CHRISTINE O CARRO ASSASSINO – CRÍTICA

CHRISTINE O CARRO ASSASSINO – Um thriller atemporal!

Christine O Carro Assassino consegue um feito muito raro, ser uma adaptação tão boa quanto a obra original. A trilha de George Thorogood, com a música Bad To The Bone reforça toda a ideia deste veículo completamente maligno em sua essência natural. 

Christine O Carro Assassino

Christine é apresentada como diferente dos outros carros desde sua linha de produção, cena que foi criada para o filme e que serve para mostrar que o carro não sofreu para que sua maldade fosse uma consequência de atos exteriores, mas que sempre teve um desejo por sangue. Na trama, o esportista Dennis Guilder têm como melhor amigo o tímido Arnie Cunningham, que precisa ser socorrido do valentão Buddy Repperton e sua gangue. Triste com a forma como estava sua vida, Arnie vê em Christine uma paixão incandescente, mesmo com as objeções de Dennis.  A partir daí vemos o rapaz se dedicar cada vez mais a reconstrução do carro e perdendo sua postura de filhinho da mamãe e se tornando um verdadeiro bad boy. A mudança radical é como ver o Milhouse dos Simpsons se transformando, o que provavelmente é uma referência ao filme.

Christine O Carro Assassino

Com Christine totalmente restaurada, Arnie se torna outra pessoa, confiante o bastante para conquistar Leigh Cabot, a garota mais linda do colégio e é claro que Christine não aceitaria dividir a atenção do rapaz. Após o susto na jovem e Arnie cada vez mais paranóico com as pessoas querendo afasta-lo de Christine é a vez de Buddy voltar a cena e atacar o carro. A partir daí o nome do filme se justifica, mostrando Christine se vingando dos valentões e se mostrando como uma montaria digna do motoqueiro fantasma.

Christine O Carro Assassino

A relação entre Arnie e Christine passa a ser uma espécie de simbiose e cabe a Dennis e Leigh tentarem socorrer o amigo e impedir que Christine continue a deixar um rastro de sangue pela cidade. Dois pontos que devem ser mencionados é a trilha sonora e os “efeitos especiais”. A música mantem o expectador ligado em um ambiente tenso, essa mesma ambientação que segura espectadores até hoje. E quando nos referimos aos efeitos visuais, demos uma atenção especial para a genialidade nas cenas dos reparos de Christine, que superando a falta de tecnologias digitais em 1983 conseguiu causar um efeito surpreendente, com uma simplicidade única, utilizando plásticos e balões como dublês da assassina.  

Christine O Carro Assassino

Christine O Carro Assassino é mais uma obra onde algo comum torna-se extraordinário, normalmente para o mal -de tal forma que depois de assistir batemos a porta do carro até com mais carinho – e traz duas premissas importantes dos clássicos do terror: que o mal está sempre a espera de vítimas e que ele pode ser detido por um tempo, mas nunca completamente derrotado. 


Sobre o Autor

Equipe Nerdolooucos
Descrição do Nerdolooucos: casal nerd buscando trazer conteúdo de qualidade. Nerds e loucos todos nós temos um pouco !