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ARTIGO: COMO SUPERAR SEUS FRACASSOS COM: RYAN REYNOLDS!

Ryan Reynolds estava em ascensão na indústria cinematográfica quando participou do seu primeiro filme baseado em quadrinhos de super heróis. Blade Trinity (2004). No filme, ele faz o personagem Hannibal King, um humano caçador de vampiros. Caricatural, aqui Reynolds é um alívio cômico, nesse que é o mais fraco dos filmes do Blade. Mas até aí tudo bem.

No meio tempo, ele fazia comédias românticas, filmes sobre friendzone e até comédias escrachadas. Gênero que ele se encaixa muito bem. Aí veio X-Men Origens: Wolverine. O indefensável filme do carcaju é totalmente uma bagunça. Nele é apresentado o personagem que mais tarde, Reynolds recuperaria do limbo do fracasso,  Wade Wilson ( Deadpool ) O mercenário tagarela é apresentado no cinema da pior forma possível. No final, ele é transformado em uma criatura bizarra e ainda costuram sua boca, tirando a principal característica do personagem. Ser “O” mercenário tagarela. Aquilo era um crime para quem acompanhava os quadrinhos da Marvel e pra qualquer um que tivesse um pingo de bom gosto. Nada podia evitar as lágrimas de sangue depois desse filme. Me lembro, do dia que assisti ao filme que nem a pizza que veio depois salvou a minha noite. Ficou o gosto amargo.  

Por algum motivo, a carreira de Reynolds não tinha sido devastada ainda. Ele fez um bom filme de suspense psicológico que causava uma claustrofobia danada. Em 2010, era lançado Enterrado Vivo. Mas por algum motivo, ainda o queriam para ser um herói dos quadrinhos. Então ele foi contratado pelo lado oposto para ser o Lanterna Verde (2011), da DC Comics.

Por que? A bomba estava anunciada já no primeiro trailer. Seu personagem seria o Hal Jordan. Um personagem com uma bagagem que pode ser considerada pesada (alô, Parallax). O tom engraçadinho não se encaixava aqui. Tudo parecia fora do lugar.  O visual era decente. E só. Acho que no fim das contas, o filme só foi bom para unir o casal mais engraçado das redes sociais (sério, os dois não param de se zoar ). Afinal, ele atuou do lado da sua futura esposa, Blake Lively. Depois disso, o estrago já era grande demais.

No fundo do poço, com os filmes de heróis faturando alto e fazendo sucesso grandioso de crítica e público, Reynolds pareceu finalmente ter entendido seu lugar no mundo e onde ele poderia se encaixar naquilo. Após apresentar a proposta do filme solo de Deadpool  e ser recusado, eis que vaza um curta com jeito de teste de filmagem em 2014, dirigido por Tim Miller e Ryan Reynolds na pele do personagem. A internet simplesmente pirou com aquilo. O tom parecia correto. Era engraçado, violento, o uniforme estava certo. Aquilo acendeu um brilho nos olhos de quem assistia. A coisa podia dar certo. Então , a produção de Deadpool foi autorizada pela Fox. Inclusive, a cena do teste foi incluída no filme ( muito justo).

O filme estreou em 2016. Um sucesso absoluto de público e crítica, com tinha violência extrema, um tanto de erotismo, ironia, palavrões, piadas incríveis e eu já mencionei violência extrema? Era o Deadpool que os fãs tinham pedido desde sempre. Estava ali. Era real.

E assim, Reynolds foi perdoado.

Aquele era o papel da sua vida,onde ele podia e devia tirar sarro de tudo e de todos. Inclusive e principalmente, de si mesmo. Era a prova que algumas pessoas merecem uma segunda chance. Nesse caso, até terceira.

A lição aqui é não esquecer as más experiências, e sim usá-las para enriquecer suas próximas.  O fracasso ainda é o maior moldador de caráter da história. Afinal, será que esse Deadpool que te faz ter dor de barriga de rir, seria possível sem os antigos fracassos?

Em Deadpool 2 , são apresentados Cable, Dominó e a X- Force. E algumas surpresinhas a mais. O desafio agora é ultrapassar a si mesmo. Essa sim, parece a mais difícil das tarefas. Você acha que ele consegue? Já assistiu ao filme? Deixe nos comentários.

Sobre o Autor

Guilherme Loureiro
Apaixonado por filmes desde que se entende por gente, carioca, aventureiro por natureza, vai o máximo que consegue ao cinema mas não perde a chance de ficar em casa pra assistir aquele filminho. Projetista e Designer de Interiores nas horas vagas (...err).

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