produções do gênero.

Essas produções não tem uma mensagem profunda, algo que toque o telespectador e que o faça pensar, elas simplesmente existem com o intuito de mostrar: ei, tá tudo bem sentar por quase duas horas e assistir esse filme cheio de efeito especial de carro voando no meio de um furacão.

E sim, cinema é isso também, é tirar o estresse do dia, é relaxar vendo carro voando, vendo um monte de cena impossível, pelo simples fato de que no cinema não é impossível.

Nisso esse filme acerta, mesmo contendo cenas em que a gente pensa “meu Deus, aí eles apelaram”, elas como um todo são cenas bem produzidas e que acertam.

Os afeitos são bem feitos ao ponto de não nos importarmos com as cenas “impossíveis” que aparecem (se você curte a franquia Velozes e Furiosos, pode cair dentro desse aqui, afinal se a gente não se importa de ver Dominic Toretto voando entre carros e não quebrando um osso, não vai se importar com esse aqui também).

Outro ponto positivo, além de bons efeitos, é a narrativa fluída e objetiva. O filme não enrola no que é proposto e não fica cansativo de acompanhar. O trio de atores principais estão confortáveis nos papéis, principalmente Meggie Grace que convence no protagonismo e é um dos pontos altos do filme (tem muito “Girl Power” nesse filme sim). 

O filme cumpre muito bem o propósito imposto que é entreter, então se o que você procura é só relaxar (principalmente se for domingo depois do almoço) ele com toda certeza é uma boa pedida.

Nota: 06


Sobre o Autor

Paula C. Carvalho
Graduanda em História pela UFRRJ e aspirante a crítica de cinema. Viciada em cinema, maratonas de series e viagens literárias.