JACQUELINE SATO – Entrevista EXCLUSIVA com a atriz, dubladora de Melissa em “My Hero Academia: TWO HEROES”

CONHECENDO JACQUELINE SATO!

A atriz Jacqueline Sato, conhecida por novelas como “Além do Horizonte“, “Sol Nascente” e “Orgulho e Paixão” (todas da Globo). Além de séries como “PSI” (HBO), “Lili, a ex” (GNT) e “(DES)encontros” do Canal Sony. E filmes como “Talvez uma história de amor“, acaba de ser confirmada como dubladora da personagem Melissa Shield no sucesso My Hero Academia: 2 Herois. A adaptação do anime chega aos cinemas brasileiros no dia 08 de agosto!
Jacqueline Sato
O filme estreou no Japão no ano passado e se tornou a segunda maior bilheteria para um anime por lá, arrecadando mais de US$ 5,7 milhões. Também foi a segunda maior bilheteria no segmento nos Estados Unidos. Onde arrecadou mais de 14 milhões de dólares (1,6 bilhões de Ienes).
Jacqueline Sato
Sobre a personagem de Jacqueline Sato, Melissa é uma jovem cientista, bondosa, muito inteligente e atraente, se caracteriza também pela atitude sempre positiva. Apesar de ser “Quirkless” (não ter habilidades especiais de super-heróis/superpoderes), Melissa trabalha duro. Ela acredita que, estudando muito, pode criar novas invenções de forma que ela e seu pai, também cientista, possam indiretamente lutar pela paz.
Jacqueline Sato
Melissa é também muito extrovertida, generosa e naturalmente curiosa. Mesmo sem superpoderes, Melissa já arriscou a vida para enfrentar perigosos vilões e salvar a vida do protagonista Midoriya Izuku.
O CINEMA ATM apresenta uma entrevista EXCLUSIVA com a atriz Jacqueline Sato, onde ela conversa sobre sua personagem e a experiência de trabalhar em um dos animes mais queridos da atualidade! CONFIRA:
 ATM:  Como foi sair da tv e cinema para encarar o trabalho de dublagem? Existe muita diferença em relação a direção? 
JACQUELINE SATO: Nunca quis me restringir só ao teatro, ou só à TV, ou só ao cinema. Gosto de transitar pelos diferentes veículos e formas de expressão.Sempre quis isto. Acho que por ser tão curiosa e acreditar que cada um vai me ensinar algo novo, e um complementará o outro. Acho que como artista quanto mais diferentes tipos de arte a gente estuda melhor, tanto é que também estudo canto, dança, e outras formas de expressão. E com a dublagem também foi assim. Um misto de curiosidade e desafio que tive o maior prazer em encarar. Existe diferença em relação à direção porque na dublagem o foco está na voz e na expressividade que você consegue dar usando apenas ela, e não há qualquer preocupação com o que você faz com o resto do corpo, desde que não atrapalhe a captação da sua voz. Em cinema e TV todo o resto conta, e os diretores, assim como nós, dão bastante atenção a isto. Mas existe a semelhança na direção em ambos que quer que você consiga expressar da forma mais autêntica possível aquilo que a personagem e a cena pedem. Eu me senti atuando, embora com os pés fincados no chão em frente a um microfone, com fones de ouvido, e com os olhos ligados no texto e na tela. Se vocês verem os vídeos de making of dá pra ver como eu comprometo o corpo todo, usando gestos e expressões. Ninguém verá, mas aquilo tudo ajudou a chegar no resultado que será assistido.


ATM: Boku No Hero é uma verdadeira febre. Como você se sente fazendo parte dessa família especial de heróis?

J: Muito honrada! Eu sei do tamanho e importância deste Anime e estou amando fazer parte da versão brasileira dele. Fiquei impressionada com os números de bilheteria no Japão e nos Estados Unidos, em que o “My Hero Academia 2 Heróis” ocupa o segundo lugar de bilheteria em seu segmento. Espero que aqui no Brasil também faça um sucesso enorme! Amei fazer a Melissa, e quero mais, tomara que ela esteja presente nas temporadas futuras da Série. 
Jacqueline Sato

ATM: 3ª Num modo geral, o que te chamou atenção nesse projeto?

J: A História em si é muito legal. O Boku No Hero tem uma história muito bacana que nos faz imaginar um mundo onde as pessoas tenham “Quirks”. E nos instiga a sermos mais, fazermos mais, lutarmos mais. Fora esse estrondoso sucesso que fez lá fora. Sendo a segunda bilheteria no segmento tanto no Japão, quanto nos Estados Unidos. Com tudo isso, não tem como não pensar que este seria um bom projeto. E quando conheci a Melissa me empolguei ainda mais. Foi muito legal ser esta cientista curiosa, leve, espontânea e corajosa que é a Melissa.

ATM:  Boku No Hero dá muito importância para a força e representação feminina. Isso ficou presente na personagem de Melissa?

J: Sim! Tanto nela, quanto nas outras personagens femininas. Nenhuma é posta como figura frágil, pelo contrário, todas são fortes, corajosas e surpreendem ao longo do filme. Não posso falar muito pra não dar Spoiler. Mas a Melissa, mesmo sem “Quirks” encara vilões e ajuda a salvar a vida de muita gente. 

ATM: Melissa é uma nova adição ao mundo de Boku, é possível que ainda tenhamos uma versão dublada do anime por aqui?  

J: Eu adoraria! E vendo a legião de fãs que o Anime já tem, mesmo sem a versão brasileira, eu acho que seria um sucesso. Agora é a hora dos fãs fazerem barulho e pedirem para que tragam a série para o Brasil. Seria incrível.

