CRÍTICA: CUSTÓDIA (2017) – O romantismo tóxico das relações parentais!

Sabe quando você assiste a um filme e fica tão envolvido na trama e com os personagens que quando o filme acaba, você demora uns cinco minutos pra acordar? Custódia é esse tipo de filme! 

Uma estréia notável do ator, escritor e diretor Xavier Legrand, este filme conta a história de um jovem de 11 anos passando pelo difícil processo de separação dos pais. Tudo se condensa perfeitamente em três atos arrebatadores. No primeiro ato, primeira cena, somos introduzidos no meio de uma longa longa discussão no tribunal decidindo a custódia do jovem Julien. Tudo é filmado em um só espaço e supervisionado por um juiz e o espectador recebe os mesmos fatos, discutidos pelos advogados, qual seria a decisão correta a custódia do jovem. 

Nós então chegamos ao segundo ato, onde assistimos Julien, e que incrível performance do jovem ator Thomas Gioria. Ele entrega uma performance pesada, devido a escolha dos diretores de nos mostrar por completo os momentos difíceis desta criança, entregando toda a dor e terror pelo qual ele está passando.  Nós, como espectadores somos perturbados por esses momentos e podemos sentir cada gota de desconforto em que ele se encontra. 

Custódia tem um senso de mau presságio. Você pode sentir a tensão se acumulando até atingir seu auge em seu terceiro ato final, que é tão bem dirigido e fará com que você se agarre ao melhor que essa história tem a oferecer. Isso não apenas entrega em sua mensagem social, mas também oferece um choque cinematográfico.  


Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Editora, Artista plástica, ilustradora. Criadora e web influencer do site Cinema ATM onde escrevo algumas coisinhas sobre os filmes que assisto.