DOUTOR ESTRANHO ( 2016) – CRÍTICA

DOUTOR ESTRANHO – O ingresso bem-vindo da Marvel!

As pessoas vão reclamar sobre o modelo Marvel e a previsibilidade do enredo da história. E eles estarão certos. Está tudo lá. Nós temos o herói descobrindo a si mesmo, o interesse amoroso e o mundo ameaçando vilão. Está tudo lá para nós reclamarmos do clichê e o quanto a Marvel possa estar destruindo o ideal heroico/quadrinho dentro da cinematografia. Mas eis a surpresa. Doutor Estranho é insano de bom. Sem nexo, eu sei. Mas o filme segue em tantas direções que nem nos queixamos dos clichês ou da preparação pré-venda da Marvel, estamos mais interessados na própria história que está sendo desenrolada dentro da tela.  

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Um dos super-heróis mais bizarros da Marvel, Strange ganha vida com uma excelente interpretação de Cumberbatch com a mãozinha abençoada do escritor e diretor Scott Derrickson. O maior medo que eu tinha era que teríamos um Stark 2.0. Felizmente, Strange aqui é apresentado como eu o conheço dos quadrinhos. Arrogante, sim, mas finalmente um homem de controle e com um senso de moral.

Como Strange segue os passos obrigatórios para se tornar o herói que é, Derrickson faz duas coisas para fazer este um dos sucessos mais refrescante e corajoso dos últimos anos com os filmes de heróis. 

Primeiro, os efeitos visuais. Derrickson faz coisas aqui que são maravilhosamente loucas. Sua concepção do multiverso é excelente e há sequências neste filme que são incríveis e espetaculares. Outra coisa que me impressionou neste departamento foi que o diretor não tinha medo de trair suas raízes de horror. É definitivamente o filme mais Marvel gráfico que já estreou. Não que seja sangrento, mas também não é algo limpo e infantil a lá publico Disney. 

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E segundo, há a diversão. Mais especialmente o humor auto-consciente. Há um monte de piadas que funcionam muito bem, mas os momentos que se destacaram para mim foram as pequenas cenas onde Derrickson pisca para nós, basicamente dizendo: “Olha, eu sei que estamos fazendo um filme sobre um cara de um manto vermelho que basicamente corre pelo mundo fazendo círculos com as mãos e com um olhar muito sério, mas vamos nos divertir de qualquer maneira!”. É um risco maravilhoso que se saiu muito bem dentro do cinema. 

O elenco é excelente, a música está bem sincronizada até nos momentos mais offtopics como os efeitos visuais, a ação é fascinante e mesmo que pareça um filme Marvel, realmente não parecer ser um filme da Marvel.  

Então faça um favor a si mesmo. Aceite que estes filmes nunca serão perfeitos devido à sua fórmula, mas neste caso particular, permita-se ser levado junto com o que é certamente a hell ride


Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Editora, Artista plástica, ilustradora. Criadora e web influencer do site Cinema ATM onde escrevo algumas coisinhas sobre os filmes que assisto.

Um comentário sobre “DOUTOR ESTRANHO ( 2016) – CRÍTICA

  1. Fernanda disse:

    Po finalmente uma crítica que não mata o filme so por que ele segue a formula marvel. Doutor estranho nao podia fugir da formula, ele já ta apresentando mágica, outros universos, conceitos místicos, coisas orientais, um heroi que não acredita que usar todo o seu poder na cara do vilao é a solucao… É muito risco pro mesmo filme.

    Mas com certeza foi incrivel terem pensado mais no visual, uma coisa que acho que pecaram muito em guerra civil. Além disso o herói é tão impressionante que é empolgante pensar nas possibilidades dele dentro do universo de herois.

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