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ARTIGO: TOP 5 “HAPPY ENDINGS” PRA VOCÊ QUE AMA UM FINAL FELIZ

Junho chegou e com ele entramos no Mês do Orgulho LGBTQ, o motivo de junho ter sido escolhido o mês para essa causa é a Revolta de Stonewall ocorrida em Nova York em 28 de junho de 1969. Na época, a parcela LGBTQ da sociedade era considerada uma das mais marginalizadas e o bar Stonewall Inn era um refúgio para eles. No dia 28 de junho de 1969 ocorreu um levante dos frequentadores do Stonewall contra a violência policial que pendurou por dias. A partir desse episódio o dia 28 de junho passou a ser o Dia Internacional do Orgulho Gay e junho o mês do Orgulho LGBTQ.

Como sabemos, mesmo tendo se passado anos após a revolta de Stonewall e de muitas conquistas em prol dos direitos das pessoas LGBTQ, eles ainda lutam pelo direito de serem quem são e ainda são vistos como uma parcela marginalizada da sociedade, por isso o mês do Orgulho LGBTQ é tão importante.

Você já deve ter visto alguma produção voltada para o público LGBTQ, seja na TV, no cinema ou no teatro, na qual o retrato e a narrativa eram sempre de “tragédia”. Mesmo que algumas fujam disso, sempre nos deparamos com produções que tratam a vida das pessoas LGBTQ como sendo sempre uma tragédia anunciada, raramente vamos encontrar uma produção em que o drama central da trama não seja voltado para a sexualidade da personagem ou que a sexualidade não importe. Os dramas e percalços enfrentados pela comunidade LGBTQ são temas abordados em produções do gênero há anos e nos fazem perceber uma constante: os finais felizes são BEM escassos.

Pensando nisso o CINEMA ATM preparou um TOP 5  HAPPY ENDINGS em comemoração ao mês do Orgulho LGBTQ.

Aqui não vai ter choro triste e final revoltante.
Pega a pipoca, a bandeira e vem!

1º COM AMOR, SIMON (2018)

“PORQUE TODO MUNDO MERECE UMA GRANDE HISTÓRIA DE AMOR”

Com amor, Simon (Love, Simon), conta a história de Simon (Nick Robinson), um adolescente como qualquer outro, que frequenta a escola, sai com os amigos e passa um tempo com a família. Nada na vida de Simon está fora do lugar, exceto que Simon é gay e a forma de lidar com isso é não contando há ninguém. Tudo isso muda quando um menino anônimo da escola resolve se assumir gay em um “blog” e ambos começam uma amizade via e-mails.

Com amor, Simon é um daqueles filmes necessários. Quando digo necessário, é necessário mesmo, para TODO mundo. O filme retrata da maneira mais delicada os sentimentos e angústias que Simon possui, nos mostra o quão difícil é nos mostrarmos ao mundo como realmente somos. Embora a narrativa seja leve, ela também é daquelas que nos fazem ficar com os olhos cheios de lágrimas, só que aqui são de felicidade. Um filme High School em que o personagem principal é gay, precisamos mais disso, não é?

Curiosidade: Com amor, Simon é adaptação do livro do mesmo nome escrito por Becky Albertalli e lançado em 2015.

2º IMAGINE EU E VOCÊ (2006) 

Imagine Eu e Você (Imagine Me & You) é a história de Rachel (Pipper Perabo) que no dia do seu casamento com Heck (Matthew Goode) conhece Luce (Lena Headey), a florista que decorou seu casamento. Após esse encontro, Rachel começa a desenvolver sentimentos por Luce e a questionar o casamento com Heck.

O filme é aquela comédia romântica gostosinha para se assistir naquele domingo de preguiça em casa, ela é despretensiosa, divertida e repleta de clichês. No fim a gente só quer um amor que nem da Rachel e a da Luce para chamar de nosso.  É uma das produções com mais comoção, justamente por não termos muitos filmes do gênero voltados para a comunidade LGBTQ.

Curiosidade: Pipper Perabo anos antes protagonizou outro filme com a mesma temática, “Assunto de Meninas”. Caso interesse, vejam com um lencinho. 

3º A GAROTA DOS MEUS SONHOS (2007) 

A Garota Dos Meus Sonhos (Gray Matters) traz a história de dois irmãos, Gray (Heather Graham) e Sam (Tom Cavanagh), inseparáveis até o dia em que conhecem Charlie (Bridget Moynahan) e ambos se apaixonam por ela.

Esse filme, diferente dos demais da lista, é mais um filme sobre descoberta da sexualidade do que um filme de romance. Aqui o final feliz de Gray é o conhecimento dela sobre quem ela realmente é. O filme mostra o crescimento da personagem e como ela aprende a lidar com sentimentos que não conhecia e a se aceitar. Tudo isso contado com muito humor e da forma mais despretensiosa possível. Uma comédia romântica, só que com bem pouco romance, digamos assim.

Curiosidade: Se você assistia The L Word (SAUDADES, VOLTA) vai gostar de saber que Rachel Shelley está no elenco.

4º HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO (2014)

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho conta a história de Leonardo (Ghilherme Lobo), um adolescente cego que se apaixona pelo novo aluno da escola, Gabriel (Fábio Audi) e com isso precisa aprender a lidar com esses novos sentimentos enquanto descobre mais sobre sua sexualidade.

Pensa em um filme leve, daqueles que a gente respira aliviado durante quase toda a duração. Esse é Hoje Eu Quero Voltar Sozinho. Uma narrativa preocupada em retratar uma coisa: amor. Não é um filme sobre um garoto cego e como isso o afeta, nem um filme sobre um menino homossexual sofrendo por sua sexualidade. Não me entenda mal, o bullying ta lá, tanto por Leonardo ser cego quando por ser gay, porém a narrativa não está tão preocupada com esses momentos, tornando eles muito pontuais. A preocupação aqui é retratar o amor de Leonardo por Gabriel e como esse amor o faz se abrir para o mundo. O filme todo é um acerto, e por mais que seja julgado de não condizer com a realidade (Com amor, Simon também passa por críticas assim), uma narrativa menos trágica e mais próxima do que queremos na realidade é algo que também queremos ver nos filmes.

Curiosidade: O filme nasceu de um curta “Eu Não Quero Voltar Sozinho”  

5º CASAMENTO DE VERDADE (2015) 

Casamento de Verdade (Jenny’s Wedding) é a história de Jenny (Katherine Heigl), uma mulher bem-sucedida e resolvida que decide se casar com a namorada Kitty (Alexis Bledel), com quem possuí um longo relacionamento e com isso precisa assumir sua sexualidade para a família.

O filme retrata a “saída do armário” de Jenny para sua família que sonhava com ela se casando com um homem. O grande trunfo dessa produção é conseguir pegar um tema complicado e dosar as cenas de drama e humor construindo uma narrativa interessante de acompanhar, os diálogos aqui são incríveis. O filme foge da norma que encontramos em produções com esse foco, os dramas estão lá o que diferencia é a forma de tratá-los. O filme é realista, emocionante e muito verdadeiro na construção de todos os personagens.

Curiosidade: Você pode acompanhar Katherine Heigl em outro filme com casamentos em “Vestida para casar ”

FELIZ PRIDE MONTH 2018

Sobre o Autor

Paula C. Carvalho
Graduanda em História pela UFRRJ e aspirante a crítica de cinema. Viciada em cinema, maratonas de series e viagens literárias.

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