CINEMA

CRÍTICA: DÍVIDA PERIGOSA (2017) – Outro #originalnetflix recheado de clichês e falhas!

Para nos acostumar com clima de The Outsider (Dívida Perigosa) devemos imaginar a ambientação de Scarface com o O poderoso Chefão e com uma pintadinha dos filmes de western. Só que isso tudo no Japão com a mafia da Yakuza

A história do filme tem mais a ver com o seu título original, tanto que o personagem de Leto é chamado de gajin; estranho, forasteiro, na língua nipônica.  Eu ainda não sei quem tem as ideias pro títulos em enfim, a historia se passa depois da Segunda Guerra Mundial, com a prisão um soldado americano Nick (Jared Leto) que consegue a liberdade ao fim do conflito tornando-se integrante da máfia Yakuza por intermédio de um colega de cela. No perigoso submundo do crime japonês ele tenta impor respeito e conquistar a confiança dos membros do grupo. 

Por mais que seja um filme #originalnetflix, a ideia do filme e o roteiro não é nada original, vemos tantos filmes iguais, ate com as mesmas saídas, o filme é arrastado, lento, mas impiedoso, com cenas bem violentas, algumas irão trazer até um um pouco de aflição.  A critica americana falou muito mal do filme, principalmente da atuação do Jared Leto, sinceramente acho que você devia dá uma chance pro filme. Leto faz o que pode na atuação com o papel que recebeu, seu personagem, mesmo sendo o principal, quase não tem fala em praticamente duas horas de filme, mas irei defender o personagem mesmo assim. Talvez o silêncio do personagem se deva a construção da narrativa onde o público precise entender que ele é um forasteiro, um soldado inimigo. 

O filme consegue passar muito bem o clima de uma das maiores organizações criminosas do mundo, cenas quentes com questões de respeito e lealdade. Uma coisa que também chama bastante atenção é a fotografia, que mistura tons azuis e neons. A equipe de arte trabalhou muito bem nas partes da maquiagem com as tatuagens que são marcas da mafia japonesa, parecem até realmente reais. 

Mas esses pontos positivos não escondem as muitas falhas que esse filme também carrega. O roteiro é cheio de furos, é clichê. Um dos erros do roteiro se dá novamente o ao fato do personagem de Leto não ter muitas falas e soar quase como um android. Você não cria empatia com o personagem. Mal dá pra notar que o filme é ambientado na década de 50, o figurino masculino está sempre de terno, e os únicos elementos que denunciam a época são os trajes tradicionais femininos e poucos veículos que aparecem em determinadas cenas. 

A Mafia japonesa é muito bem representada, mas faltou no roteiro. E por mais que o personagem de Leto transpareça distância, ele mostra frieza nas cenas de matança, algo que achei interessante, não só no personagem principal, mas em todos os atores que integram o elenco da Yakuza

É um bom filme se você quiser ter uma dimensão maior sobre a Yakuza e as coisas que aconteceram no Japão depois da Segunda Guerra Mundial. Não traz nada de novo, mas que tem o que salvar dentro dessa proposta. 

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