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BABY DRIVER

O jovem Baby tem a  mania de ouvir músicas o tempo todo para silenciar o zumbido que perturba seus ouvidos desde um acidente na infância. Ele é o piloto de fuga de Doc, mas depois de se apaixonar por Debora, não vê a hora de deixar o cargo.
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Todos os personagens tem a liberdade em comum, não tendo nem mesmo um lar, uma família que os prenda. 
Baby cuida de um senhor, mas essa não é a real motivação pela qual ele desiste de pilotar e sim sua nova namorada. Ele ter alguém de verdade ao seu lado o faz tomar decisões que acabam atingindo a todos do grupo.
Ainda existe uma certa mágoa da parte do personagem onde vemos flashbacks de uma infância ruim acompanhada da perda de um ente querido.

A questão do respeito entre Doc e Baby está presente em momentos onde decisões precisam ser tomadas mesmo Baby sendo a minoria que poderia mudar toda a situação.
Isso faz sutilmente com que ele cresça e tenha voz no futuro até mesmo para aqueles que o intimidavam. 

Tudo acontece muito rápido, mas conseguimos sentir a passagem de tempo de uma forma leve através da música e da coreografia. 
Edgar Wright trabalhou tão bem quanto em Scott Pilgrim Contra o Mundo, deixando o publico animado como se estivesse no carro com Baby.
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A fotografia (Bill Pope) e o plano sequencia não nos deixaram na mão.
Estávamos sempre andando com Baby dentro e fora do carro e sentados com o grupo na mesa na hora de mais um plano. Mas quando se tratava de Baby e Deborah, ficávamos de fora, apenas observando. Afinal, aquele era o seu momento especial, mas e nós?
Nós fazíamos parte da sujeira.

Fiquei surpresa com Ansel Elgort que não estava sem sal como nos outros filmes.
Dessa vez ele não era o rapaz apaixonado que lidava com os problemas de uma forma romântica. Ele era o rapaz apaixonado que lidava com os problemas raciocinando loucamente de acordo com os momentos de sua vida.

Baby Driver me deixou no chão logo no inicio. Me senti quente, ativa e pronta pra outra.
As músicas do filme me fizeram sentir algo que fazia tempo que eu não sentia assistindo um filme: ADRENALINA POSITIVA.
É um filme que você precisa assistir, mas sozinho. Porque assim como eu, você sentirá vontade de rosnar no lugar de torcer, saltar ao invés de apenas se mexer na cadeira e uivar no lugar de gargalhar.

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Sobre o Autor

Susu Oliveira
Fotógrafa, videomaker e dou uma de crítico de cinema achando que to abafando. www.maxwelenoliveira.com.br

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