Cine História

30’s

Cine História – Não dá pra dizer que tudo começou na década de 30, mas com certeza dá pra afirmar que todo o alvoroço por uma outra perspectiva teve seu início por lá, que pode não parecer, mas foram os anos mais agitados do cinema. A década de 30 decidiria todo o rumo do cinema, com o surgimento dos conglomerados que tomariam as rédeas da criação cinematográfica e onde a Disney daria inicio a um legado que nunca seria esquecido com suas animações e cores.

    Em Hollywood nasce a Metro-Goldwyn Mayer, estúdio onde muitos atores desde Lauren Bacall a Marylin Monroe chegariam a trabalhar, um dos maiores estúdios americanos a produzir grandes e inesquecíveis filmes. A Warner ainda era uma bebê, mas já armazenava todo seu potencial com seus filmes de suspense e Columbia Pictures, a irmã feia que ninguém prestava atenção, mas que mais tarde se tornaria um dos principais estúdios em filmes.
 
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     Que entre a voz. Os filmes falados se tornaram uma prioridade para o cinema, precisava-se expressar a voz dos atores e atrizes, a busca por esses atores mais expressivos fez os estúdios voltarem seus olhos para o teatro e então surge a opção “pau pra toda obra”, o ator ou atriz, deveria ser versado em dança, música, atuação, canto e ainda tocar algum instrumento para poder garantir seu papel na grande tela. A luta para conseguir esses atores era quase um banho de sangue, contratos eram redigidos para a vida toda e naquela época ser processado poderia ser o fim da carreira. Isso fez com que aprendessem a considerar todos os aspectos de um filme, indo para a verdadeira caracterização dos personagens em seus roteiros. Assim, meio que a trancos e barrancos, nasceu o gênero musical.
    Mas não vamos pular diretamente para ai, porque a Disney já estava começando a bater na porta com força. A criação de filmes a cores não era algo assim tão fácil de se concretizar, a própria forma da animação ainda precisava de muito trabalho pela frente, mas com a influência certa de Georges Méliès com seus efeitos especiais manuais e seus filmes mágicos, brutalmente coloridos, mostrou desde “Le Voyage Dans La Lune” de 1902, o filme mais importante da história do cinema, que tudo seria possível se colocássemos o devido esforço e foi exatamente isso que Walt Disney fez.
 
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    Em 1932/33 a Disney  Studios lança “Flowers and Trees”, seu primeiro curta colorido de apenas oito minutos que garantiu ao estúdio novato uma estatueta de melhor animação, sendo o primeiro a ganhar nessa categoria inventada na época apenas para parabeniza-lo.
 
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     O curta que conta a história das flores e plantas durante a primavera e o encontro entre duas árvores apaixonadas. Foi o primeiro grande filme de sucesso da companhia Techinocolor que mais tarde se tornaria a empresa mais procurada do mundo em questões de filmes coloridos.
    Walt Disney mais tarde incluiria o Michey Mouse na lista de cores em 1935, mas o verdadeiro desafio ainda estaria por vir.
 
 
     A onda estava para grandes clássicos históricos e bíblicos, como “Os Reis dos Reis” de 1932 e Cleópatra de 1934 com Claudette Colbert (filme seguido, a atriz no mesmo ano ganharia o Oscar de Melhor Atriz por seu desempenho em “It Happened One Nigth” com Clark Gable), Warren William e Henry Wilcoxon. A Cleopatra de Colbert ganhou o Oscar de Melhor Fotografia e foi indicado na categoria de Melhor Filme, Diretor, Edição e Mixagem de Som.
 
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    Greta Garbo que já havia garantido seu sucesso nos filmes mudos, ganha seu primeiro filme falado “Anna Christie” e cativa o mundo com sua atuação.
    Algumas derrotas aconteceram devido a crise econômica de 29 que abalou metade do mundo. A Fox não aguentou e William Fox foi obrigado a vender o estúdio por meros $18 milhões de dólares. Mas com a ajuda de Joseph Schenck e Darryl Zanuck, cinco anos depois a 20th Century Fox voltaria com tudo e lançaria seu primeiro filme colorido “Vaidade Roubada”, o primeiro filme inteiramente colorido, fazendo com que a Technicolor se tornasse oficialmente a rede mais bem paga dos cinemas americanos.
    O primeiro filme italiano falado é lançado em 30, “La Canzone dell’ Amore”, dirigido por Gennaro Righelli. Mas a guerra não poderia mais ser ignorada, então o cinema italiano foi literalmente fechado, nada mais se produzia no país, até que em 1937, por ordem de Mussolini, foi se criado a Cinecittá, tornando-se o maior complexo do cinema europeu, Felini passaria por ali.
 
