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Crítica: Dominação (2017)

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Lançamento: 5 de janeiro de 2017
Direção: Brad Peyton
Elenco: Aaron Eckhart, Carice van Houten, David Mazouz, Catalina Sandino Moreno…

Crítica: 

A produtora Blumhouse continua em sua zona de conforto com outro filme de terror para preencher um espaço vazio no calendário, que a maioria das pessoas esquecerá em pouco tempo.
Dominação finge oferecer algo novo ao subgênero do exorcismo, fazendo seu personagem principal chamar os demônios parasaitas e sair lutando contra eles dentro da mente do infectado de uma forma muito Inception, quando na realidade continua a mesma coisa. Alguma informação pseudocientífica é jogada fora como se para nos convencer desta idéia brilhante, mas desde que serve somente como a composição para os tipos do mesmo gênero que nós já estamos cansados ver, tudo é igual ao que já cansamos de ver.
Como um todo, não é tão ruim quanto poderia ter sido. O pessoal do Blumhouse geralmente sabe como fazer um filme seguro, que não toma riscos, e ter bons atores como Aaron Ackheart sempre pode enganar as pessoas para acreditar que o filme é decente. Mas há duas falhas importantes dentro deste filme que não consegui ignorar. O primeiro é um buraco na trama, ou realmente uma cratera de meteoro, tão profunda e grande e impactante que é, sendo a segunda a cena final, que teve uma dos piores edições e ritmo que eu já vi em toda a minha vida.
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O primeiro buraco da trama é que o personagem principal diz muito cedo no filme que sempre que uma pessoa é libertada do demônio / parasita, essa entidade maléfica é forçada a saltar para outro ser vivo ou morre. Ao longo de todo o filme, não há um único momento em que o personagem reconhece que este é um problema que deve ser resolvido. Em vez disso, ele apenas executa o seu “psiquico-exorcismo” com um monte de gente ao seu redor como se fosse totalmente ok. Faz sentido zero.
A segunda questão foi o ato final, que eu vou ter que estragar aqui. Assim, SPOILER ALERT! Se este filme tentou se distanciar do gênero exorcismo, ele falhou completamente por ter a força exorcista do demônio para deixar a criança e se mover para ele, apenas para que ele pudesse saltar de uma janela, matando-se e acabar com o problema. Então ele salta do que parece ser o quarto andar de um edifício e cai no chão, então ele imediatamente começa a tremer.
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Depois de cinco segundos de sacudir, as pessoas que estavam com ele no prédio aparecem na rua, como se tivessem se teletransportado ou saltado da janela. Era tão absurdo, que eu acredito que ele ainda estava em um sonho. Os personagens vêm em torno dele de várias direções, o faz ainda menos sentido. Então uma ambulância DO NADA APARECE e já corta direito a cena dos paramédicos chegando até o corpo. É como se o tempo fosse um conceito irrelevante. Estou chocada, chocada com o quão mal editado esse filme foi.
Eu poderia falar sobre tudo o que tem de errado que existe nesse filme, mas eu vou parar aqui. Tempo desperdiçado.

Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Pseudo escritora, artista plástica nas horas vagas. Criadora e colunista principal do site Cinema ATM.

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