AVES DE RAPINA (2020) – CRÍTICA:

Para aqueles que acompanham nossas críticas, entendam o quanto somos preocupados em transpassar uma análise técnica, assim como uma abordagem que tem em vista sanar precisas duvidas, que através destas, inserirem-se nos textos discorridos, como bônus ao bom leitor.

Tendo em vista o sucesso de bilheteria com Capitã Marvel (2019) e Mulher-Maravilha (2017), é certo afirmar que: o público (geek) em geral não é mais o mesmo. Sequer enxergam-se mais com está nomenclatura.

Partindo deste princípio, é certo que só em 2019, Coringa, um seu filme solo, entregou a todos uma experiência totalmente diferente. E foi bem recebido por público e crítica, mostrando que, nas mãos certas, era possível aproveitar o potencial de personagens tão importantes para a cultura pop.

Aves de Rapina

Acredita-se que seja conhecimento de todos que a Arlequina vivida por Margot Robbie, diferente do Coringa de Jared Leto, cativou uma boa parte do público. Mesmo em um filme de qualidade bem duvidosa. Assim, a ideia de trazer a personagem para uma produção solo já foi um grande acerto. Mesmo que o longa tenha sido promovido à exaustão como um filme sobre o grupo Aves de Rapina.

A edição é severamente confusa entre seus primeiros 40 minutos de filme. A diretora Cathy Yan, realiza um ótimo trabalho ao entregar personagens com suas características detalhadas e cheias de camadas, que se desenvolvem ao longo do filme. Porém falta conexão entre os segmentos. Erros de continuidade ocorrem, e a trilha sonora destoa – afinal, se ouvi-la á sós parece apenas mais uma playlist criada no spotify – . Não há imersão, sequer um estimulo.

Aves de Rapina

O roteiro de Christina Hodson colocou o vilão em comum apenas para servir de imã e assim atrair as cinco personagens principais. Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell) é uma agradável e firme cantora que trabalha para Roman. Renee Montoya (Rosie Perez) é detetive (no estilo CSI). E a Caçadora (Mary Elizabeth Winstead) é misteriosa, estranha e vingativa, lembrando a ilustre Beatrix Kiddo. Por fim, uma pré-adolescente criada nas ruas chamada Cassandra Cain (Ella Jay Basco).

Já citado em nossas críticas que a “Marvelização” no mercado deu origem a filmes mais divertidos, dinâmicos, com paletas de cores em tons bem vivos e cenários mais diversificados. Ou seja, um novo “parque de diversão” já apontado por Martin Scorsese.

Aves de Rapina

Em vista do fracasso ocorrido por Esquadrão Suicida, é muito interessante a proposta da DC/Warner. Trazer um filme na qual mostraria Arlequina, na perspectiva feminina da roteirista e diretora, juntamente com elenco majoritariamente composto por mulheres.

Contudo, Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa conseguiu superar Esquadrão Suicida. Em suas nuances com uma proposta mais crível, divertida e colorida. Com muita ação e cativa até mesmo aqueles que duvidavam de seu sucesso. A Arlequina e a produção conseguiram mais do que a própria emancipação. Seu teor anarquista e inovador, mantem a DC com um aspecto desafiador. Bem como em um ritmo de bons filmes, no qual reconquista a aprovação de seu público.

Aves de Rapina

Aves de Rapina diverte ao mesmo tempo que abre novas possibilidades para as produções de super-heróis da DC. Desta forma cada filme tem uma voz e identidade própria, para que assim encontrem o seu lugar no mercado cinematográfico.

SHAZAM – DC: CRÍTICA ( 2019 )

Shazam – E a nova roupagem da DC! 

É notável os inúmeros motivos que expliquem este itinerário turbulento que se encontra o atual universo da DC nos cinemas. Muito provável que toda essa desorganização é composta pela decisão dos executivos da Warner. Transparecendo para nós em seus filmes, que a DC deve ser o oposto do Universo Cinematográfico Marvel. E isso acontece com sua nova adição, Shazam

Digo isto em planos de organização assim como em termos de iluminação. Que antigamente variavam-se em preto, cinza, roxo hoje vemos mais a incisão de luz solar em cada filme apresentado. O maior erro da DC foi achar que filmes individuas não gerariam sucesso nas bilheterias, isto é devido, a perda de popularização dos quadrinhos. Fazendo a DC ter as únicas personificações de heróis em Batman e Superman.

Algo que durou por pouco tempo até a DC resolver matar um de seus maiores personagens. Desta forma, por um plano de urgência, resolveram originalizar-se com seu amplo catalogo de super-heróis. E com isso apresentar filmes emancipados; e desta forma deu origem a Shazam nos cinemas.

Billy Batson, (Asher Angel) é um garoto que se perdeu de sua mãe e tem como maior motivação encontra-la novamente. Morando na casa dos pais adotivos, um dia ele é levado para um local místico onde encontra um ser mitológico que transfere todo o seu poder, para ele. Desta forma a criança de 14 anos, passa a ter um corpo de adulto. Assim com seus poderes inicia uma batalha contra os pecados capitais que tinham como intuído dizimar a terra.

Shazam crítica resenha cinema dc warner

A direção é de David F. Sandberg, ele vem do cinema de horror, dirigiu filmes como: Quando As Luzes Se Apagam e Annabelle Creation. Ele usa sua experiencia em filmes de terror, para dar tensão as situações vistas em tela. E nota-se principalmente, no que diz respeito ao vilão. Com atenção nos componentes visuais utilizados, que fica algo divertido junto a proposta do humor colocado. Já a personificação das criaturas que remetem aos sete pecados, é bem entediante.

Mas quando é necessário o uso do CGI nas cenas de ação, voltam a incomodar, especialmente em voos, que transparece bem o superficial. Bem, isto é, quando de fato tinha ação. O objetivo central do diretor foi fazer um filme de comédia de super-herói. Bem como de contar a origem não apenas de Shazam (Zachary Levi), assim como de Dr. Silvana (Mark Strong).

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Shazam é o filme mais “Marvelizado” que a DC já fez. Não pela forma de copiar os materiais já produzidos, mas sim, devido a herói conter um lado humorístico em seu cerne. Com isso, acaba por dividir opiniões fazendo os próprios fãs se questionarem sobre a identidade visual da Dc. Mesmo que seja ela a mais premiada e mais rentável em suas bilheterias. Faço essa indagação visto que a DC desde Mulher Maravilha, mudou radicalmente suas palhetas de cores, que antes se baseavam em tons escuros.

Mudando também a roteirização, apresentando personagens mais cômicos e ambientes mais leves. Diferente do que havia apresentado em seus antigos filmes. Abordando assuntos complexos, imorais, ousando da brutalidade que em vista de Shazam, não há nenhum derramamento de sangue. Com isso podemos considera-lo mais light de todos os filmes já produzidos pela Dc Films.

Shazam crítica resenha cinema dc warner

Shazam não é um péssimo filme, muito pelo contrário. É um bom filme diante desse cenário caótico que vinha os filmes da DC. Shazam veio para consolidar a transição deste amplo universo, principalmente para a introdução da DC no meio dos jovens. A qual não tem um contato incisivo com seus quadrinhos assim como era a 30 anos atrás.

O principal problema em meu ponto de vista, é a DC não trazer nada de novo. Não ultrapassar expectativas. Contudo, o filme é bem adaptado, o exemplo da nova era da DC no cinema. Um filme que tenta construir seu próprio universo, sem depender de Batman e Superman. Está claro para o público que essa é a nova linha que a Warner quer seguir.