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CRÍTICA: DEADPOOL 2 – Crítica SEM SPOILER – Ele está de volta!

Deadpool 2 pode ser e até é melhor que o primeiro filme. Mais ousado, com mais referencias pop, mais violento, mais sarcasmo, mais engraçado e mais família porque não ?! 

A volta de Deadpool (Ryan Reynolds), está melhor e mais engraçado do que nunca. Quando o super soldado Cable (Josh Brolin) chega em uma missão assassina, o mercenário precisa aprender o que é ser herói de verdade, recrutando pessoas poderosas, ou não, para ajudá-lo.

O filme começa bem estilo de Deadpool, ele tendo essa interação que funciona muito bem de primeira pessoa para o publico, só que com uma base bem mais violenta para telas, as cenas de sequencia com bons cortes de ação carrega o olhar de David Leitch, mesmo diretor de Atômica (2017) e John Wick (2014/2017), ele sabe muito bem como causar dor ao liberar cenas de quebrar os ossos. O diretor conseguiu casar as referências não só ao universo da própria HQ de Deadpool, como também com elementos da década de 80, desde a abertura com Air Supply, 007 e Flashdance – deixou tudo com sua assinatura limpa, seguindo cenas violentas e sanguinárias cortando direto para o amor de Vanessa e Wade – levando até cenas de brincadeiras com o universo da DC – Martha? Deixa pra lá).

Por incrível que pareça, Deapool 2 carrega bastante cenas emocionais, justamente por conta desse romance de Wade, que nos apresenta um lado mais racional e emocional do anti-herói – até soltamos uma lágrima ou duas durante toda a sequência do filme – Mas a calmaria dura bem pouco quando recebemos um plano sequência insano de Deadpool usando características de diretores como Tarantino e tudo isso ainda só no primeiro ato! 

Vale voltar a destacar que essa sequência de Deadpool mostra seu lado mais humano. Assistimos Wade Wilson tomando decisões com o seu lado racional, influenciado pelos acontecimentos do primeiro ato, mais do que seu lado assassino. Iremos sentir dor, a solidão e o reflexo de sua culpa pelas consequências de seus atos. E é esse lado mais humano de Wade que faz ele decidir entrar para os X-Men (trainee) Mas é importante lembrar que Deadpool gosta de quebrar as regras e o lado tão bonzinho assim da força não se encaixa em seu perfil, afinal regras foram feitas para serem quebradas! 

Das cenas elaboradas de violência e o segmento da história, Deadpool se vê obrigado a montar sua equipe para derrotar Cable e talvez um dos maiores erros do filme está justamente na formação dessa equipe. Nas HQ’s, X-FORCE teve várias formações, entre elas Deadpool, Cable, Dominó, Mísssil, Psylocke, Mancha Solar, Colossus e Wolverine. Já no filme, mesmo com nomes de peso de Hollywwod como Terry Crews, Bill Slkarsgard e mais uma participação especial surpresa – não irei liberar spoilers -, não temos participações bem utilizadas, mesmo que nos dê boas risadas, acredito que poderiam ter utilizado melhor essa parte do roteiro.

Mesmo que esse seja o charme de Deadpool essas crateras do roteiro para abrir espaço para a quebra da quarta parede e relação do personagem com o público. Uma história idiota, que trabalha mais com o real, com tons de quadrinhos e dos melhores filmes de ação, sem perder o ritmo ( até o terceiro ato). O que nos deixa nossa equipe apenas com Colossus, Cable, Dominó para dar peso a X-FORCE. 

Falando nisso, Colossus está muito melhor aproveitado aqui, interpretado por Stefan Kapicic, ele segue bonzinho, com seus costumes, mas no desenvolver do último ato se transforma em uma máquina de destruição de força bruta – mas não poderia faltar a menção de uma cena bem fofa de reconciliação do personagem com Deadpool, fazendo referência ao filme de John Hughes, Say Anything de 1989 com a cena da Bombox na janela -. Dominó, interpretada pela atriz Zazie Beetz está no tom certo. A capacidade dela irritar Deadpool com seu poder de ser apenas “sortuda” está no tom perfeito! Sua cena do veículo em movimento dá um show e suas cenas carregam os melhores segmentos de ação. (Ah, não posso esquecer a referência a Star Wars e C-3Po, quando Wade é carregado com as pernas como mochila por Dominó!) 

Cable, apesar de ser muito bem interpretado por Josh Brolin – que aos seus 50 anos mostra um preparamento físico insano, com um corpo fechado! ( Que corpo, senhoras, que corpo”) – entrega um personagem que o roteiro não soube aproveitar em relação a história, mas é bem provável que ele ainda seja utilizado em outros filmes da Marvel por conta de sua possibilidade de viajar no tempo. Aqui ele consegue mostrar respeito, medo e poder, o roteiro que como o próprio Deadpool comenta como “preguiçoso”, apesar de carregar falhas, se desenvolve de maneira bem dinâmica para que Cable acabe se juntando a X-FORCE ( as piadinhas sexuais entre os dois deu o tom certo para a relação, a qualquer momento pensei que Josh iria gargalhar em meio a uma cena ou duas). Sua jogada de vilão para herói teve o tom certo. 

As cenas da Mansão X irá deixar os fãs pirando na cadeira do cinema, tendo até uma cena bem rápida e inesperada com os famosos mutantes. A direção de David Leitch e o roteiro co escrito pelo próprio Ryan Reynolds se superou. Se você gostou do primeiro filme, irá gostar desse, e se não do primeiro, irá gostar desse! Deadpool 2 está lindo, sangrento, emocionante e fala sim sobre família, uma família estilo Deadpool. Você também irá se emocionar com o último momento ao som de A-Ha com a música “Take On Me” na versão acústica ( link da playlist aqui) – Outro acerto do filme foi a trilha escolhida a dedo e corretamente para cada cena. O primeiro estava sensacional, mas aqui é como se cada cena fosse feita pensando na sua trilha, até mesmo “Ashes” de Céline Dion foi encaixado para esta épica versão de Skyfall a lá Marvel (afinal, Oh Canadá!) A cena de luta e sofrimento ao som de “Tomorrow” de Annie, clássico de 1982, Cher, Dolly Parton… 

Mesmo com um roteiro falho e mesmo podendo ser um filme de apenas uma hora e meia ao vez de duas, Deadpool 2 vai despertando o melhor do nosso lado sádico ao nos fazer sorrir com sua violência (afinal, ai está toda a graça de Deadpool em si). 

CENAS PÓS CRÉDITOS: São quatro mini cortes específicos, nada relacionado ao universo Marvel como Vingadores nos acostumou, mas acerta me cheio com cada piada e referência. A última cena? MELHOR DE TODAS!

BYE YUKIO! 

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