SÉRIE ATM: TOP5 – MELHORES CONSTRUÇÕES LGBTQ:

SÉRIE ATM: MELHORES CONSTRUÇÕES DE PERSONAGENS PARA TV.

Quando batemos incansavelmente na tecla de que, representatividade importa é que, de fato importa. Entretanto, a forma como é apresentada importa ainda mais. Não é somente jogar personagens LGBTQ nas produções afim de buscar a audiência dessa parcela da população. Isso não cola mais (SEM TEMPO PARA ISSO, IRMÃO). Ainda bem em série para tv. 

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Quando falamos de representatividade queremos uma de qualidade. Feita com respeito e que de fato represente as pessoas do outro lado da tela que esperam por isso. Sabemos bem que isso pode ser difícil de encontrar e por isso o ATM fez um Top5 LGBTQ de personagens bem construídos para séries de tv. Para você que procura uma representação digna e bem construída.

1 – ELENA ALVARES (ONE DAY AT A TIME – NETFLIX)

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One Day at a Time é uma daquelas produções que aquecem o coração. A sitcom tem todos os elementos de um bom show e isso inclui, é claro, seu arco de personagens principais.

O que nos leva a Elena Maria Alvarez Riera Calderón Leyte-Vidal Inclán. Uma das personagens mais carismáticas da produção.

Elena é decidida, corajosa e orgulhosa de quem é. Defensora ferrenha dos direitos das minorias e sempre pronta para lutar a favor do que acredita. Acompanhamos seu passo a passo, a descoberta da sexualidade, a saída do armário, o primeiro amor, a primeira vez.

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É tão incrível acompanhar a construção da personagem interpretada por Isabella Gomez. Que é difícil acreditar que não veremos mais dela daqui para frente, já que a série foi cancelada em sua 3ª temporada.

2 – ALEX DANVERS (SUPERGIRL – CW)

série atm lgbtq top5Quem assiste Supergirl, uma das séries que formam o Arrowverse da CW, sabe que desde seu comecinho, quando ainda era da CBS, a série tem seu foco no protagonismo feminino. A produção sempre deposita suas fixas nas mulheres.

Não somente na sua protagonista como também nas demais personagens. O exemplo disso é a construção da personagem Alex Danvers (Chyler Leigh).

A irmã da heroína tem uma das melhores construções dentro do arco narrativo da série. O roteiro trabalha a descoberta da sexualidade de Alex na fase adulta da sua vida e não peca em nenhum momento quando resolve tratar o assunto, o fazendo com delicadeza e muita verdade.

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Se não fosse o cuidado dos roteiristas facilmente poderíamos dizer que o rumo que a personagem tomou era somente uma maneira de fisgar essa parcela da audiência. Porém não é o que acontece aqui (ta bem, pode até ser que foi, mas pelo menos fizeram direitinho). Supergirl está em exibição na sua 4ª temporada, vale muito a conferida.

3 – ERIC EFFIONG (SEX EDUCATION – NETFLIX)

série atm lgbtq top5Vamos falar agora de uma das melhores produções originais da Netfix? Pois bem, Sex Education merece parágrafos e parágrafos de elogios aqui. Porém vou me ater ao que poderia ser chamado de cereja do bolo dessa série.

Eric Effiong (Ncuti Gatwa), o melhor amigo do nosso protagonista. Sex Education tem um leque incrível de personagens, e Eric é um dos mais amados pelo público. Não somente pelo seu carisma, mas pelo peso que o personagem tem. Eric é resistência, é forte, dá a cara a tapa para ser quem ele é e pelo seu lugar no mundo.

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A trajetória do personagem é emocionante, impossível assistir e não se apaixonar por ele. Se você anda descrente das produções da Netflix de uma chance, não vai se arrepender.

4 – KURT HUMMEL/ SANTANA LOPEZ  (GLEE – FOX)

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Glee é uma daquelas produções que marcam gerações. Mesmo que você nunca tenha parado para assistir, com toda certeza ao menos conhece algum cover feito pela série.

E mesmo que a música tenha sido a grande protagonista de Glee durante seus seis anos de exibição, Ryan Murphy também nos presenteou com personagens que levamos até hoje no coração.

