ANIMAÇÃO

CRÍTICA: A DAMA E O VAGABUNDO – O clichê romântico de 1955

Ontem foi a primeira vez que assisti A Dama e o Vagabundo, filme de 1955, clássico da Disney. Sim, eu, nesses 25 anos de vida, ainda não consegui colocar em dia todas as animações que a Disney criou no seu mundo mágico, mas estou trabalhando nisso.

O filme dirigido por Hamilton Luske, Clyde Geromini e Wilfred Jackson (também diretores de Alice no País das Maravilhas, Cinderela e Peter Pan) conta a história da cadelinha de raça, Dama e do cachorrinho vira-lata Vagabundo. Criada na casa de seus donos desde filhotinha, Dama sempre recebeu carinho e toda atenção do mundo, até que sua dona fica grávida. Em uma conversa com os outros cachorrinhos da rua sobre o que estava acontecendo, Dama conhece Vagabundo, que começa a contar histórias horrorosas sobre como é ter um novo bebê na família. O bebê nasce, e a família parece cada vez mais feliz, até que os donos de Dama precisam viajar e deixam o bebê e a cachorrinha aos cuidados da tia Sarah – que além de não gostar nada de cachorro, tem dois gatos siameses muito malvados que complicam a vida de Dama. Dama acaba perdida na rua e é salva por Vagabundo, que mostra a cidade e como é viver longe das coleiras e na liberdade de pertencer um pouquinho a cada casa.

 

A Dama e o Vagabundo é tudo que se pode esperar de um filme da Disney: é muito tocante, possui músicas e cenas icônicas, que nunca mais esquecemos. Quem nunca viu a dos cachorrinhos comendo macarronada que atire a primeira pedra! Apesar de não ser o meu clássico favorito, gostei bastante da construção narrativa, intermeada pelas estações do ano para demarcar a passagem do tempo. Apesar de ser clichê, o romance entre Dama e Vagabundo foi muito bem construído, as cenas entre os dois são bonitas e fluem bem. Fiquei esperando mais sobre os cachorrinhos que estavam no canil, mas infelizmente não soubemos como eles terminaram. Gostei muito de como o filme retrata a interação entre os cães e os humanos, e de como precisamos prestar mais atenção aos animais que vivem nas ruas. Eles vivem uma vida muito sofrida, e até hoje são desprezados em demérito aos cães de raça, e acabam vivendo seus dias de forma muito triste.

 

 

Gostaria que uma cena dos gatos e do rato malvado se dando mal estivessem presentes também, mas não acho que comprometa o filme como um todo. Talvez o melhor final na minha opinião não seria o de conforto burguês para um cão que gostava de ser livre, mas pensando nos anos 1950 é o melhor que se pode esperar. Certamente a Dama e o Vagabundo é um filme que ainda verei muitas e muitas vezes, e espero que continue encantando mais pessoas por ai.

Sobre o Autor

Juliana Catalão
Estudou cinema no ensino médio, onde foi técnica comunicação social. É a maior fã de Harry Potter e de cantores que ninguém conhece. Recentemente fã de filmes de super herói, mãe do Midoryia de BNHA, editora de livros nas horas vagas.

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