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    Enquanto a França era representada por Renoir, Vigo e Clair, a Alemanha que antes era uma fábrica bastante ativa no mundo cinematográfico, produzindo quase mais de 200 filmes por ano, incluindo trabalhos de Lang e Pabst, por conta da guerra, em 33, a produção fecha e se concentra inteiramente em Goebbles. O cinema da Alemanha, assim como todo o país, demorou para se recuperar.
    A Espanha mal chegou a abrir as portas e logo fechou, Franco privatizaria o cinema, tornando a sétima arte uma propriedade do Estado. Mas pra fechar o tour na Europa, tivemos um sucesso de surpresa. A União Soviética produzia e produzia sem parar adaptações cinematográficas de grandes obras literárias, tomando um terceiro lugar em produções estrangeiras na década de 30.
    A Warner já estava bem grandinha e começou a se especializar em filmes de crimes, perseguições policiais e gangster’s e se tornou bastante popular com “The Public Enemy” de 1931, o filme deixou bem claro suas referencias e marcou o cinema com a sua realidade brutal sobre o governo e a situação social de muitos pelo país devido a crise financeira e quase sem querer criou um novo gênero dentro dos filmes de ação/suspense, o gênero gangster.
 
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    Regras precisavam ser criadas, senso de censura e acordos para contratos, uma burocracia. Então em março de 1930 é criado o Código de Produção, que especificaria a censura para filmes com cenas de sexo, religião e violência. Mas esse não era a única questão daquele ano, o país estava em crise, estúdios indo a falência, os cinemas não vendiam tanto porque ninguém tinha o dinheiro para pagar a entrada, todos pensavam em entregar os pontos.
    Quando em 1931 a Universal Pictures, um estúdio pequeno de um primo qualquer, lança “Drácula” com Bela Lugosi e em seguida “Frankenstein” com Boris Karloff, essa dupla seria a garantia da continuação do cinema durante a época de resseção. Os dois filmes não fizeram um sucesso imediato, mas a Universal não desistiu e conseguiu elevar o novo gênero de terror e mistério, mais tarde esses filmes seriam a referência para um futuro brilhante no cinema do terror e até mesmo da ficção cientifica, gênero que se tornou marca registrada da Universal Pictures.
 
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    Voltando para a tour do mundo, o Japão e a India lançam seus primeiros filmes falados, em 1931 o Japão lança “Madamu to Nyobo” e a India “Alam Ara”, marcando a dupla asiática nos anos 30.
 
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    Em 1932 a MGM começa a contratar grandes atores e atrizes roubando em uma disputa contratual bem acirrada os astros dos outros estúdios. E uma das atrizes roubadas da Columbia Pictures para a MGM foi a inesquecível Jean Harlow.
     Na conta de muitos sucessos como “Three Wise Girls”, “The Best Of The City” e “Red-Head Woman”, esse último sendo considerado o início de uma carreira promissora pra a primeira loira fatal de Hollywood. Mas em 1937, Jean morreu tragicamente por questões de saúde até hoje não reveladas, em 1945 a MGM guardou o segredo de sua morte a sete chaves, criando assim a silenciosa “maldição loira” que mais tarde teria como algo a loira mais fatal de todas.
 
