CINEMA

CRÍTICA: CINQUENTA TONS DE LIBERDADE – Então né…

Agora, antes de escrever mais do que eu poderia imaginar que iria escrever sobre uma trilogia baseada em um sexo tão sexy quanto uma colonoscopia, devo mencionar que eu nunca vi tão pouca química entre personagens principais de interesses românticos como em “Cinquenta Tons de Liberdade”.
Dakota Johnson e Jamie Dornan não retrataram nenhuma forma de atração real entre seus personagens desde o primeiro filme e nada muda por aqui. Mas, agora que o fim está a visa, suas performances individuais ganham um pouco mais de vida em relação aos filmes anteriores. Infelizmente, suas performances competentes estão a serviço de um roteiro que conclui uma trilogia com surpreendentemente pouco desenvolvimento de personagens desde o primeiro filme.
Christian ainda é um manipulador, controlador, psicologicamente abusivo, e Ana ainda é uma mulher ingênua – que chocantemente ainda sabe muito pouco sobre os “brinquedos” do Quarto Vermelho (mas para o credito da própria personagem e atriz, ela consegue superar sua forma desajeitada e estranheza, diferente de Bella Swan, ela não precisa se tornar uma vampira para isso – Outros personagens cumprem seus devidos requistos para preencher espaços vazios de uma trama solta como esta, mas o que me deu ainda mais incomodo foi o personagem de Eric Johnson, Jack Hyde, um vilão tão obvio, tão unicamente vilão, o clichê dos clichês, a loucura insana de um roteiro terrivelmente mal escrito, que olhe… Fica até difícil escrever sobre.
Eu juro que estou quase terminando, mas antes de escrever mais do que eu poderia imaginar que iria escrever sobre uma trilogia cuja mais forte qualidade seja piorar seu material original, vamos falar sobre o motivo da maior parte da audiência ter comparecido ao cinemas:  o sexo.
É fraco.
Domesticado.
E há pouca ação aqui – se é que me entende.
Para um filme que se vende inteiramente no sexo, parece que o roteiro faz de tudo para afastar estes personagens da cama, barras de metal ou qualquer outro lugar.
Provavelmente, mais do que eu poderia dizer sobre este filme ou a trilogia como um todo, mas para reutilizar o truque:  Já escrevi mais do que eu poderia imaginar que iria escrever sobre essa trilogia… Mas pelo menos me divertir ao detestar esse filme.

Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Editora, Artista plástica, ilustradora. Criadora e web influencer do site Cinema ATM onde escrevo algumas coisinhas sobre os filmes que assisto.

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