O GRITO – ORIGENS: CRÍTICA #originalnetflix

O audiovisual asiático tem uma linguagem única perante suas obras, tornado a experiência indescritível para a metalinguagem ocidental. O meio comunicativo funcional age de forma diferenciada. É certo que a saga “The Grudge, “O Grito” ou “Ju-On”, tornou-se bastante desgastada após suas inúmeras sequências nas bilheterias, juntamente a seus remakes (quando não sofriam plágio), que é apenas um método xenofóbico que Hollywood utiliza quando se depara com um material asiático de grande potencial.

A sinopse tem como foco central o personagem Odaijima, interpretado por Yoshiyoshi Arakawa, um escritor que investiga casos paranormais. Obcecado pela história de uma casa amaldiçoada, onde aconteceu um massacre, ele faz de tudo para entrar na residência e ter respostas para muitas perguntas.

Inspirada na estrutura dramática criada pelo diretor e roteirista Takashi Shimizu, a saga nacionalmente conhecida como O Grito, teve seu primeiro curta lançado no Japão no ano de 1998, isso logo após o sucesso de bilheteria Ringu (O Chamado), lançando em janeiro do mesmo ano que é baseado num mangá.

O Grito: Origens recria o ambiente cinematográfico para nos apresentar as origens da maldição que tomou conta da casa em Tóquio. Por sua vez, a série dirigida e roteirizada por Shô Miyake, mostra com seis episódios, de curta duração, o entrelaçamento de histórias inseridas no bojo da tal casa amaldiçoada com bases em fatos reais, informação que recebemos logo após 5 segundos de tela da primeira serie japonesa de terror #originalNetflix.

O interessante da busca pelas origens das grandes sagas é apresentar as significâncias em atos póstumos, isto é, a origem por sua vez tem base não apenas em elementos fantasmagóricos ou ritos. E sim na essência humana, que na série torna-se o maior mal, que gera o pior pesadelo para os demais personagens que detém origens dramáticas, sofridas e violentas.

O grande destaque para o roteiro de Shô Miyake, é a forma orgânica e responsável que a narrativa segue, O telespectador passa a ser o vigia no canto da sala, que assim observa de forma muda as grandes problemáticas e aguarda o pior daqueles personagens. A série mantém as suas tradições e sua imersão é total em sua cultura, a produção de designs explicita cada detalhe.

E todo o contexto da narrativa parte de atos como: violência no âmbito doméstico, misoginia, feminicídio, estupro, abandono de menor, prostituição e a manipulação midiática. Novamente, tudo isso como um retrato do verdadeiro perigo social de Tóquio, que ultraja a temática sobrenatural imposta perante os outros filmes da saga de qualidade duvidosa.

O Grito: Origens é uma experiência cinematográfica agonizante, tanto pelos seus planos-sequências longos, quanto por sua temática de violência gráfica. A forma em que o diretor consegue extrair as dores dos respectivos personagens causa grande aflição.

Para aqueles consideráveis amantes do gênero de horror, se sintam honrados pelos mínimos e funcionais jump scares da série. Ademais, quando Kayako faz-se presente é de forma sutil sem som ou alardes. Como uma personificação da maleficência que de certo modo, torna-se questionável visto que é necessário analisar se há transtornos psíquicos evidentes naqueles personagens ou um distúrbio manipulado pela hostilidade da essência humana.

Por fim, a série também é um estudo no âmbito cinematográfico acerca do comportamentalismo humano, que assim varia-se numa temática que retrata a natureza hostil dos relacionamentos interpessoais daquelas pessoas.

Pode-se dizer que há também uma forma do diretor de expor tal situação de impacto social como um pedido de socorro para um problema antigo e jamais solucionado, visto que nas antigas sequencias pouco importava se o marido degolou a sua mulher por ciúmes e afogou seu filho legitimo, o que ponderavam era: “Como um espirito pode ser tão ressentido?”.

