CRÍTICA: CINQUENTA TONS DE LIBERDADE (2018)

CRÍTICA EM PARCERIA COM O BLOG CinePloc POR Juliana Bessa

A história de amor de Christian Grey e Anastasia Steele chega ao fim em “Cinquenta Tons de Liberdade” (Fifty Shades Freed), último filme da franquia “Cinquenta Tons de Cinza”, adaptação do best-seller da escritora inglesa E. L. James.  Fazer um filme baseado num livro de sucesso não é tarefa fácil, e desde o início da franquia, a produção teve dificuldade em acertar a trama, prova disso, foi a saída da diretora Sam Taylor-Johnson, que foi alvo de críticas da autora. Mas podemos dizer que toda a produção evoluiu, e este último está mais maduro e bem melhor que os outros.

Após passarem por complicações no relacionamento, finalmente temos o tão aguardado desfecho final da trilogia. Anastasia Steele (Dakota Johnson), agora casada com o bilionário Christian Grey (Jamie Dornan),  vive uma vida dos sonhos com o marido, porém, ambos são atormentados por Jack Hyde (Eric Johnson), ex-chefe de Ana, que cerca a família Grey com ameaças. Os dois tentam viver tranquilamente enquanto buscam descobrir o motivo da raiva de Hyde. Fora as cenas de suspense e ação, é evidente que o destaque são as cenas de sexo sadomasoquista, que dão lugar ao romantismo e sensualidade.

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Novos personagens secundários aparecem, como o segurança de Ana, Sawyer (Brant Daugherty)  e a arquiteta Gia Matteo (Arielle Kebbel), responsável pelo novo lar dos recém-casados e que tem uma queda por Grey. Alias, a cena em que Ana confronta a Gia é uma das mais impactantes do filme.

 A química entre o casal protagonista Ana e Grey melhorou desde Cinquenta Tons Mais Escuros. Jamie Dornan que antes era inexpressivo surpreendeu com excelente atuação, apesar de não ser tão sensual e bonito quanto o Grey do livro. Já, a Dakota Johnson fala sussurrando o filme todo, e faz cara de paisagem, como a personagem Bella Swan de Crepúsculo. Além disso, a narrativa é as vezes cafona e artificial, dando a sensação de estarmos assistindo a um filme de comédia. O enredo é totalmente previsível e as subtramas são jogadas de lado, como o trabalho de Ana na editora e a amizade dela com a Kate.

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Quanto a trilha sonora, é composta pela canções “Capital Letters” de Hailee Steinfeld, “For You” parceria de Liam Payne e Rita Ora – que se destaca no papel de Mia Grey –  e “Maybe I’m Amazed” na voz de Jamie Dornan.

Embora tenha muitos tropeços ao longo da trilogia, a trama agrada principalmente o público feminino, por se tratar de uma história de amor moderna e não perfeita, mostrando os defeitos e o crescimento dos personagens. Apesar de faltarem cenas importantes do livro, sem dúvida é o melhor filme da trilogia. O diretor James Foley conseguiu produzir o final da sequência sem exageros ao mesclar cenas sensuais, ação e suspense, tudo na medida certa.

Mesmo sendo uma das franquias mais massacradas pela crítica, vale apena assistir, principalmente quem leu toda a trilogia de Cinquenta Tons de Cinza.

Ficha Técnica

Cinquenta Tons de Liberdade: (Fifty Shades Freed)
Nacionalidade: EUA
Gêneros: Erótico, Drama, Romance
Ano de produção: 2018
Duração: 1h 46 minutos
Classificação: 16 anos
Direção: James Foley
Roteiro: Niall Leonard. Baseado no livro de E.L. James
Produção: E.L. James, Marcus Viscidi, Michael De Luca, Dana Brunetti

Sobre o Autor

Susu Oliveira
Fotógrafa, videomaker e dou uma de crítico de cinema achando que to abafando. www.maxwelenoliveira.com.br

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