CRÍTICA: XMEN APOCALYPSE (2016)

Agora, vamos lá. Calma. Não é o fan service que você estava esperando não, quer dizer, não da forma como você ai fanático em dizer que leu a HQ estava esperando – mas, tem uma coisa aqui e ali para segurar os fãs – e vale lembrar que essa não é um produção ligada inteiramente da Marvel/Disney e sim da Fox/Conteúdo da Marvel – Agora, entendeu tudo isso? Beleza, agora sim, dá pra começar a crítica. X-Men Apocalypse conseguiu superar todas as expectativas e devo assumir que tive uma sincope em diversas cenas dentro do cinema. Os personagens tem seus probleminhas de segmento, aqui e ali, mas tudo foi superado pela história, a intensa quantidade – mas, muito bem administrada – de efeitos especiais e um elenco que, por incrível que pareça, caiu perfeitamente certo para seus respectivos papéis. – Sem duvida, um dos melhores filmes do ano e fecha com chave de ouro a nova trilogia dos X-Men. 

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Bom, vamos então falar dos personagens, pra seguir o fluxo. E iremos começar com o próprio tema do filme que é o Apocalypse. Oscar Isaac é majestoso em tudo o que ele faz. Para quem acompanha o trabalho dele, desde pequenos papéis, sabe o quanto o cara se esforça para se encaixar no personagem. E não foi diferente aqui – sobre a caracterização do Apocalypse? Olha, realmente não vi a razão de reclamarem, a maquiagem ficou muito boa – mesmo dando na cara que era uma maquiagem, mas ainda assim ficou muito boa –

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O único problema – e maior problema – do personagem, foi sua intensa forçação de barra nos seus intermináveis discursos. Amigo, eu já entendi que você precisa destruir a tudo. Tipo, ok. Cala a boca e destrua logo – Teria algum problema com isso? – Mas, no fim das contas a luta compensa – e olha, ainda vou chegar lá, mal to me contendo para chegar lá – e Apocalypse acaba se tornando um vilão digno. 

Porquê, acreditem ou não, o foco aqui, para os fãs e tudo o mais, não é o vilão, mas sim o novo elenco dos XMen, e cara. Meu. Tá muito bom! 

Bom, Michael Fassbender está para Magneto, assim como Sir Ian Mckellen está para Gandalf – há! – Seu trabalho é de uma precisão perfeita para a intenção do personagem, que sempre, sempre acerta em cheio o que é proposto fazer e mesmo que ele não seja o personagem mais disposto da saga – a cena do Apocalypse entregando seu capacete? Putz. Refêrenciaaaa – Michael com certeza conseguiu elevar ainda mais sua importância – A cena da morte da família dele, foi realmente emocionante e muito, muito bem feita pelos atores. 

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Nicholas Hoult finalmente conseguiu um pouco do destaque que o Fera merece. Mas só um pouquinho. E mesmo que suas cenas como Fera em si tenham sido muito poucas – já que o filme tem muito mais falação e a ação fica exclusiva para o final – É sempre bom e refrescante ver o talento desse ator que acompanho o trabalho desde o começo. E ele lidera a turma de alunos, muito, muito bem. 

Bom, todo mundo queria ver como ficaria a Tempestade – e olha, foi um up e foi um down. Vou explicar. Tem muita coisa acontecendo nesse filme e eu digo, muita coisa – tem o Scott, tem Xavier e Moira, tem Jean, Apocalypse, então é claro que alguns personagens será deixados na obscuridade. E por isso, a tempestade foi uma pequena decepção. Mas por outro lado, a caracterização da personagem, ficou perfeita! – E não sentimos saudades da Helle Berry com o close desnecessários nos seus olhos toda vez que ela usava seus poderes – A atriz Alexandra Shipp conseguiu dar o tom certo de ingenuidade e força para Tempestade. Ficou realmente muito boa. E por ai temos os dois outros membros dos Cavaleiros, que é a Olivia Munn como Psylocke e Ben Hardy como o Anjo – além de nos proporcionar excelentes cenas de luta, nada mais, nada menos. Então, ficou por isso mesmo. 

Quem lembra da animação XMen Evolution estava gritando em cada, cada cena! Foi sensacional todas as referências a trilogia dos filmes originais – a cena da represa, a ponte sendo destruída por Magneto outra vez – a piadinha da Jean Grey sobre o 3º filme – tudo isso foi sutilmente aplicado e eu gostei bastante de ter usado os outros três filmes nos pontos certos como referência – isso inclui o papel do Wolverine que apareceu brevemente, de forma bem dinâmica e deu o destaque no tom mais que certo para o seu começo da saga X-Men e sua ligação com a Jean Grey. 

