CRÍTICA: BATMAN VS SUPERMAN

Esse final de semana aconteceu o que é já, uma das maiores estreias do ano. E ainda assim terá gente que irá discordar.

Batman Vs Superman superou as expectativas com cenas de ação que passam uma qualidade em preparação que chega lá no teto, o trabalho de Zack Snyder, que entrega não só que, o diretor nasceu para dirigir filmes de super heróis, como também ele está pronto para receber o público com uma fidelidade incrível no que se diz ao material original.

Então podemos começar a analisar os personagens de uma forma ímpar – já que por aqui, conhecemos intimamente o material das HQ’s –  Ben Afleck conseguiu salvar qualquer erro ou mal direção de super herói em sua carreira como ator. Batman não teve um só defeito nesse filme.

A história se passa 20 anos depois de seu primeiro encontro com o crime, já como morcego de Gotham, passamos pelo Coringa, já tivemos nosso primeiro Robin e agora Bruce Wayne está quase a ponto de se aposentar como o Morcego e participar mais como empresário. Mas com a chegada do Homem de Aço, as coisas mudam e ele volta ao máximo da ativa como Batman. E Ben Afleck conseguiu! Mesmo! Suas cenas de combate fora a “luta principal”, está superando qualquer e outra já preparada aos filmes de Batman, sua preparação física, o traje (referência para Arkham City), a cena em que ele mais uma vez ressurge, tudo isso alavancou toda a ação do filme.

– A cena de luta dentro do armazém foi incrível –

Fora que, Zack Snyder conseguiu trazer a morte dos pais de Bruce de uma nova maneira – um trauma para uma vida e não para apenas um garotinho, Nolan também mostrou isso, mas Snyder veio com uma seriedade além da conta –

Então, entramos para Superman. Ok, ok, vamos admitir que Henry Cavill está ainda melhor no papel do Homem de Aço. A história gira em torno de ambos os personagens, enquanto Batman está preparando sua vingança contra todas as mortes causadas pelas lutas do outro herói, Superman está preso entre a moral do bem e o mal, seu amor e seu propósito aqui na Terra.

Um dos ângulos mais interessantes do filme: Enquanto o “Homem de Aço”, o primeiro filme, estava mais focado em mostrar a visão do Superman como herói e como essa sua reviravolta afetava apenas a sua vida, nesse novo longa temos a visão do mundo em relação ao Superman, que suas ações trazem consequências, que para salvar uma pessoa, ele, mesmo que seja sem querer, consegue matar mil. E isso trouxe um peso de seriedade do personagem muito grande (Leiam “Superman Condenado” e “Superman: A Queda”, para terem uma visão não tão perfeita assim do herói), já que, mesmo ele sendo um alienígena, ele foi criado como um humano e está fadado a cometer erros e a sentir.

Um os pontos negativos, foi a relação de Superman com Lois Lane. Sim, é estranho o ponto negativo de um personagem entrar em outro personagem, mas o segmento ficou arrastado e serviu só como material de continuidade para podermos “perceber” a conspiração de Lex Luthor chegando. Seu arco ficou maçante, ela ficou como a mocinha indefesa e embora Amy Adams seja uma grande atriz – ninguém dúvida disso -, o que esperávamos acontecer o filme inteiro, não aconteceu por conta dela – a luta tão esperada só durou no máximo 3 minutos e não teve lá muito sangue sendo extraído do Homem de Aço, mas Batman consegue dar umas porradas bem dadas. Infelizmente a intenção de Snyder com a personagem não elevou a relação com o Superman e só tornou maçante –

Seguindo de mulher para mulher, chegamos a tão esperada hora da Mulher Maravilha – Gal Gadot, assim como Ben Afleck superou qualquer expectativa – com direito a gritos de felicidade em quase todas as salas de cinema pela estreia – dava para ouvir de longe quando ela entrava – Sua caracterização, traje, referência ao seu já filme em produção, o segmento de sua história como Deusa Amazona e também a forma de sua apresentação como mulher e depois guerreira, trouxeram mil e um créditos para a escolha da atriz como Mulher Maravilha e da forma como Snyder trabalhou a personagem. Tirando alguns efeitos exagerados na hora da luta final, não teve erros aqui.

Entrando no arco dos vilões – tinha um Coringa naquele Lex -. Entendemos que Snyder queria criar um novo ícone como vilão – mesmo Lex já sendo, deu pra ver que ele queria mostrar algo inesquecível, mas ficou caricato demais, estourado demais e só rendeu algo realmente profundo – tanto em atuação de Jesse Eisenberg, quanto em o roteiro adaptado, e na caracterização do personagem – apenas no final, retirando a cena da conversa com a Senadora, que foi bem construída com o maneirismos do personagem. 

Doomsday veio entregar mais fidelidade para as HQ’s, desde a caracterização em CGI até a explicação de seu “nascimento” e morte. Foi um dos momentos mais emocionantes do filme – quem é fã como eu teve uma sincope na cadeira do cinema – E para fechar todo o elo dos personagens, deixamos um dos melhores para o final. Jeremy Irons está o Alfred dos quadrinhos, gritante, mas tão gritante, que fica impossível não achar uma referência aqui e ali. E sua relação com Bruce mostra que ele não é só seu mordomo, mas também seu parceiro e melhor amigo. Excelente material trazido pelo ator e pelo trabalho do diretor.

Alonguei, estiquei e esperei, mas finalmente chegamos no arco que todos nós aguardávamos durante anos. Os meta-humanos! As cenas onde as primeiras imagens de Flash, Aquaman e Cyborg aparecem fez muito fã ter um sério ataque cardíaco no filme – Colocando mais um adendo em relação ao Flash, a cena em que ele volta do futuro para alertar Bruce Wayne que encara aquilo como um sonho, explodiu a mente dos fãs e nos fez ainda mais ansiosos por Terra 2 – Ezra Miller, Jason Momoa e Ray Fisher já nos fizeram aguardar mais por 2017 – ah, a cena final do enterro? É Flash voltando baby!

Quem lê as HQ’s vai pirar, quem não lê vai pirar também. O filme é feito para todos os tipos de publico, mas diferente da Marvel, não precisou usar uma vertente mais limpa ( infantil)  para isso. Então Batman vs Superman está sombrio do jeito que precisava ser e alcançar.

O trabalho de direção de Zack Snyder e a fotografia de Larry Fong, conseguiram fazer algo realmente muito bom, sem ter a necessidade de um 3D e isso já traz uns 70% do porquê está sendo um dos melhores filmes do ano – Se Star Wars VIII estreasse esse ano, ai não teria competição – Infelizmente os trailers deixaram a desejar e entregaram a maior parte do filme, mas isso não levou menos fãs ao cinema e Batman Vs Superman já se torna uma das estreias mais lucrativas do ano!

Teve “Cavaleiros das Trevas” (HQ) , Novos 52, referências aos filmes antigos do Superman, Nolan, Crise Infinita, Saga Universo, Batman e Superman, Flash Terra 4 e uma infinidade de outras HQ’s que explodiram na sua cara durante a tela.  Onde já esperávamos Zack errar, ele errou e onde esperávamos ele acertar ele acertou e mais! – Sei que já usei muito essa palavra na Review, mas é que as expectativas estavam realmente muito altas e foram ultrapassadas pela escolha de elenco, direção e história – Não é atoa que vale a pena assistir mais e a DC lacrou em um filme – coisa que a Marvel nem chegou perto ultimamente…

A melhor estreia de super heróis até agora.