BOKEH ( 2017 ) – ANÁLISE – CRÍTICA :

BOKEH (2017) – Vende mais as paisagens do que o filme!

“Riley, isso está começando a me assustar. Eu sei, eu não entendo nada.”

Bokeh: E se você acordar um dia e perceber que você é a única pessoa andando nesta terra? Isso é o que Jenai (Maika Monroe) e Riley (Matt O’Leary) vivenciam quando passam as suas férias na Islândia. Inicialmente eles se comportam como turistas perfeitamente normais. Admirando a beleza natural da país, enquanto Riley tira fotos dele, com sua câmera à moda antiga.
Bokeh
O dia em que descobrem que estão completamente sozinhos, é o início de uma viagem fascinante, por um lado. Mas, por outro lado, é também uma história decepcionante em que eles sofrem uma série de reações humanas. Primeiro eles experimentam um humor confuso e pânico, no qual eles ansiosamente tentam entender o que está acontecendo.
Não há uma explicação imediata e plausível para o desaparecimento súbito da população. Sem corpos mortos ou sinais de destruição. Nenhuma cobertura do fenômeno, uma vez que todos os canais de notícias estão offline. Nenhuma postagem em sites de notícias ou e-mails. A existência humana é abruptamente terminada de alguma forma. Esse é Bokeh.
Bokeh
Em seguida, eles mudam para um humor eufórico, percebendo que eles podem fazer tudo o que desejam e ter o lugar para si. Eles podem escolher qualquer um dos carros abandonados e escolher a casa que mais gostam. Depois disso, eles começam a perceber que eles realmente estão por conta própria e certas situações podem ser fatais.
O resultado: Irritação, autocomiseração e fricções entre os dois sobreviventes. Especialmente Jenai com suas crises de humor. Acima de tudo, ela quer voltar para casa. Há apenas um problema. Eles estão presos nesta ilha deserta. Ela também luta com o “Por quê?” Questão sobre a sua situação e se tudo isso tem a ver com um destino divino. Riley no entanto, vê isso como um novo começo para a humanidade. Uma oportunidade para construir uma nova civilização com os dois. Ainda parece uma viagem turística para ele e ele quer fazer muitas fotos de lugares pitorescos o quanto possível.
Bokeh
Admito que meus pensamentos sempre se desviaram para a pergunta-chave “O que eu faria se estivesse na mesma situação?”. Tentaria encontrar meu carro dos sonhos? Escolher a minha casa dos sonhos e pilhar uma loja de eletrônicos local para que eu possa equipar-me com os mais recentes gadgets? Liberdade total.
Me entregando em tudo o que desejo, sem me preocupar com o preço. Um sonho tornado realidade. Eu admito. Assistir a um filme é também um pouco de colocar-se em uma situação fictícia. A única coisa é, não deve ser de tal forma que você perde a atenção completa. E isso é exatamente o que aconteceu comigo, enquanto assistia “Bokeh”.
Bokeh
Talvez a maior falha do filme seja o conteúdo limitado. Não há acontecimento muito interessante. A maior parte do filme é preenchido com instantâneos deslumbrantes acompanhados por sons de piano minimalista. Se você nunca foi à Islândia e você não pode imaginar o que parece, você certamente terá uma ideia muito boa depois de ver este filme. Parecia que “Bokeh” era patrocinado pelos escritórios de turismo da Islândia.
Imagens bonitas da natureza, das geleiras, dos geysers e dos campos de flor. Sem obstáculos de zumbis. Nenhum estrangeiro aterrorizante que começou uma invasão para reivindicar os recursos da terra. Em última análise, o filme não oferece nenhuma explicação sobre a causa de tudo isso.
Bokeh
A única coisa que eu queria saber é de onde veio o título do filme. Inicialmente eu pensei que era uma expressão islandesa. Acontece, de acordo com a Wikipedia, é um termo usado na fotografia. A descrição é a seguinte: “A qualidade estética do borrão produzido nas partes fora de foco de uma imagem produzida por uma lente”. Agora você pode se perguntar o que isso está relacionado. É o jeito que Riley faz suas fotos? Ou é sobre o conteúdo nebuloso do filme? Outra pergunta não respondida.

Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Editora, Artista plástica, ilustradora. Criadora e web influencer do site Cinema ATM onde escrevo algumas coisinhas sobre os filmes que assisto.

5 comentários sobre “BOKEH ( 2017 ) – ANÁLISE – CRÍTICA :

  1. Renan disse:
    Avatar

    Na verdade Bokeh é tipo de fotografia em que se borra as imagens de fundo e deixa só as principais ou primárias, que nesse caso são as pessoas. Não importa quanto belo seja a paisagem, sem pessoas a vida não faz sentido. É só um fotografia borrada.

  2. JULIA APARECIDA DA SILVA disse:
    Avatar

    Não consegui entender o contexto do filme além dos já aqui narrados, que se confundem com a minha linha de pensamentos, mas uma coisa eu sei: valeu a pena cada segundo da visão belíssima proporcionada para quem se dispôs a assistir o filme por completo. O cenário é belíssimo e eu por tabela, matei um pouco a curiosidade e vontade imensa e conhecer aquele paradisíaco lugar. Valeu a pena cada cena do filme e eu, não me contive e assisti por mais umas cinco vezes. Valeu!!❤️

  3. FERNANDA TORT disse:
    Avatar

    O filme passou uma mensagem na minha opinião…
    Que podemos ter o mundo inteiro só para nós.
    Mas sem as pessoas não somos nada.
    Eu ficaria assustada tbm é não me sentiria bem ao ponto de enlouquecer… talvez tomaria a mesma atitude que ela. Imagine só muito assustador.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *