DEATH NOTE – LIVE ACTION 2006

A produção da Sato Company conseguiu trazer muito do mangá de Tsugumi Ohba. Death Note conta a história do jovem Light Yagami que encontra um caderno onde a pessoa que tiver o nome escrito nele irá morrer. Ao perceber o poder que têm nas mãos, ele resolve livrar o mundo dos criminosos, já que a justiça dos homens não é boa o bastante. Apesar do encontro com o caderno não ter sido igual ao original, ela se torna mais impactante para a história ao mostrar light perdendo sua fé na justiça dos homens logo antes de receber o Death Note.

Death Note crítica 2006 

Inicialmente buscando trazer justiça ao mundo se livrando dos criminosos, Light acaba aceitando a alcunha de um deus da justiça que foi criada pela população e passa a crer que todos que o enfrentem são criminosos e devem morrer. Esse é o ponto que acaba permitindo o confronto entre ele e o detetive gênio L, onde Light se sente ofendido durante uma transmissão de tv e isso permite que seja determinada a região onde ele mora.

Este primeiro filme traz o início da trama, com Light aprendendo os alcances do Death Note e L investigando os suspeitos de serem Kira. Existem muitas diferenças de enredo, mas é justificável pelo curto tempo para apresentar tudo. Misa Amane, interpretada pela atriz Shiori Akino, a namorada de Light, possui um papel muito maior aqui do que no original.

Death Note crítica 2006 

Enquanto no mangá ela é uma escolha aleatória para o passeio no qual ele consegue identificar seu perseguidor, aqui ela é realmente a namorada dele, trazendo um contato maior com os humanos normais. Aqui também ocorre a maior quebra com o roteiro original ao se criar a dúvida se Light se importa com alguém. Enquanto no mangá percebemos que sua missão está acima de tudo, no filme ele deixa transparecer um certo sentimento por Shiori, apesar de não pensar muito antes de usá-la para alcançar seu objetivo.

Enquanto L ainda é uma figura distante para Light nesse primeiro filme, seu confronto se dá com Naomi Misora, agente do FBI que já trabalhou com L e está obstinada a deter Kira. No original o nome dela só não é mais difícil do que o do L de se obter, e aqui temos uma mudança, diria até justa, que mostra o preparo de Light e permite que esse primeiro filme tenha um desfecho aceitável.

Death Note crítica 2006 

Enquanto os atores escolhidos lembram pouco os personagens do mangá, os efeitos especiais do Shinigami Ryuk estão incríveis e seja na interação com Light ou comendo suas maçãs, não ocorre estranheza e parece que você está assistindo o anime. Kenichi Matsuyama interpreta muito bem o L, e deve ter ficado diabético com os doces, mas a caracterização o deixou mais parecido com o Toshiro do filme o grito do que com o detetive de olheiras profundas e cabelo bagunçado.

O filme conclui o seu arco e deixa dois ganchos para o próximo. O primeiro é a personagem Misa Amane que aparece em propagandas e na televisão deixando a ansiedade do encontro dela com Light para o segundo filme e o encontro cara a cara entre Light e L onde fica a dúvida se L confia no jovem ou passa a ter certeza absoluta que ele é o Kira.

Death Note crítica 2006 

Se você já conhece o mangá e o anime vale experimentar uma nova leitura da história. Agora, se você ainda não conhece, pare tudo o que está fazendo porque você está errado. Death Note mostra o quanto determinação e planejamento podem decidir o destino de alguém, sai da obviedade da maioria dos títulos e levanta a questão moral da justiça onde escolher o lado certo divide opiniões mais do que Marvel e DC.