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ARTIGO: TOP10 CASOS ROMÂNTICOS DA REALEZA!

Finalmente o Dia Dos Namorados chegou e o Cinema ATM não poderia ficar de fora em realizar um top10 para comemorar o dia dos apaixonados. Mas, diferente do que você pode esperar, não iremos fazer uma lista com os casais mais fofinhos do cinema com finais felizes, não senhoras e senhores. Aqui, além de gostarmos de um bom drama de época, também gostamos de ver a polêmica correr solta! 

Por isso, preparamos um artigo top10 para os amantes! Isso mesmo! Os dez melhores filmes ( em nossa humilde opinião) dos casos mais tórridos da realeza britânica para você, expectador, se apaixonar, sorrir, chorar e desejar o mal dos vilões que separam os amores de nossos casais! Vamos começar?! 

1º O Amante da Rainha ( 2012) 

O filme conta a história de uma jovem princesa, que como todas as outras que conhecemos em filmes desse gênero, são mandadas para longe de sua terra natal, para casar com reis/príncipes e salvarem seu país e acabam conhecendo o amor fora do casamento arranjado. Aqui, Caroline se torna a Rainha da Dinamarca e se apaixona perdidamente pelo médico de seu marido, um homem com tendências revolucionárias que junto a Caroline irá mudar o curso da monarquia dinamarquesa. 

Depois de Garota Dinamarquesa eu quis me alimentar completamente do trabalho de Alicia Vikander, eu não tinha visto ela em lugar nenhum, exceto em Ex Maquina, mas eu precisava de um tom mais dramático. Uma benção que este filme já estava na minha lista da Netflix, então em uma tarde comecei a assistir e não consegui desgrudar os meus olhos da tela. Alicia tem uma inocência sensual que nos atrai muito aqui, sua ingenuidade perante ao amor, politica e questões sociais de sua posição real ditam todo o ritmo do filme. É hipnotizante assistir seu talento florescer durante todo o filme, conforme ela vai ganhado segurança em suas atitudes ao se tornar, por fim, mulher. 

Mads Mikkelsen tem uma seriedade impactante. Ele é toda a força paralela desse filme que nos leva a sentir esse amor, é um sentimentalismo sempre romanticamente triste que ele carrega, que sempre nos instiga a esperar por mais. 

2º A Criada (  아가씨- 2016) 

A trama é complexa. Filmes asiáticos bem trabalhados tendem a carregar subtextos cheios de emoções não declaradas que sustentam toda a base da história que estamos assistindo se desenvolver a nossa frente. Esse é um dos motivos pelo qual o cinema asiático, principalmente o coreano, não tende a ser um dos favoritos dos cinéfilos mais modernos. A falta da paciência que agride nossa geração. 

Em A Criada, a temática sexual, desse caso entre uma princesa e uma plebeia nos atrai pelos esquemas políticos da corrupção da realeza. Duas mulheres presas ao conformadorismo do machismo proeminente que se entregam a essa onda lasciva e insaciável de paixão. É um filme erótico, mas mais sensual do que sexual, lindamente dirigido por Park Chan Wook, com a fotografia de Chung Chung Hoon sempre lembrando ao expectador que eventualmente toda essa ardência apaixonante irá acabar em desgraça, mas lhe prendendo os sentidos de uma forma que é impossível não assistir até o final!

3º A Outra 

Este filme de 2008 com Natalie Portman e Scarlett Johansson está completando dez anos, agora em 2018, e está nas margens de se tornar um clássico das adaptações britânicas sobre a história do reinado de Henrique VIII, pai da grande Rainha Elizabeth. O rei simplesmente está cansado de sua esposa que só lhe provém herdeiras e procura de forma discreta uma amante que lhe possa lhe dar um herdeiro. 

O filme pouco fala sobre as questões politicas que envolveram o caso de Henrique com Ana Bolena, é algo sutil que fica no ar, entre traições e esquemas políticos desse relacionamento toxico representado maravilhosamente bem por Natalie Portman e Eric Bana. Nós conhecemos a história e o filme sabe disso, por isso temos a liberdade de imaginar a polêmica desse caso real que como fruto se deu, a revolução religiosa e a posição no trono para uma mulher na Inglaterra. 

Eric Bana é o homem que pensa que manda em tudo, mas na verdade é fraco e cercado por falsos bajuladores. As verdadeiras estrelas está em Portman, a cobra do jardim do Éden. Ela com seu jeito sorrateiro e seus vestido verde esmeralda, tal como a folha da árvore do paraíso, entrega a Henrique a tentação do ego. E Scarlett é doce, renascentistamente representada pela beleza clássica do que o amor pode ser, sem esse mesmo ego. Uma dualidade perfeita. 

4º A Duquesa (2008) 

Todos nós sabemos que Keira Knightley estabeleceu sua carreira com filmes de época, históricos e adaptações, desde Orgulho e Preconceito, Anna Karenina e este, A Duquesa, que também completa dez anos. Em um drama inesperado, acompanhamos a história de Georgina, a Duquesa de Devonshire em sua vida infeliz com seu marido violento, constipado, presa em vida amorosa por conveniência. Mas ela se apaixona por seu melhor amigo Charles Grey e tudo muda quando nossa Georgina conhece o amor. 

Esse filme não tem um final feliz. De todos desta lista, esse filme, até hoje, me marcou muito por seu final triste e solitário. O nível de interpretação de Keira é absurdamente maravilhoso, seu tom dramático e maturidade carrega o expectador do começo ao fim. Mesmo atuando ao lado de Ralph Fiennes, ela não perde a majestade em se impor com uma interpretação memorável. É um filme de grande porte, para a mesa dos adultos. Sua fotografia e trilha sonora arrancam-lhe o coração, sem piedade. 

