MALÉVOLA DONA DO MAL – CRÍTICA:

MALÉVOLA Dona do Mal: Uma Sequência Que Tem Tudo Para Surpreender 

Em 2014 foi lançado a live action de Malévola sob a direção de Robert Stromberg e com a exuberante beleza de Angelina Jolie no papel principal. Considerada uma das vilãs mais perversas em sua primeira aparição em A Bela Adormecida de 1959. Porém o novo filme trouxe ao público uma releitura do ponto de vista de Malévola. O que causou certa oposição entre os amantes de clássicos. Mas se solidificou devido a perfeita atuação de Angelina Jolie que embora não tenha sido tão maléfica quanto muitos esperavam o filme agradou ao grande público. Possibilitando assim sua sequência.

Malévola Dona do Mal é uma continuação do primeiro filme desta vez dirigido por Joachim Rønning e com o retorno de Angelina Jolie demonstrando que nasceu para personificar a vilã. Acentuando todo seu poder não só por suas asas como também em seu figurino elaborado por Ellen Mirojnick. Que merece toda sua atenção por conseguir manter o charme e elegância da vilã ressaltando ainda mais a beleza e performance da atriz.

MALÉVOLA – NOVA ADAPTAÇÃO

Neste novo filme somos apresentados a um mundo encantado Disney que tanto amamos. A beleza e qualidade da fotografia dirigida por Henry Braham tornando cenários estonteantes intensificam a trama que começa a ser desenvolvida a partir da Princesa Aurora no reino dos Moors. A atriz Elle Fanning ressurge de forma mais poderosa e liderante sem perder sua doçura e inocência apresentados no primeiro filme.

Malévola Dona do Mal

Sendo surpreendida pelo pedido de casamento do Príncipe Philip, que neste filme foi substituído pelo ator Harris Dickinson, porém a substituição do príncipe pode passar despercebido para alguns e demonstra ser uma escolha mais assertiva ao decorrer do filme. Onde o ator acaba conquistando o público não só por sua beleza como também pela evolução de seu personagem.

O noivado da Princesa Aurora com o Príncipe Philip é motivo de felicidade para todos do reino dos Moors. Bem, ao menos para a grande maioria já que Malévola não aceita a união do jovem casal temendo não só pelo reino da magia, mas principalmente pelo bem estar de Aurora. Não poupando palavras para demonstrar sua insatisfação e em meio a sarcasmo e elogios, Malévola mostra o seu lado de madrinha protetora.

Malévola Dona do Mal

Para aliviar a tensão entre o reino da magia e o reino dos humanos a Rainha Ingrith propõe um jantar em seu castelo para comemorar a união do casal. A Rainha consegue ganhar grande destaque a cada ato com seu ar misterioso e suas palavras perversamente doces. Fazendo de Michelle Pfeiffer uma personagem icônica e inesquecível.

A verdade é que os trailers revelam bastante do que irá se passar no filme Malévola Dona do Mal entretanto o filme guarda surpresas que irão deixar os amantes de filmes Disney enlouquecidos. Seja por desenvolver uma sequência encantadora com efeitos especiais de tirar o fôlego. Ou por saber alinhar uma obra de ficção baseada em contos de fadas. Ao mesmo tempo levantando muitos aspectos que podem ser comparados com a realidade.

Malévola Dona do Mal

A ideia da maternidade está bem presente e significativa, questões como influências, valores e criação ao verdadeiro amor de mãe. A diversidade e respeito ao próximo por suas diferenças entra em pauta, pela nova adição de personagens que revelam o segredo de Malévola. Diferença alta desde o primeiro filme, que se concentrou apenas na relação de Malévola com Aurora.

Agora temos um pensamento maior por trás dos personagens e suas ações. E contanto ainda com a pertinente e importante pauta sobre a preservação das espécies. Sem contar que é apenas através da união da humanidade que poderemos prevalecer, sem guerras. 

Malévola Dona do Mal

Malévola Dona do Mal, era um filme que muitos temiam, pois o primeiro de 2014 fechou de uma forma que não indicava sequências. Mas é certo que de 9 pra 10, quando a Disney fala que vai fazer algo, devemos ter fé. Pois sem dúvida, está foi uma sequência mais do que bem vinda! 

CINDERELA POP (2019) – CRÍTICA:

Cinderela Pop – Uma divertida releitura do clássico conto

A leva de filmes com roteiros adaptados de livros teen têm crescido no Brasil nos últimos anos. Só de 2015 para cá tivemos Tudo Por Um Popstar; Fala Sério, Mãe; É Fada e Meus 15 anos. Mais e mais autoras nacionais fazem sucesso entre os adolescentes. E o mercado audiovisual acompanha o ritmo. Lançado em fevereiro, Cinderela Pop segue portanto essa linha e faz uma engraçada e divertida releitura do clássico conto de fadas.

Cinderela Pop

O filme segue a história de Cíntia (Maísa), uma adolescente que sonha em se tornar DJ profissional. Com a separação de seus pais, ela ganha uma madrasta malvada (Fernanda Paes Leme) e duas irmãs postiças (Letícia Pedro e Kiria Malheiros). Elas fazem de tudo para atrapalhar seus objetivos. Diferente do original, em que as doze badaladas marcavam o fim do baile, a meia noite aqui marca o fim do seu set como DJ. E a volta a sua realidade como adolescente normal.

O mais divertido para mim foi ver a maneira como Cinderela Pop se conectou com a realidade dos adolescentes de um jeito inteligente e fora do comum. A protagonista é dona de si. Forte e moderninha, como podemos dizer. Diferente da releitura da Disney nos anos 2000, imortalizada no clássico, A Nova Cinderela com Hilary Duff como a principal. Não senti um peso tão grande na parte dramática. Sobretudo gostei que os pais não estivessem mortos, como geralmente é contada a história. Eles na verdade têm um papel central, e a relação de Cíntia com sua mãe é muito bem explorada.

Cinderela Pop

As atuações são boas e convincentes. Para quem conhece e acompanha o trabalho da Maísa, pode rolar a impressão de que ela interpretava a si mesma. O que não é um super problema afinal complementa a personagem. O príncipe Freddy Prince foi interpretado por Felipe Bragança (Eu Fico Loko) e sua prima e fiel companheira ficou a cargo de Giogava Grigio (Eu Fico Loko, Chiquititas).

Com direção de Bruno Garotti (Tudo Por um Popstar), Cinderela Pop tem o roteiro assinado por Bruno Garotti, Flávia Lins Marcelo Saback. Paula Pimenta, autora do livro homônimo que inspirou a obra também faz participa da criação. Recentemente inserido no catálogo da Netflix, já está disponível no Brasil e em diversos países.