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Com apenas três anos de idade Shirley Temple faz sua estreia na grande tela e aos seis anos já ganharia sua primeira estatueta, sendo a atriz mais procurada e mais bem paga de sua época. Todos queriam Shirley para o papel de uma criança e se não tivesse criança no filme eles com certeza faziam questão de encaixar apenas para capturar Shirley. Sua infância foi muito controlada pelos grandes conglomerados e atingiu um sucesso extremo, sendo a primeira criança a fazer coisas impensáveis no cinema para a época, como a sua famosa cena com uma faca em “Baby Take a Bow” de 1934. Ela quase interpretou Dorothy em “O Mágico de Oz”, mas negou, a agenda estava cheia e seus responsáveis não acreditavam no sucesso do filme. Trabalhou incessantemente desde seus três anos e morreu em fevereiro de 2014 de causas naturais e com uma vida de sucesso e tranquilidade depois de seus bem vindos e adorados anos de trabalho.
 
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    Em 1933 o céu pega fogo com a aparição do casal mais importante do cinema. Fred Astaire e Ginger Rogers fazem sua estreia com “Flying Down To Rio.”
 
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     No começo das gravações o estúdio sofre pra realizar os efeitos e o cenário, pois um mês antes o responsável tinha sofrido um acidente em que precisou ficar dois meses com uma das pernas engessada, então Lou Brock, um dos produtores do filme teve a ideia de usar um efeito a lá Ed Wood e a imagem do avião voando é um brinquedo pendurado que se movia com um forte ventilador e um pequeno projetor projetando a tela fazendo a ilusão de voar. O filme ainda conta com a participação de Dolores del Rio, tentando a sorte em Hollywood. O filme ainda concorreu ao Oscar de Melhor Trilha Sonora Original, em 1934 para a canção “The Carioca”.
 

 
    Dezembro de 1933 o primeiro Drive-in é criado em New Jersey com a ajuda de cinco projetores sincronizados e dez homens para esticar e comandar a grande tela, o projeto fez tanto sucesso que até hoje é considerado uma das maneiras de cinema mais entretidas estando em alta até os anos 80.
 
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      Ainda em 33, por conta de uma pequena ceda de nudez de Lamar em Extrase, em 34 o Código de Produção entra com mais vigor e mantém o reinado até a decáda de 60. Alguns roteiros foram banidos por conterem cenas explicitas de nudez e violência.
     Mas ainda em 33, foi o duplo sentido das piadas de Mae West em “She Done Hom Wrong” que lançou a comédia anárquica, negra e muita das vezes sem sentido dos irmãos Marx para frente.
A Columbia Pictures daria a vingança na MGM e em 34 o estúdio roubou o trio que garantiria o sucesso da comédia por um bom tempo. Os Três Patetas produziram e estrelaram cerca de 190 comédias no cinema e na tv, o trio que passou por algumas mudanças de elenco parando com o trio final de Moe, Larry e Curly-Joe não influenciaram apenas os EUA, mas também fez o favor de contribuir como referencia para o cinema e televisão brasileira como “Os Trapalhões” que nasceu na década de 70.
 
 
    Em 35 David Selzinck deixa a MGM e parte para produção independente de filmes B e a Technicolor cria uma obra de arte com “Becky Sharp”, com seu novo sistema de 3 cores.
      O filme mostra como a paleta de cores pode ser versátil ainda mais em cenas fortes como o baile da Duquesa de Richmond, mostrando como a cor pode influenciar em sentimentos e passar uma ideia mais dramática das cena representadas. No começo, por questões de roteiro, o filme não foi muito bem recebido, seu roteiro era considerado incoerente e muito mal apresentado. Mas conforme os anos se passam, essa ideia tem se modificado com as pequenas questões que o filme apresenta e o roteiro voltou a ser bem-vindo. O filme recebeu a indicação na categoria de Melhor Atriz para Miriam Hopkins, mesmo que perante aos olhos do publico não se foi lá um prêmio muito merecido.
      O filme só seria um sucesso nos próximos cinquenta anos, mostrando que não importa como o filme é feito, uma boa história bem contada ainda é importante, ganhou também um remake no cinema e duas séries de televisão que foram muito bem vindas no começo dos anos 2000.
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    36 foi um ano bastante agitado. A Itália cria o Centro Sperimentale di Cinematograia e a Inglaterra chega com Arthur Rank.
     Mas aconteceria uma explosão na Warner. Em 1936 o estúdio contrata um grupo de desenhistas e depois de muito trabalho duro, eis que nasce Bugs Bunny, O Pernalonga.
O jeito sarcástico e sádico do coelho ganhou um sucesso ascendente e sua estrela na calçada da fama. Mordendo sua cenoura com o canto da boca mostra claro a referência ao grande comediante Grouxo Marx para a forma que ele fumava seu charuto e até mesmo seu bordão “Of course you know, this means war!”, também foi dito por Grouxo em “Duck Soup” e em “Uma Noite de Opera”.
 
