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CRÍTICA: DEADPOOL (2015) – O acerto em cheio da Marvel!

Um mercenário se apaixona, mas como a vida é feita de uma série de acontecimentos ruins com pequenas pausas de felicidade, ele acaba descobrindo que tem câncer, em estado terminal. Não, não é um filme produzido através de um livro do Nicholas Sparks. Deadpool, sem dúvida, já entrou para a lista dos filmes mais bem feitos do ano. Em questão de filmes de super-heróis deixou a “Era de Ultron” no chinelo – e se não me atrevo também vai ganhar de Guerra Civil… – Com uma história clichê e de alta performance, o personagem voltou a ganhar as graças dos fãs, desde os créditos de abertura.
Deadpool review
Wade Wilson está doente, câncer em estado terminal, mas ele acabou de pedir sua namorada em casamento e quer ficar com ela acima de qualquer coisa. Então, uma organização – que não tem o nome revelado no filme, mas quem leu a HQ já suspeita do projeto Arma X – o convoca para um tratamento que poderá trazer sua cura. Mas claro, nem tudo é o que parece, e ele acaba sendo transformado em um mutante, com habilidades, exceto, lógico, com a ajuda de sua personalidade charmosa – e to dizendo personalidade para colocar de uma forma gentil – Wade acaba sofrendo uma – alguma coisa – mudança em sua pele  – Se é que dá pra colocar assim, um abacate fodido por outro abacate? –
Em busca de vingança, ele segue atrás de F-R-A-N-C-I-S  a.k.a Ajax e Angel – mais bad ass que Shonda – para poder se recuperar e voltar a ficar ao lado da mulher que ama.
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Viu como é clichê? Só que funciona! E bem demais! – Fora que tem a pequena e importante participação dos únicos dois personagens de X-Men que o estúdio teve grana pra pagar – Sim, eu estou roubando as falas do filme, não, eu não tenho vergonha disso –
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A história ao qual o filme foi baseado foi até então bem genérica, já que precisaríamos entender a origem do héroi, ops vilão, ops herói… – Deadpool é um personagem relativamente jovem dos Novos Mutantes, sua história começou a ser aprofundada por volta no início dos anos 2000 quando sua parceria com Cable já estava bem forte, pela história da X-Force – Leiam as HQ’s, vale muito a pena – Sempre aparecendo por partes em X-Men e Vingadores, justo por sua mutação e habilidades, o Universo Marvel para Deadpool não tem limites, ele pode se encaixar desde Demolidor até Homem-Aranha.
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Ryan Reynalds está excelente com seu timing para comédia, não dá pra ter muita certeza até quanto o roteiro foi improviso ou escrito por ele mesmo, mas a dupla de roteiristas Rhett Reese e Paul Wernick fizeram um serviço excelente nas piadas e nas referências que são atiradas para todo o lado, tem desde as piadas com Lanterna Verde e Wolverine, até filmes cults e John Hughes – as cenas pós créditos? As melhores! Dirigido por Tim Miller, as sequências de ação garantem muito bem os 108 minutos de filme. O exagero dinâmico, as armas, o preparo físico de todos os atores… Todos os elementos garantiram a visão panorâmica necessária do filme, já que shots de 360º não faltaram por aqui.
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Os momentos “awwnn” a lá Deadpool foram garantidos por Morena Bacarrin, a mocinha do filme – todo o romantismo do mercenário em voltar para a sua amada não só nos fez dar excelentes risadas – “Feliz dia da Mulher” – como também garantiu o amor pelo casal.
A plot não é misteriosa, o vilão não é ninguém tão complicado ou algo que seja de grande complexidade em referente ao universo da Marvel nas HQ’s, mas como adaptação garantiu o melhor das cenas de ação, a melhor pancadaria, sangue, destruição e sem dúvida o melhor acervo de piadas seguidos por um “fuck” que qualquer um já ouviu.  Deapool já teve sua sequência anunciada pela Fox para começo de produção, não sabemos se terá o mesmo diretor, mas a dupla de roteiristas voltam ao consagrado trabalho.  O filme valeu a censura? Alguns peitos, muito, mas muito palavrão e sangue – nada que a internet não possa nos conceder no dia a dia – Mas valeu cada centavo do ingresso, mais de uma vez.
P.S: Dopinder, espero que você esteja feliz ao lado de Gita!

Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Pseudo escritora, artista plástica nas horas vagas. Criadora e colunista principal do site Cinema ATM.

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