5º Ligações Perigosas ( 1988) 

Eu não sei porque eu deixei meu filme favorito para o quinto lugar. Talvez seja porque eu tenha um medo gigantesco de sequer pensar em falar sobre esse clássico. Baseado na peça de Christopher Hampton, esse filme conta a história da inveja, do amor verdadeiro e a linha tênue que existe entre os dois. Sua trama complexa se desenrola pelos dedos de Glenn Close, que te domina. Você não pede para entrar nessa história, mas quando vê, sua Marquesa Isabelle de Merteuil já lhe seduziu e você se torna seu mais novo amante. 

Mas é o mau-caratismo romântico de John Malkovich que consegue criar todo o ritmo desse esquema de mentiras e sedução para lhe levar ao final comovente e apaixonante de Ligações Perigosas. É triste, mas real e está tudo bem. É um filme sem medidas, sem palavras que lhe transporta para um outro lugar, uma outra terra com amores drasticamente reais. 

6º Troia ( 2004) 

Você só assistiu esse filme por conta de Brad Pitt e Eric Bana abs, admita. Está tudo bem. Eu também. Orlando Bloom recém saído de LOTR, ‘cabado de começar Piratas Do Caribe, e a gente aqui, querendo ver Brad Pitt e Eric Bana abs

Mas essa história tão superficialmente dirigida, roteirizada e trabalhada, tem um senso de aventura romântica deste príncipe que se apaixonou pela mulher mais linda do mundo, que era casado com outra. É impossível não gostar de Troia. É entretenimento romântico, puro e simples. Não tem destaque enorme da Guerra, não há profundidade na Odisseia de Ulisses, temos Aquiles como este grande e místico guerreiro e Heitor, como o Rei e salvador de Troia… É um filme romântico e mitológico e não precisa de muito e nem de mais do que isso. Entrega muito bem sua proposta e é um ótimo divertimento. 

7º Hamlet (2009)

Uma tragédia shakespeariana para aguçar o paladar sempre é bem vinda. Com metáforas e filosofias que ditam o comportamento humano perante os nossos próprios interesses na margem do egoísmo, Hamlet é uma história de amor entre desgraças e morte. Um poema elizabethano da derrota do amante contra o marido, o narcisismo, a busca inconsciente do édipo que existe em nosso ego. 

Hamlet de 2009, com David Tennant e Patrick Stewart incrementa muito bem a voracidade de como o amor nem sempre carrega construções saudáveis. Com uma história clássica e olhar “recente”, Hamlet é sempre uma boa pedida. 

8º Adeus, Minha Rainha ( 2012) 

O espiritismo habitado na interpretação de Diane Kruger é rejuvenescedor. Sensual, romântica, erótica, pura, doce e muito bem contada, a história de Adeus, Minha Rainha nos leva na mão, sem pressa, nessa história de amor entre duas mulheres que, levadas pela solidão, se entregam. O filme é calmo. Tão calmo. Mesmo em seus momentos dramáticos não tem pressa, não existe urgência em contar essa história. É uma construção de personagens muito bem apresentada.

A Sidonie de Léa Seydoux, sutil, cativante em seu mistério doce, ao paralelo da vivaz Marie Antoinette de Diane Kruger apresenta a combinação perfeita para essa história de amor. 

9º Cleópatra ( 1963) 

Clássico é clássico senhoras e senhores. Não poderia deixar de mencionar a mulher que moveu o Egito ao topo do mundo, que colocou Roma a seus pés pelo comando de seus olhar. Um dos filmes mais caros da história do cinema, com uma Elizabeth Taylor feroz e destemida, Cleópatra é a história da mulher que amou, acabou magoada no processo, mas que nunca entregou sua integridade por homem nenhum. 

Muitos ainda não assistiram esse filme. É grande. Bota umas três horas e meia ai, sem piedade. Mas o nível de talento de Elizabeth é tão elevado que é impossível ignorar cada segundo desse filme. É absurdamente grandioso em cada frame, em cada cena, em cada close, é absurdamente majestoso em sua ilusão de criar esse mundo mitológico em que dois reinos se unem pelo poder do amor de uma mulher e da força de uma Rainha. Cleópatra. 

10º Macbeth ( 2015) 

Estourando com energia, ameaça e reforçando o medo de todo o diálogo tradicional necessário, o Macbeth de Kurzel traz uma das adaptações mais viscerais e maravilhosamente realizadas do conto da Escócia na história cinematográfica. Os set designs foram excelentes, a trilha sonora foi absolutamente estelar, e Fassbender e Marion Cotillard se misturam melhor do que o óleo e vinagre. Esta adaptação assalta incansavelmente os olhos com um desfile glorioso da cinematografia sem parar, nunca desapontando os olhos com os escopos e frames de impressionar.  
 
Cada momento é tão inesquecível como o próximo, construindo seu impulso até que ele traga o público de volta para uma conclusão completamente fascinante. Um filme bonito em todos os sentidos. Justin Kurzel tomou uma das histórias mais conhecidas do mundo e deu-lhe mais profundidade e gravitas do que eu pensava possível. Mesmo as sequências de batalha sangrentas e os assassinatos brutais são entregues com um peso que é representativo do poder emocional da história.
Terminamos esse artigo/lista esperando ter alimentado o seu desejo pela polêmica dessas relações que, mesmo a maioria não terminando em um final feliz, nos instiga a presenciar a luxúria desses intensos casos de amor! Até e Feliz Dia Dos Namorados! 

Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Editora, Artista plástica, ilustradora. Criadora e web influencer do site Cinema ATM onde escrevo algumas coisinhas sobre os filmes que assisto.

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