CRÍTICA: MAGIC MIKE XXL (2015 ) – Vale a pena, acredite!

Se está indo no cinema esperar ver uma grande história com um bom roteiro – “Espera Bino, é uma cilada” – Magic Mike não tem roteiro! 

Não, brincadeira, deve ter, alguma coisa escrita deve ter, mas não importa, não faz diferença, porque sinceramente, mesmo que tivesse roteiro, ninguém ia prestar atenção.

Me impressionei com o fato do filme ter duas horas de duração, sinceramente não dá pra sentir o filme passar. Mas a história é bem simples e aleatória, Mike termina o relacionamento, recebe uma ligação dos amigos pra montar um último show – ele rapidamente aceita depois de ter um momento meio insight de dança, sozinho, que lembrou os velhos tempos de “Ela dança, Eu danço” – então eles partem para uma convenção de stripper como o último show.

 

 

 

 

 

 

Até ai já sabemos que coisas acontecem no caminho, drogas e tal, eles conhecem um grupo de garotas, Mike conhece a “mocinha do filme”, Zoe ( Amber Heard) – se prestei atenção direito, porque o nome dela fica uma incógnita por quase o filme inteiro – Bom, o carro quebra e eles fazem uma parada na casa da Rome (Jada Pinkett Smith), que era uma antiga empregadora de Mike e tinha um passado meio pegação, meio chefe com o cara, ela exige que ele a convença a emprestar o carro, então ai vai mais uma rotina de dança/strip bem longas e bom, conseguem o carro para uma carona até um dos destinos do itinerário.

 

 

 

 

 

Quando eles fazem uma parada na casa de uma meninas que eles conheceram – descobrindo que a garota é rica e tal – eles conhecem as mães das meninas – somos agraciados então com a presença da linda Andie MacDowell – e por coincidência, a Zoe está nessa casa, bom ai tem um papo meio que nada ver com o Mike e os outros se fazem felizes tendo uma conversa “intelectual” com o resto do grupo de mulheres, mas temos um momento bom nessa parte que é quando o personagem de Matthew Bomer, Ken, dá um discurso de como todas as mulheres são lindas.

A “parte engraçada” do filme, com as frases de efeito se deve ao ator Joe Manganiello, que interpreta Richie, fã de Backstreet Boys. Mais uma vez, graças aos dons de Richie, eles conseguem um carro e um hotel para ficarem na convenção e o resto o filme segue nisso, a criação de uma nova apresentação.

 

 

 

 

 

 

As cenas de dança/strip são realmente longas, cada ator teve seu momento e close para sua apresentação, como se fosse ao vivo mesmo. O filme está muito bem filmado, pode-se dizer, então é como um show ao vivo – sou mulher, fui assistir o filme, sim, dá pra dar uma pirada – mas não tem de todo ruim não! Todas as mulheres, todas as mulheres do filme – exceto a menininha que o Mike fica afim e a Rome – não são modelos esculturais de alto corpo, elas são gordas, baixas, de pernas grossas e assim vai. O filme conseguiu passar a mensagem muito bem “a exaltação da beleza e da mulher” do jeito que se queria, por que não importa o tipo de mulher que estava na sala de cinema, todas saíram de lá desejadas e realizadas, porque mulheres comuns estavam sendo apresentadas naquele filme, e isso é o que importa.

 

 

 

 

 

É uma grande produção cinematográfica? Não. Mas é um tipo de filme que ainda não existia, quer dizer, já exista, mas não com atores de renome do momento, dessa maneira e com essa visualização, de alguma forma sempre voltava para uma perspectiva masculina e aqui não, toda a ideia do filme é voltada para o consumo feminino no cinema, faltava essa deixa, essa ideia de que mulheres também são consumidoras de sexo e de filmes, feito apenas para elas, filmes que não envolvem romance ou comédia.

É divertido? Sim. Dá pra dar umas risadas – não tem a parte do roteiro? Então, tem umas falas engraçadas – é bem disperso então não dá pra se sentir entediado. De duas horas de filme, meia hora é história e o resto, bem… Você já sabe o que acontece. 

E a pergunta que não quer calar, vale a pena ir no cinema? Sim! Definitivamente, afinal independente do tamanho da sua televisão, ela vai se tornar pequena, acredite.