CRÍTICA: POWER RANGERS (2017)

power-rangers-2017
Lançamento: Março de 2017 
Direção: Dean Israelite
Elenco: Naomi Scott, Dacre Montgomery, Elizabeth Banks, Ludi Lin…

Crítica: 

Apenas para deixar ressaltado aqui: Eu sou uma grande fã da Franquia Original de Rangers, nunca fui muito fá dos múltiplos spin-offs ( admito que do Espaço, Policial e Força Animal, me atraiam depois da escola) mas eu vi o filme original (com Ivan Ooze).

Todos esses spin offs me cansaram um pouco sobre a ideia principal, mas uma coisa que a série merece crédito é que ela está sempre se adaptando aos tempos modernos. É uma série que para melhor ou pior viveu através de reboots e remakes o tempo todo, então se há uma franquia que poderia fazer da forma correta um reboot, essa franquia é Power Rangers.

Infelizmente este é um filme muito fraco. Para essa simples ideia, um orçamento maior do que o necessário é utilizado para fazer esses Rangers parecerem mais atraentes ao público moderno e dar ao seus Zords alguns tons animados, mas por baixo dos panos, o espetáculo tem um monte de problemas.

_KF30191.RAF

O principal são os personagens. No original, a ideia era de que essas crianças de diferentes grupos sociais trabalhassem juntas, eles realmente mostravam que você poderia se dar bem com todos os tipos de pessoas. Neste filme, cada adolescente é problemático ou um basket case – talvez esteja bom para algumas pessoas que ainda irão assistir, ou já assistiram –  mas por Deus, toda essa ideia de “ele é um atleta … que se rebela” ou “ela é uma líder de torcida … que não segue as regras” fica cansativo.

O outro ponto negativo é o roteiro. É como se eles nunca tivessem pensado muito sobre isso, então os diálogos não fluem e soam falsos, o que é engraçado porque eu não diria que o diálogo para a franquia original de Power Rangers fosse sempre bom, mas aqui é mil vezes pior e poderia ter sido FACILMENTE corrigido com uma boa equipe de roteiristas.

20170223-power-rangers-2017

Dean Israelite se esforça para criar uma estética visualmente atraente, com sua abertura sombria que marca a melhor cena do filme, conforme o tom vai sendo guiado do rastejar do ranger a ascensão do vilão, com uma riqueza de informações fornecidas ao longo do caminho. Mas ele está trabalhado com um roteiro que é, na melhor das hipóteses, ambicioso e tem de dirigir um grupo de jovens atores que ainda têm muito a aprender para refinar suas atuações.

A pior ofensa de todas é a sensação de “Já vi isso em algum lugar”. Isto segue quase todos as características de um remake moderno, que não pode ser um problema pra você, mas pra mim é incrivelmente ofensivo. Se irá fazer um remake, ou reboot, faça direito. Que seja ao menos, melhor que o original! (Michael Bay, não pense que não reparei nesse dedinho ai da produção, porque reparei sim, tá rapaz?).

prss2_02

Dos três atores mais importantes no filme (atores já veteranos), Elizabeth Banks faz a maior impressão, ela segue no nível acima, enquanto os outros seguem bem abaixo do rank. Como esperado, Bryan Cranston é completamente desperdiçado como uma cabeça falante na parede e como implícito Bill Hader entra na categoria de personagens tais como Jar Jar Binks (odiado, mas tolerado, tirando o personagem, o ator está bem irritante. O diretor colocou ali, então temos que engolir).

6269_w840h0_1483016711rangers-a

A vantagem aqui é o fã service. Enquanto este filme é bem ofensivo de uma forma geral, ao menos como reboot tenta colocar os fãs em primeiro lugar. Suas referências são bem vindas e um verdadeiro fã de Power Rangers irá reconhecer alguns elementos na hora.  O problema é que, se você tirar o fã service, nada é aproveitado. Se torna mais um filme adolescente, esquecível, completamente desperdiçado. O que é uma pena, estávamos realmente ansiosos por isso… Mas, fui com as minhas expectativas bem baixas, então, não fiquei surpresa e nem decepcionada. 

Vale o ingresso? Não.

O que recomendo? Assistir a versão de 15 minutos do diretor Joseph Khan, logo abaixo: 

http://191.252.100.236/cinemaatm.com.br/public_html/power-rangers/