No final da série, depois de todo o deslumbre dos massacres conjunto a hostilização. A série deixa a reflexão sobre: o que vale nas produções do gênero de horror? Um método rude de maldições, cgi e maquiagens macabras para lucrar nas bilheterias ou uma forma expositiva de passar uma mensagem direta sobre o que realmente nos assombra? Fica o questionamento para os indivíduos de bom senso!

O Grito: Origens – 1ª Temporada (Ju-on: Origins) — Japão – Julho de 2020
Criação: ShôMiyake
Direção: ShôMiyake
Roteiro: HiroshiTakahashi, TakashigeIchise
Elenco: Yoshiyoshi Arakawa, Yuina Kuroshima, Koki Osamura, Kai Inowaki, Tokio Emoto, KaiInowaki, TeiRyushin
Disponibilidade: Netflix
Duração: 6 episódios de 27 a 30 min. cada

MULHERES FORTES – DORAMA ATM – ARTIGO:

A REPRESENTAÇÃO DAS MULHERES FORTES NA TELEVISÃO ASIÁTICA

Todas as mulheres passam por problemas, e independente da gravidade, são problemas. As vezes podemos até mesmo achar que não vamos aguentar, mas depois que passamos por tal situação, nos damos conta de que somos mulheres fortes e prontas para superar qualquer coisa. 

Nós aprendemos a lidar com tudo, criando uma defesa para nos manter atentas com respeito as nossas ações e nossos sentimentos. Mas apesar de termos esse poder, passamos por um longo processo de descoberta. Precisamos nos conhecer primeiro, mas isso só acontece quando percebemos onde fracassamos. Deixando nosso racional de lado e dando voz ao coração, que é traiçoeiro. Depois de passar por situações pesadas, aí sim, com o tempo realmente percebemos o quanto as mulheres fortes fazem a diferença. 

Uma força a qual não podemos nos dar conta no início, porquê estamos frágeis demais para perceber o nosso poder. Mesmo a dor e o sofrimento estando ali, e às vezes achamos que não vamos conseguir suportar, permanecemos firmes e fortes. Dando continuidade de onde paramos. Fazemos isso de uma forma involuntária e então, conseguimos perceber  quanto aquilo pelo o que estamos lutando vale a pena. Nos dando coragem e animo pra não desistir.

Por isso, hoje, nosso trabalho será reanimar você. Vamos te ajudar a achar a sua força, e pra você que já sabe onde está a sua, vamos te ajudar a segura-la com toda a determinação possível.

DETERMINAÇÃO: KONG SHIM (A BELA E A FERA) – 


Kong Shim passa por problemas na família com relação a seus pais e sua irmã. Sua irmã recebe toda a glória da família, mesmo que seja até por algo errado que ela tenha feito. A mesma irmã que, normalmente, intimida a família em jogo sentimental. Fazendo seus pais sentirem pena quando ela não consegue algo QUE NÃO É DELA. 

A força de Kong Shim é a determinação. Essa determinação é trabalhada com um tempo, tendo como base o seu esforço em conseguir algo que seja maior do que as expectativas alheias, para vencer, saindo de onde ela vive para aprimorar seu lado artístico. Isso faz com que Kong Shim procure trabalhar para melhorar para si mesma. Esquecendo por alguns momentos que precisa agradar (ninguém precisa) aos outros, e através disso, percebe que isso é inútil. Ela passa a trabalhar o seu coração, o psicológico e suas habilidades apenas, exclusivamente para si mesma.

EMPATIA: DO BONG SOON  (Strong Woman) – 


Do Bong Soon possui super força, que é herdada pelas mulheres da sua família. Apesar de ter uma força física extraordinária, ela ainda não sabe lidar com seu emocional e aprende com o apoio amoroso de seu pai que a sua força pode estar além do seu físico.