Mesmo com seu terrível problema de continuação com os arcos narrativos, temos boas construções se olharmos o conjunto todo. Kurt (Chris Colfer) e Santana (Naya Rivera) são bons exemplos disso.

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Os dois tiveram seus próprios conflitos e caminhos dentro da série e trilharam uma trajetória bonita de se acompanhar. Kurt, o garoto gay da escola que sofria bullying dos meninos do futebol e Santana que fazia de tudo para esconder quem era e usava sempre a autodefesa para construir os muros necessários.

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Podemos acompanhar o crescimento de cada um em suas trajetórias até a fase adulta. De adolescentes inseguros até adultos confiantes e seguros de quem são. Uma pena que Ryan Murphy não tenha tido o mesmo cuidado com todos os personagens.

5 – KATE MESSNER (EVERYTHING SUCKS – NETFLIX)

Eis aqui uma das coisas que jamais perdoarei a Netflix e não importa quantas séries boas ela me traga. Everything Sucks era a nossa Stranger Things dos anos 90 só que sem monstros (aqui é o momento de você chorar a perda, eu entendo). A série infelizmente foi cancelada na sua primeira temporada e vou revelar o motivo da minha chateação: Kate Messner (Peyton Kennedy).

Kate é a típica adolescente de filme norte americano. Deslocada na escola e com poucos amigos, temos aqui um clichê que seria muito maior se a nossa protagonista não estivesse apaixonada pela garota popular da escola, ao invés do boy popular quarterback que vive de jaqueta pelos corredores.

Kate está no auge das suas descobertas. Cheia de dúvidas e sentimentos que não entende. A série trabalha todos esses conflitos com sutileza e muita delicadeza. Não tem como não se apaixonar pela trajetória da personagem e é por isso que o cancelamento é doído. Queríamos ver muito mais da Kate e dos desdobramentos que suas descobertas trariam para ela. A maior mancada Netflix. Porém a 1ª temporada vai estar sempre disponível e vale muito a pena.

– BÔNUS

NIA NAL/ SONHADORA (SUPERGIRL – CW)

Eu já rasguei elogios para Supergirl neste top 5 e felizmente precisarei rasgar de novo já que em seu 4ª ano a série nos traz a personagem Nia Nal/Sonhadora.

A personagem é a nova heroína do universo da Garota de Aço e traz com ela uma representatividade muito importante e raramente vista dessa forma.

Nia Nal ou Sonhadora, como preferir, é uma mulher trans e que também é interpretada por uma atriz trans, Nicole Maines. Supergirl aqui gera debates trazendo para a tela a representatividade da parcela trans da comunidade LGBTQ.

A série vem abordando o assunto de forma honesta e aberta, como deve ser. Ainda tem muito o que se trabalhar na personagem visto que sua entrada é recente, espero (e também confio) que sua trajetória receberá o mesmo cuidado que a personagem Alex Danvers. série atm lgbtq top5

MAKOTO SHINKAI – A INIGUALÁVEL ARTE – ARTIGO:

Especial Makoto Shinkai

As vésperas da retirada de quatro dos cinco filmes disponíveis dirigidos por Makoto Shinkai da plataforma de streaming Netflix, não é tarde demais para indicar – ou melhor, pedir – que você reserve um pouco do seu tempo para assistir os títulos que precederam o tão aclamado Your Name.

Se você ainda não tá familiarizado com o nome Makoto Shinkai, é bom que fique ligado. Depois do sucesso estrondoso de Your Name, que faturou mais de 357 milhões mundialmente e firmou-se no primeiro lugar da lista de longas de animação japonesa com maior bilheteria, ultrapassando A Viagem de Chihiro, do Studio Ghibli, o diretor foi considerado pela crítica como o próximo Hayao Miyazaki

E dá pra entender o porquê: o nível de maestria e a meticulosidade com os detalhes faz com que assistir seus filmes seja uma experiência fantástica até para quem não é tão fã assim de animação. Mas se você for, fica o aviso: você vai terminar querendo mais!

E pra ajudar a te guiar nessa, aqui está um guia cronológico com as obras do diretor pra você curtir essa última semana em que elas vão estar disponíveis na Netflix.

