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CRÍTICA: CINDERELLA – (2015)

“Have corage and be kind”

Já foram realizados incontáveis filmes da sobre Cinderella. Algumas perderam o sapatinho, já tivemos Whitney Houston como fada madrinha, outras perderam o celular, mas ainda assim não havia comparação com a animação de 1950.

Esse novo live-action, digamos assim, da Disney conseguiu combinar todos os aspectos de todos os filmes em um! Existe o encontro na floresta, que nos lembra “Para sempre Cinderela” de 1998, o teste que a Fada Madrinha faz com Ella assim como “O Sapatinho e a Rosa” de 1976, o príncipe colocando ele mesmo o sapatinho na nossa princesa assim como em “The Slipper” de 1955… A Disney conseguiu juntar tudo isso em nível de Malévola, e criar o conto de fadas que nós sempre esperamos nas telas de cinema.

Lily James encantou a todos nós, linda, doce, divertida, com uma voz suave e encantadora, a nossa própria encarnação para o papel, não poderia haver uma outra Cinderela. Claro que temos que levar em conta as formas como a versão é apresentada. Em “Para sempre Cinderella“, entregamos um mundo mais “realista” menos encantado, sem mágica e todas as outras versões ou são modernas demais ou até antigas demais para o gosto de alguns, mas em todas essas versões, não importa, Cinderela sempre foi o modelo de beleza, gentileza, coragem e compaixão. Lily James conseguiu, ela deve ter dito uma conversa paranormal com Walt Disney e ela conseguiu! Ela é a Cinderela, em todos os aspectos, até na própria maneira como ela trata os pequenos ratinhos que são nada além de fofos e divertidos, aos lagartos e aos gansos e cavalos, ela é a Cinderela. E seu sorriso nos leva a sorrir também, podemos esperar grande coisas dessa atriz que nos entregou a fantasia assim, de bandeja!
 Já se formos olhar o seu contraposto Lady Tramaine, vivida pela magnifica Cate Blanchet, também não há fontes de comparação. Essa Madrasta Má, é uma junção de todas as madrastas que já habitaram no mundo de Cinderela nos cinemas, claro que o gosto vá para cada um, exclusivamente na cena da animação onde a madrasta caminha de encontro as escadas e nos focamos em seus olhos malignos.
Mas o film é tão bem dirigido por Kenneth Branagh que em todas as cenas onde o foco, por menor que seja na madrasta, a iluminação está sutilmente em seus olhos, é uma incrível referencia de direção, produção e efeito, não poderia ter melhor, claro que a atuação impecável de Cate ajudou e muito para essa madrasta, mas foi tudo trabalhado em conjunto e mesmo a personagem tendo que perder o tom próxima a luz de Cinderella, não dá pra negar que Cate Blanchet é maravilhosa em tudo o que faz. Sinceramente não esperava muito dela em um personagem que é pela sua carreira, pode ser considerado para um público infantil, mas ela chegou e entregou divinamente.
Agora, quem acompanha a vida da HBO sabe perfeitamente bem quem é Richard Madden, isso não dá pra negar, exclusivamente por Game Of Thrones, mas seu personagem fica vivo até o final. O príncipe, nos três filmes animados da Cinderella pela Disney, não tem uma participação tão profunda quanto, só nos filmes modernos como “A Nova Cinderela” de 2004, ou em mais algumas produções do próprio estúdio Disney de televisão é que o príncipe já tem uma pequena porção de participação na sua própria história, sinceramente o único filme que pôde apresentar uma profunda ideia de quem é o príncipe – que por anos e anos só foi chamado de “príncipe” – é o musical “O Sapatinho e a Rosa” de 1976, com Richard Chamberlain. 
Mas o nosso novo Richard, que interpreta o príncipe Kit, é justamente o príncipe encantado, corajoso, romântico, apaixonado, brilhante, em um cavalo negro para variar, honesto, simples, um príncipe. Não é um papel que exija lá um grande nível de atuação, mas dá pra sentir de forma tocante o personagem e torcer e gostar dele até o final e muito mais. É um excelente príncipe!
E é claro não podemos nos esquecer da nossa Fada Madrinha Helena Bonham Carter que é o que é, ela é engraçadinha – usando dentadura? – o vestido dela é maravilhoso, seu dialogo é sutil, descontraído e ela faz o que tem que fazer, só, é aquilo, maquiada, cabelo e fantasia, sinceramente já se faz tempo que não existe um personagem complexo para a atriz, uma pena, pois ela é realmente muito, muito boa. Ela é uma Fada Madrinha e como tal faz seu trabalho e ainda podemos ouvir a famosa frase “bipidi bobid bum”!
O filme é dirigido por Kenneth Branagh e tem o roteiro de Chris Weitz, essa não foi a primeira dupla a ingressar para a produção do filme, antes por volta de 2010, quando foi se pensada na ideia, o roteiro seria de Aline McKenna e dirigido por Mark Romanek, mas o trabalho não estava indo na direção que os Estúdios Disney queria então, o trabalho passou para Weitz e Branagh, a história original, escrita por Charles Perrault serviu muito como base para o filme, assim como a própria produção da Disney de 1950.
Foi realizado um excelente trabalho, claro que existem alguns pormenores, algumas, não falhas de direção, mas coisas que poderiam ter sido mais bem apresentadas, o filme é rápido por assim dizer na parte onde a moça deve ser encontrada, mas por outro lado enrola um pouco, o baile acontece muito rápido, são pequenos detalhes… Mas o filme é maravilhosamente construído, o cenário, cada detalhe, os efeitos especiais muito bem espalhados, o 3D – tecnologia inútil – foi, apesar, bem trabalhado e bem distribuído, mesmo o filme podendo ficar sem, mas foi realmente muito bem feito.
A Disney é a primeira em animação, com vantagem está se tornando um dos maiores estúdios diretos para o cinema então quem estava com dúvidas em assistir, não tenha, o filme vale a pena, cada segundo! 

Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Pseudo escritora, artista plástica nas horas vagas. Criadora e colunista principal do site Cinema ATM.

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5 Pensamentos sobre “CRÍTICA: CINDERELLA – (2015)

  1. Ah, simplesmente belo ! Realmente Ella é um doce, e o que achei muito interessante foi o figurino, magnífico. Tão lindo de se ver, tão lindo !!!

    Amei o filme, fiquei arrependida de não ter visto no cinema, mas aí a culpa é do Dannielzinho. Haha

    Excelente texto, Dandarinha <3.


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