Que atriz senhoras e senhores! É claro que estamos ansiosíssimos por esse filme por aqui! Com um elenco INCRÍVEL de dublagem, podemos esperar excelência! Uma ansiedade que não cabe no peito, mas até agosto, não se esqueçam:
Jacqueline Sato

MAKOTO SHINKAI – A INIGUALÁVEL ARTE – ARTIGO:

Especial Makoto Shinkai

As vésperas da retirada de quatro dos cinco filmes disponíveis dirigidos por Makoto Shinkai da plataforma de streaming Netflix, não é tarde demais para indicar – ou melhor, pedir – que você reserve um pouco do seu tempo para assistir os títulos que precederam o tão aclamado Your Name.

Se você ainda não tá familiarizado com o nome Makoto Shinkai, é bom que fique ligado. Depois do sucesso estrondoso de Your Name, que faturou mais de 357 milhões mundialmente e firmou-se no primeiro lugar da lista de longas de animação japonesa com maior bilheteria, ultrapassando A Viagem de Chihiro, do Studio Ghibli, o diretor foi considerado pela crítica como o próximo Hayao Miyazaki

E dá pra entender o porquê: o nível de maestria e a meticulosidade com os detalhes faz com que assistir seus filmes seja uma experiência fantástica até para quem não é tão fã assim de animação. Mas se você for, fica o aviso: você vai terminar querendo mais!

E pra ajudar a te guiar nessa, aqui está um guia cronológico com as obras do diretor pra você curtir essa última semana em que elas vão estar disponíveis na Netflix.

1 – Voices of a Distant Star / Hoshi no Koe (2002)

Voices of a Distant Star foi escrito, produzido e dirigido pelo diretor de modo independente. Shinkai usou apenas programas comuns de computador como o Photoshop, o After Effects e o LightWave.

Inspirado em Drácula de Bram Stoker e Laputa: Castle in the Sky, o OVA de 2002 conta a história de Mikako e Noburo, dois amigos separados por uma guerra intergaláctica.

Enquanto Noburo permanece na Terra, Mikako é recrutada pela Agencia Espacial para ser piloto de um robô de luta. Os dois continuam a se comunicar por mensagens através de seus celulares.A Adaptação em mangá saiu em 2005.

2 – The Place Promised in Our Early Days / Kumo no Muko, Yakusoku no Basho (2004).

Makoto ShinkaiÉ o primeiro longa da carreira do diretor e também a sua primeira produção não independente. Produzido pelo CoMix Wave, The Place Promised in Our Early Days conta a história de dois amigos de infância que seguem caminhos distintos depois do desaparecimento de um amigo em comum.

Em uma realidade alternativa aonde a União Soviética domina parte do Japão e a tensão internacional cresce a cada dia, o caminho dos dois se entrelaça novamente ao perceberem que seu amigo desaparecido pode ter um importante papel para salvar o mundo.

Assim como o título anterior, The Place Promised in Our early Days também ganhou uma adaptação em mangá, publicada em 2006.

3 – 5 Centimeters per Second / Byōsoku Go Senchimētoru (2007).

Makoto Shinkai

O segundo longa do diretor diverge um pouco do que usualmente se via em seu trabalho. É uma história mais centrada no aspecto mundano das relações humanas, então não espere coisas como uma guerra alien, lutas de robô no espaço ou um Japão dominado pela União Soviética.

5 centimeters per second se passa num espaço de tempo de aproximadamente 18 anos, começando no início dos anos 90 e tendo seu final em 2008.

O filme de 68 minutos é dividido em 3 segmentos e segue a história de Takaki Tono e sua amizade com Akari Shinohara, sua colega de classe na primeira parte da história. A história foi adaptada para mangá em 2010.

4 – O Jardim das Palavras / Kotonoha no Niwa (2013).

Makoto ShinkaiNas palavras de Makoto Shinkai, Jardim das Palavras é um conto sobre a solidão melancólica. Centrado em Takao Akizuki, um jovem aspirante à designer de sapatos de 15 anos. A trama mostra o desenrolar de um relacionamento entre o jovem e uma misteriosa mulher.

Os dois se encontram quase que diariamente refugiando-se da chuva em um jardim japonês. Ambos fugindo de seus compromissos matinais. Takao faltando aula e a mulher misteriosa faltando ao emprego. Assim como o trabalho anterior do diretor, essa história também não conta com elementos de ficção científica.

Combinando animação tradicional, rotoscopia e CGI, Shinkai nos presenteia com um filme primoroso. Cada cenário de O Jardim das Palavras é como uma pintura que funciona extremamente bem sozinha. Isso, em junção com o alto nível técnico de animação é mais do que o suficiente para causar um impacto no expectador.

Makoto Shinkai

É sério! Se você não terminar esse filme no mínimo impactado com o modo como os animadores conseguiram emular a chuva, eu não sei mais o que impactaria vocês. The Garden of Words foi adaptado para mangá no mesmo ano do lançamento do filme.

5 – Your Name / Kimi no na wa (2016).

Makoto ShinkaiChegamos ao queridinho da crítica. Your Name é atualmente o último trabalho do diretor e também seu filme mais longo, tendo 107 minutos. A história segue dois jovens, Mitsuha e Taki, que passam a dividir uma estranha conexão espiritual.

De modo aleatório e imprevisível, os dois passam a trocar de corpos. Enquanto tentam desvendar o estranho fenômeno, os dois passam a se aproximar, se comunicando através de pequenos bilhetes que deixam um para o outro.  Assim como Jardim das Palavras, a direção de arte de Your Name é algo que precisa ser analisado e apreciado à parte. O mangá de Your Name foi lançado no mesmo ano de estreia do filme.