1 – Voices of a Distant Star / Hoshi no Koe (2002)

Voices of a Distant Star foi escrito, produzido e dirigido pelo diretor de modo independente. Shinkai usou apenas programas comuns de computador como o Photoshop, o After Effects e o LightWave.

Inspirado em Drácula de Bram Stoker e Laputa: Castle in the Sky, o OVA de 2002 conta a história de Mikako e Noburo, dois amigos separados por uma guerra intergaláctica.

Enquanto Noburo permanece na Terra, Mikako é recrutada pela Agencia Espacial para ser piloto de um robô de luta. Os dois continuam a se comunicar por mensagens através de seus celulares.A Adaptação em mangá saiu em 2005.

2 – The Place Promised in Our Early Days / Kumo no Muko, Yakusoku no Basho (2004).

Makoto ShinkaiÉ o primeiro longa da carreira do diretor e também a sua primeira produção não independente. Produzido pelo CoMix Wave, The Place Promised in Our Early Days conta a história de dois amigos de infância que seguem caminhos distintos depois do desaparecimento de um amigo em comum.

Em uma realidade alternativa aonde a União Soviética domina parte do Japão e a tensão internacional cresce a cada dia, o caminho dos dois se entrelaça novamente ao perceberem que seu amigo desaparecido pode ter um importante papel para salvar o mundo.

Assim como o título anterior, The Place Promised in Our early Days também ganhou uma adaptação em mangá, publicada em 2006.

3 – 5 Centimeters per Second / Byōsoku Go Senchimētoru (2007).

Makoto Shinkai

O segundo longa do diretor diverge um pouco do que usualmente se via em seu trabalho. É uma história mais centrada no aspecto mundano das relações humanas, então não espere coisas como uma guerra alien, lutas de robô no espaço ou um Japão dominado pela União Soviética.

5 centimeters per second se passa num espaço de tempo de aproximadamente 18 anos, começando no início dos anos 90 e tendo seu final em 2008.

O filme de 68 minutos é dividido em 3 segmentos e segue a história de Takaki Tono e sua amizade com Akari Shinohara, sua colega de classe na primeira parte da história. A história foi adaptada para mangá em 2010.

4 – O Jardim das Palavras / Kotonoha no Niwa (2013).

Makoto ShinkaiNas palavras de Makoto Shinkai, Jardim das Palavras é um conto sobre a solidão melancólica. Centrado em Takao Akizuki, um jovem aspirante à designer de sapatos de 15 anos. A trama mostra o desenrolar de um relacionamento entre o jovem e uma misteriosa mulher.

Os dois se encontram quase que diariamente refugiando-se da chuva em um jardim japonês. Ambos fugindo de seus compromissos matinais. Takao faltando aula e a mulher misteriosa faltando ao emprego. Assim como o trabalho anterior do diretor, essa história também não conta com elementos de ficção científica.

Combinando animação tradicional, rotoscopia e CGI, Shinkai nos presenteia com um filme primoroso. Cada cenário de O Jardim das Palavras é como uma pintura que funciona extremamente bem sozinha. Isso, em junção com o alto nível técnico de animação é mais do que o suficiente para causar um impacto no expectador.

Makoto Shinkai

É sério! Se você não terminar esse filme no mínimo impactado com o modo como os animadores conseguiram emular a chuva, eu não sei mais o que impactaria vocês. The Garden of Words foi adaptado para mangá no mesmo ano do lançamento do filme.

5 – Your Name / Kimi no na wa (2016).

Makoto ShinkaiChegamos ao queridinho da crítica. Your Name é atualmente o último trabalho do diretor e também seu filme mais longo, tendo 107 minutos. A história segue dois jovens, Mitsuha e Taki, que passam a dividir uma estranha conexão espiritual.

De modo aleatório e imprevisível, os dois passam a trocar de corpos. Enquanto tentam desvendar o estranho fenômeno, os dois passam a se aproximar, se comunicando através de pequenos bilhetes que deixam um para o outro.  Assim como Jardim das Palavras, a direção de arte de Your Name é algo que precisa ser analisado e apreciado à parte. O mangá de Your Name foi lançado no mesmo ano de estreia do filme.