HILDA – CARTOON NETFLIX – CRÍTICA

Hilda – Uma jornada mágica sobre aceitação e crescimento

Baseada em uma graphic novel do cartunista britânico Luke Pearson, conhecido por esta série de quadrinhos da editora Nobrow Press, Hilda ganhou adaptação da Netflix neste ano e chegou encantando os mais diversos públicos. O escritor dos quadrinhos de mesmo nome é responsável, também, por diversos storyboards de episódios de Hora da Aventura, do Cartoon Network, durante a quinta e sétima temporada. Além disso, já recebeu indicações ao prêmio Eisner nas categorias de Melhor Roteirista/Ilustrador e Melhor Publicação para Crianças. Por essa pequena introdução, já sabemos que a produção por trás de Hilda é de alto nível.

Hilda  crítica

Empática e destemida, Hilda mora com sua mãe e Twig, seu cervo-raposa, em uma floresta, onde há diversas criaturas mágicas. Até que, devido à alguns eventos, Hilda e sua mãe precisam mudar para cidade, o que deixa Hilda bastante amedrontada, talvez pela primeira vez em sua vida.  

Hilda  crítica

Assim, em uma jornada sobre crescimento, auto aceitação e outros assuntos comuns a todos nós, acompanhamos Hilda em 13 lindos episódios, com 25 minutos cada.  A direção da série é de Andy Coyle, responsável por animações do canal Disney XD. Já a dublagem de Hilda ficou por conta de Bella Ramsey, quem conhecemos por Game of Thrones, que vivia a Lyanna Mormont.

Hilda  crítica

A Netflix é uma plataforma que já se mostrou confiável ao se tratar de desenhos animados, sejam originais ou não, com sucessos como Bojack Hoserman e Final Space, além de ter em seu catálogo Adventure Time e Gravity Falls. No caso de Hilda, somos apresentados à algo que não vimos em muitas produções, com traços e planos excepcionais, apresentando seus detalhes e tornando-os apreciáveis em close-ups. 

Hilda  crítica

A trama repleta de elementos mágicos, a flexibilidade em cativar crianças e adultos e a produção excelente visível em cada detalhe das cenas, lembra bastante o universo do Studio Ghibli, causando o mesmo ‘’quentinho no coração’’ que filmes como Totoro nos causam. Além disso, é preciso destacar, ainda, a trilha sonora e sua paleta de cores, que acompanham todo o clima nórdico da série – que foi inspirada no folclore nórdico – apresentando alguns sotaques e músicas típicas.

Hilda  crítica

É de se esperar clichês vindo de um filme em que a infância e a pré-adolescência são o tema principal, entretanto, assim como Anne With an E, Hilda nos envolve em seu próprio mundo mágico, contando histórias que estamos cansados de ouvir, porém de maneiras diferentes e com uma narrativa simples. Não somos apresentados a nenhum drama pesado, mas sim, críticas soltas a diversos tópicos que estão em debate atualmente, sem perder o ritmo delicado. A narrativa foge do clichê e nos apresenta uma menina rebelde, porém sensível, mostrando o cotidiano de uma relação extremamente confiável com sua mãe, colocando as duas como parceiras, o que é difícil ver em obras que retratam a mudança da infância para adolescência. 

Hilda  crítica

Hilda causa identificação em todos, independentemente da idade, nos colocando de frente com a dificuldade de nos relacionar, lidar com mudanças e nossos próprios medos, além de ser mos sempre fieis a nós mesmos. E, tudo isso, com um belo folk como trilha sonora e criaturas que te fazem pensar em como seria tê-los como amigos.