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   A Universal entra em crise e se não fosse por Deanna Durbin, uma garota de 15 anos, o estúdio fecharia as portas, correndo o risco de não existir nos dias de hoje.
   E ainda em 1936 os olhos estariam virados para a cultura brasileira quando Carmem Miranda estreou nos cinemas de Hollywood com seu grande sucesso “Alô, Alô Carnaval” e também chegou a trabalhar com Grouxo Marx. Ela se tornaria em um grande sucesso e se mostraria uma incrível cantora que até hoje é representada de muitas maneiras no cinema, na arte e na literatura. O Brasil agradece.

 
    A Warner criou o Pernalonga, mas em 1937 Walt Disney mudaria completamente a história da animação no cinema.
     Gastando mais do que podia, demorando quase 5 anos para criação, planejando com cuidado cada cena, cada personagem, a dublagem, um trabalho árduo com a ajuda da Technicolor e muita coisa resolvida em cima da hora, Walt Disney com coragem, dá o lançamento para “Branca de Neve e os Sete Anões”.
 
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     O filme rompeu a barreira dos $50 milhões de dólares em bilheteria. Para realizar essa grande façanha a vasta equipe de Walt Disney composta por mais de 570 desenhistas trabalharam com afinco para capturar os movimentos com cuidado da dançarina Marge Champion, responsável pelas inúmeras cenas de Branca de Neve.
 
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   A criação dos sete anões foi a parte mais difícil da produção do filme, demorando 2 anos para chegar a arte final apresentada no longa.
 
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    E finalmente em 1938 Walt Disney recebeu um Oscar especial e sete mini estatuetas, representando a Branca de Neve e os Sete Anões, o Oscar foi entregue pela atriz mirim Shirley Temple em uma cerimônia especial.
 
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     Selznick que lá atrás largou a MGM para produção independente, mais tarde em 1938, seria o responsável pelo lançamento de inúmeros sucessos de Alfred Hitchock.
      Mas o tapete vermelho de estende para o ano de 1939 com todas as glórias e louvor.
Com Vivien Leigh, Clark Gable, Olivia Havilland, Leslie Howard e Hattie MacDaniel, a estreia de “E o Vento Levou” aconteceria com esplendor nos cinemas.
 
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    O filme se tornou o mais visto de todos os tempos, alcançando 400 milhões de pessoas em todo o mundo por ano, até hoje. Selznick se mete mais uma vez no meio consagrando sua carreira com selo de ouro e Steiner se torna o compositor para trilhas mais procurado do cinema a partir deste filme.
MGM foi com tudo e entregou de olhos fechados pouco mais de cinco milhões de dólares que em apenas três semanas teria esse valor triplicado nas bilheterias.
     A causa confederada no qual o filme gera em torno mostrou um EUA que ainda não havia sido mostrado no cinema, os senhores de escravos e a defesa da terra natal contra a injustiça da prisão do ser humano. Também mostra a mudança da sociedade americana, branca, sofrendo a mudança de influencias e valores perante a liberação dos escravos.
      Gone with the Wind foi um dos primeiros filmes a cores a ganhar o Oscar de Melhor Filme e apenas perdendo para Ben-Hur e Cleópatra, foi o filme mais longo da época com quase 4 hrs de duração.
       A produção do filme mal havia começado e a guerra para quem seria Scarlett já causava uma dor de cabeça intensa nos diretores(sim, o filme teve ao total 5 diretores).
        Mais de 1400 atrizes foram entrevistadas para o papel, sendo que apenas 400 desses chegaram a ler o roteiro. Mas foi Vivien Leigh que encantou Selznick. Vivian na época tinha acabado de se casar com o ator britânico Laurence Olivier.
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   Ela mereceu cada grama de ouro em seu Oscar, trabalhou incansavelmente dentro de um estúdio fechado e ganhado a metade de um salário para atores na época e se vendo obrigada a trabalhar ao lado de Clark Gable, pessoa da qual não gostava nem um pouco, deixando as cenas em que seus personagens Rhett Butler e Scarlett O’Hara brigam ainda mais realistas.
 