Para quem tá acostumado com Marvel/Disney e toda a saga dos Vingadores e esqueceu o tom dos X-Men, há muito mais filosofia do que luta per se aqui nesse filme. Vocês precisam entender que o filme usou um tom muito mais filosófico do que como um filme de ação. E acredito eu, como fã e leitora avida das Hq’s, esse é o tom certo para os X-Men, mas claro que o filme não decepcionou nas cenas finais de ação. Ficou muito, muito boa a sincronia com a luta dos mutantes e toda a questão do Xavier versus Apocalypse, mostrou o amadurecimento claro dos personagens.  Mesmo que Scott seja um dos personagens do elo principal e Tye Sheridan seja considerado um novo rosto, a atração principal da família Summers ainda é o Alex/Destrutor – Scott entrou aqui para cumprir uma tabela básica de participação e interação – seu alto no filme, foi mesmo sua cena final e sua interação com a Jean. Tye Sheridan ainda tem que correr muito pra poder trazer qualquer profundidade aos seus personagens. 

O Noturno que todo mundo queria ver, foi e mais. Kurt ficou na medida certa como um novo personagem – O filme não explicou o porquê que a Mistica foi atrás dele no começo – Não explicou e eu nem sei se um dia vai explicar – Então, isso ficou muito em off no filme a abriu um gap sobre o porquê o personagem estava ali, mas entrou, entrou e vamos nessa. Kodi Smit-McPhee fez um trabalho fofo e, por incrível que pareça a caracterização não ficou tããão ruim – uma lembrança gentil do segundo filme da primeira trilogia. 

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O que decepcionou mesmo no filme? Foi a má utilização dos poderes dos outros estudantes dos X-Men. Não sei nem pra quê fizeram um grande anuncio sobre Lana Condor ser a Jubileu, a personagem nem chegou a usar seus poderes. Nada. Falou meia duzia de palavras e saiu de cena – Pra quê? – Isso foi errado e o foco ficou muito nos personagens já predispostos a serem os principais e nem deram a chance pra ela chegar lá no patamar. Uma pena, ela é até bem fofa durante o filme. 

E ai chegamos para as 4 surpresas em relação a elenco, interpretação e utilização na história. O primeiro de todos é um muito, mas muito positivo acervo do elenco dos X-Men. Evan Peters como Mércurio – Melhores cenas, melhor chave de personagem – ele mete a porrada no Apocalypse, ele salva todo mundo ao som de Eurythmics e é engraçado – parte ruim? A que ele não conta para o Magneto que é seu filho, mas. – Ainda temos que esperar a Wanda aparecer. 

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A segunda surpresa, mas não tão boa assim, foi a Jennifer Lawrence retornando como Mística. Então, a qualquer momento no filme que estava esperando ela dizer “Tonight turn your weapons to the Capital” – Sim. Foi nesse nível. Enquanto a primeira trilogia focava no Wolverine, esse aqui pelo o que parece, vai focar na JL – Então… Mas, a personagem, realmente foi a líder que eles precisavam e conseguiu a abordagem certa para ser um filme introspectivo, onde você pensa no futuro dos X-Men. 

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E para fechar com chave de ouro, James McAvoy como Xavier e Sophie Turner como Jean Grey. James, olha, olha, meu rapaz. Como você é o melhor. Cara. Olha, nem consigo escrever! Tá f…. Simples. Você é a parte jovem do Patrick Stewart. Duas escolhas perfeitas para um personagem. Não hã ator melhor para ser o Charles Xavier, na nova geração do que James McAvoy. Só vendo o filme, vocês vão entender. 

 

 

 

 

 

 

Todo mundo pensou que seria ruim, todo mundo pensou que não daria certo. Afinal, nos assistimos Game Of Thrones e sabemos o quanto Sophie Turner pode ser irritante e chata, e não fez nada e todos “eeeeh” da vida. Mas aqui, além de Jean Grey se tornar a personagem, mais bem utilizada de toda a história de adaptações dos X-Men, por enquanto – Sophie Turner – me desculpe Famke Janssen – foi a escolha perfeita. Ela não apareceu demais, nem de menos, suas cenas foram práticas, a personagem não foi “mocinha em desespero”, ela foi rápida, intensa e A FÊNIX APARECEU – Mas, da maneira mais maravilhosa possível! Sério, a melhor parte do filme é o final e por causa da Sophie Turner como Jean Grey. 

Como deu pra ler até aqui, o filme tem seus probleminhas, como qualquer outro filme de adaptação. Mas ele se segura, fica marcado como o fechamento certo da trilogia. São tantas referências para X-Men Evolution. A cena do “Como você tira esse jato daqui? – Ah, eu construí uma abertura na quadra de basquete”, ou a cena da sala de treinamento deles. Olha, na boa, foi ver a animação ganhar vida em muitos aspectos bons, muito bons. X-Men Apocalypse, foi sem dúvida um dos melhores filmes da saga e transforma tudo de uma maneira muito boa para o destino desses personagens. A FOX finalmente entendeu o que nós, fãs, queremos. 

 

 

 

 

Um dos melhores filmes do ano e sem mais. Mil estrelas e vale cada centavo do ingresso no cinema.