Quando Do Bong Soon tira tempo para se dedicar a ajudar quem realmente precisa da sua ajuda, ela percebe a quão empática ela é, e que sua força também está no coração. Isso faz com que ela fique forte, não apenas para os outros, mas para si mesma.

LEALDADE: MINAMI SHIRAKAWA (Million Yen Women)


Minami Shirakawa é uma mulher séria, que aparentemente lida com o próximo de uma maneira muito fria. Ela é empoderada à sua maneira, dando força inconscientemente para quem está à sua volta. Com sua opinião forte, ela consegue lidar de maneira racional com os seus propósitos, tornando-os assim algo verdadeiramente grande.

Por sua personalidade ser mais forte do que as outras, no sentido positivo, ela acaba passando essa superioridade adquirida com os problemas ao longo da vida difícil para nós. Apesar de Minami não ter nenhuma obrigação em proteger alguém que ela não conhecia, ela se manteve leal a sua promessa.

AMOR PRÓPRIO: CHOI SUNG-EUN (A Fada do Levantamento de Peso)


Com relação a treinadora Choi Sung-Eun, vemos o fato do seu amor pelo Halterofilismo ser considerado um empecilho para alguns. Porque normalmente, os homens no geral, não se sentem atraídos por mulheres fortes e donas de si. Eles só dizem que sim da boca pra fora.  Choi Sung-Eun mostra o quanto é poderosa. Tomando decisões que podem afetar o seu trabalho e sua vida pessoal.  Ela é companheira, mãe, forte. Ela é uma mulher!

DIGNIDADE: SEON EUN WOO (Quarta-Feira, 3:30 da Tarde)


Ao assistirmos Eun Woo, passamos pelo momento de separação. São momentos de completo desconforto. É uma situação bem complicada, visto que ambos trabalham no mesmo local, mas apesar disso, Eun Woo trata tudo com profissionalismo ao lidar com seu ex. 

A situação gerada por conta da separação faz com que tenhamos outra impressão, do que acontece entre ele e sua funcionária (que é hoobae (novata) de Eun Woo). Mas com o passar do dorama, o assunto é esclarecido.

Graças a dignidade de Eun Woo, ela consegue se levantar sozinha, se conhecendo melhor a cada quarta-feira, 3:30 da tarde. Ela descobre o quão importante, bonita, inteligente e especial ela é. Graças a esse trabalho duro para conquistar a si mesma, ela consegue conquistar também outros que estão a sua volta. Ela vence seu medo e amadurece.

DIVERSÃO: JEONG EUM (Os Inconquistáveis)

Jeong Eum passa por um problema que todas nós conhecemos. Porém ela ao contrário de algumas de nós, não perde a esperança de achar algo melhor e tira o ocorrido como lição para crescer com respeito a relacionamentos amorosos. Mas apesar disso, ela se mantém fechada e isso, de certa forma, a impede de enxergar o que está bem a sua frente. Ela é completamente diferente. Ela é alegre, gosta de cantar músicas nojentas pra se sentir melhor e gosta de HOMEM. Sim! Aquele homem maduro, que sabe o que quer.

Jeong Eum quer alguém que é forte o suficiente para viver sem ela, assim ela não terá a experiencia desagradável de carregar o emocional do cônjuge nas costas. Com toda a sua personalidade que envolve esforço, amizade e amor ela se torna única, trazendo o brilho apenas para ela mesma. Jeon procura fazer até mesmo o que não a diverte, ser divertido. Assim ela poderá trabalhar com excelência no seu objetivo, mas a sua própria maneira.

Determinação, amor ao próximo, lealdade, amor próprio, dignidade e diversão. Seis personagens, seis qualidades. Talvez essa seja a formula perfeita para criar mulheres fortes.  Agora, pare e pense: “O que te faz ser você? Qual é a sua super força?”

Apesar de termos a consciência de que isso não é possível, porque não estamos em Townsville, sabemos que podemos lutar, assim como elas, para descobrir o nosso super poder.

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