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Crítica: Antes que eu vá (2017) – Um drama emocionante e surpreendente!

Crítica:

Aquele filme que você fica com o pé atrás pois tem tantos e tantos outros que falam da mesma coisa, mas esse filme irá te surpreender no bom sentido da coisa, com um elenco forte, uma trilha sonora que faz você entrar no clima da trama, uma ótima fotografia e uma trama que mostra em diversas formas como o bullying e tratado como algo normal por muita gente, e como pode mudar a vida de pessoas focando mais o lado do agressor. A sinopse é simples Samantha Kingston (Zoey Deutch) é uma jovem que tem tudo o que uma jovem pode desejar da vida.
No entanto, essa vida perfeita chega a um final repentino no dia 12 de fevereiro (dia dos namorado nos EUA), um dia como qualquer outro se não fosse o dia de sua morte. Porém, segundos antes de realmente morrer, ela terá a oportunidade de mudar a sua última semana e, talvez, o seu destino. 


Mesmo que o filme tenha sido filmado antes, ele pega o mesmo ritmo de 13 Reasons Why, não é uma comédia, mas sim uma entrada no gênero popular, só que em modo diferente ele pega o lado das agressoras, o filme toca muito bem e com certa delicadeza dos porquês de elas fazerem o bullying, do porquê de “ter que” humilhar as outras pra se sentirem melhor. 

O filme mostra as quatros amigas no estilo de “Garotas Malvadas” do colégio, tentando influenciar uma menina cristã, out fashion e que está sempre sozinha. Em uma festa elas humilham a personagem de Elena Kampouris (Casamento Grego 2), a humilhando… É uma cena bem revoltante. Na volta da festa, as quatro amigas sofrem um acidente, mas somente Samantha acorda no dia seguinte como se o dia anterior não tivesse acontecido revivendo o mesmo dia, nossa protagonista demora a perceber logo de cara o que está acontecendo e são necessários alguns dias até que “Sam” entenda que seu destino será sempre o mesmo.
Ainda assim os diretores colocam algumas coisas diferente para que a transição de repetição não fique maçante. A trama se arrasta um pouco ate o segundo ato, onde Sam toma algumas pobres decisões, o filme perde um pouco do rumo nesses dias que a Sam demora para perceber a forma de como realmente deve agir. E na forma até como mostra a sua relação com sua família que ela não dava o devido valor.

Mas o filme acerta quando finalmente Sam mostra que realmente ela pode tenta mudar o destino dela e de outras pessoas, ai vem a parte boa, mostrando o ponto de reflexão da personagem e a evolução dela com o tempo. A atriz Zoey Deutch (Academia de Vampiros) está no seu melhor momento, ela conseguiu passar toda a emoção da personagem, e o elenco coadjuvante apesar de ofuscado, destaca o roteiro com suas atuações, nada que tire o brilho do filme. A fotografia carregada em tons frios, azulados, com uma paisagem sempre a beira de um Crepúsculo com um ar de mistério ajuda a enfatizar não exatamente no porque que seus dias se repetem, mas nas coisas que ela fez e suas consequências.
 
O longa me surpreendeu positivamente pois à tantos outros como o Feitiço do Tempo (1993), Antes Que O Dia Termine (2004), Se Eu ficar (2014) que tem o mesmo estilo e você já imaginava o final, mas esse até carrega um ar diferente, de forma emocionante, consegue te envolver e é impossível  não levar a mensagem com você ao final. Um lindo filme para ser assistido com uma certa delicadeza no olhar e bom para autoanalisar nossas atitudes.

Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Pseudo escritora, artista plástica nas horas vagas. Criadora e colunista principal do site Cinema ATM.

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