ANNA E O APOCALIPSE (2018) – CRÍTICA:

Anna e o Apocalipse – Quando High School Musical encontra Zumbilândia

Filmes de zumbis com ares cômicos não são novidade. E até mesmo os que tentam a seriedade podem ser motivo de boas gargalhadas (você mesmo parte final de Resident Evil que nunca vou superar). Mas a verdade é que esse gênero caiu no gosto popular e quanto mais gore e inusitado melhor, correto? CORRETO! Pensando nessa premissa, temos Anna e o Apocalipse. Que consegue com maestria juntar todos os elementos de uma boa comédia com zumbis. E ainda arrumar espaço para transformá-lo em um musical coming of age natalino.

Anna e o Apocalipse

Eu não sei se todos esses pontos lhe agradam, separados ou juntos, mas se você, assim como eu, ama musicais, coming of age e filmes natalinos ele foi totalmente feito para você.

Dirigido por John McPhail, a história tem como protagonista Anna (Ella Hunt). Anna não vê a hora de terminar o colegial e embarcar numa viagem de auto-conhecimento antes de pensar em faculdades. Mas seus planos são interrompidos por um ataque zumbi em meio ao feriado de Natal.

Anna e o Apocalipse

A produção de Anna e o Apocalipse não se arrasta e não tem a mínima pretensão de ser mais do que um bom entretenimento para quem gosta do gênero. Contando com bons e divertidos diálogos ele mantém o humor na medida certa. Além da trilha sonora e dos números musicais que inevitavelmente grudam na cabeça. Os personagens são carismáticos, você no fim vai torcer para todo mundo se manter vivo e sem mordidas.

Não esquecendo que em meio ao ataque zumbi temos aquele drama adolescente presente nos coming of age, e aqui é trabalhado um pouquinho de cada personagem o que também explica nossa afeição por eles.  Anna e o Apocalipse é uma mistura inusitada de gêneros. Gêneros que a princípio não combinariam em uma mesma produção, mas aqui casam perfeitamente.

Anna e o Apocalipse

NOTA: 08

CURIOSIDADES (SPOLIERS)

  • O longa é baseado no musical Zombie de Ryan McHenry.
  • A cena em que Anna caminha até a escola cantando animada, enquanto todos ao redor são perseguidos por zumbis sem a mesma se dar conta, é um dos melhores momentos do filme.
  • Que atire a primeira pedra, quem nunca pensou em ter um diálogo sobre quais celebridades virariam zumbis em um ataque zumbi.

Sobre o Autor

Paula C. Carvalho
Graduanda em História pela UFRRJ e aspirante a crítica de cinema. Viciada em cinema, maratonas de series e viagens literárias.

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