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   O filme recebeu 13 indicações ao Oscar, E O Vento Levou tornou-se o segundo filme com o maior numero de indicações ao prêmio, perdendo apenas para “A Malvada” de 1950 com Bete Davis e “Titanic” de 1997. O filme levou oito estatuetas para casa, recebendo dois Oscar’s honorários somando dez prêmios no final, perdendo ainda para Ben-Hur de 1959 e mais tarde ficando atrás de “Lord Of The Rings: The Return of the King” de 2003, que foi indicado e recebeu 11 Oscar’s.
 

 
     Vivien Leigh levaria o Oscar de Melhor atriz e um marco na premiação do Oscar aconteceria, Hattie McDaniel receberia o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, se tornando a primeira pessoa negra a ganhar um Oscar, mas infelizmente não pode comparecer a premiação pois em Atlanta era proibido negros a participarem de comemorações daquele porte.
 
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        Mas o ano ainda tinha muita coisa para apresentar e outro maior sucesso de 39, uma ingênua produção, que marcou em cores, talento e produção e é lembrado como uma ddas maiores produções já feitas, até hoje. “O Mágico de Oz”
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       Em uma visão artística é o filme colorido mais trabalhado daquela época e considerado como um dos pioneiros para o uso da cor no cinema por muitos artistas e críticos de hoje. A contrapartida das cenas passadas no Kansas sendo tratadas em tom de sépia para depois no mundo de Oz, se transformou em verdadeiros quadros coloridos que consagrou o filme e a Technicolor. Em janeiro de 1938 a MGM fechou o negócio e em 25 de agosto de 1939 o filme chegou em cartaz.
    O roteiro do filme foi adaptado por Noel Langley, Florence Ryerson e Edgar Allan Woolf. Algumas pessoas contribuíram para a adaptação sem serem oficialmente creditadas por isso, Irvin Brecher, Cannon e Freed são exemplos. Adrian Greenburg foi o responsável pelos figurinos.
     Com tudo pronto para o filme ser filmado, faltava ainda a questão do elenco, o que foi um dos principais fatores para o filme ter demorado quase um ano para estrear nos cinemas. O papel de Dorothy foi oferecido primeiro a Shirley Temple, mas a jovem atriz tinha um contrato a cumprir com a Fox, então no dia 24 de fevereiro de 1938 Judy Garland leu o roteiro, fez o teste e ganhou o papel que mudaria não só sua vida, mas como também o cinema.
 
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    O papel da bruxa Má do Oeste seria interpretado por Gale Sondergaard que por motivos de vaidade ao saber que sua bruxa seria feia, largou o projeto e foi substituída pela maravilhosa Margaret Hamilton. Frank Morgan, o Mágico e Bert Lahr como o Leão Covarde.
 
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    Nas cenas onde há músicas, todas as canções são rodadas em playback. As canções foram gravadas primeiro em estúdio para depois serem postas nas cenas. A principal canção do filme é “Over The Rainbow”, cena marcante pela doçura e ingenuidade interpretadas por Judy Garland.
 

 
     O filme sofreu muitos problemas de direção, passou por Richard Thorpe que foi demitido, depois Cukor assumiu a função, mas o abandonou por “E o Vento Levou” e no final o filme foi parar nas mãos de Vitor Fleming. O filme foi filmado inteiramente de traz para frente já que as cenas onde precisaram mudar os figurinos e maquiagem eram as mais difíceis e levariam mais tempo para serem posta em cores.

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     Infelizmente foi indicado a apenas 6 Oscar’s, ganhando Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original para “Over the Rainbow” e também foi indicado a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1939. Em 2013 receberia como homenagem um spin-off com a participação de James Franco e Mila Kanis, que infelizmente não foi muito bem recebido pela crítica, mas possui uma linda fotografia e maravilhosos efeitos especiais.
     O Mágico de Oz fechou a década de 30’s com gosto, deixando uma atmosfera de sonho e beleza, o que seria apenas o começo. 
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