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Crítica: Em Guerra Por Amor (2016) – Tudo sobre o filme e nossa primeira Cabine de Imprensa!

O CinemaATM comemora mais uma etapa hoje e estamos aqui para compartilhar ela com vocês! Iremos soltar a crítica do filme que abre a Festa do Cinema Italiano 2017 aqui no Rio e falaremos sobre como foi participar dessa experiência. 

Crítica: 

O cinema italiano é uma comédia dramática do impossível, trabalhado com uma filosofia que nos hipnotiza. 
Mas as vezes nem tudo se encaixa. 
Arturo quer casar com Flora. Mas Flora é prometida por seu tio a Carmelo, Carmelo obviamente é um dos clássicos “assholes” no que se trata no triangulo amoroso. Acontece que O trio mora nos Estados Unidos, na época em que os imigrantes italianos estão chegando no Novo Mundo refugiados da Guerra para construir uma nova chance. Para vencer Carmelo na disputa pela mão de Flore, Arturo precisa pedir a mão de sua amada diretamente para o pai da mulher, lá na Sicília, Itália. Arturo, pobre que só, acaba vendo uma chance de atingir ao seu objetivo quando por acaso descobre que o exército americano está recrutando para lutar justamente onde ele quer ir. Isso causa uma série de coincidências e infortúnios que levam Arturo a diferentes situações. 
Existem quatro pares de histórias acontecendo ao mesmo tempo que em um determinado momento se coincidem. Fatores externos ligam um personagem ao outro, levando o clímax da história. Eu não soltarei muitos spoilers para quem ainda não assistiu, então irei falar de alguns elementos que valem a pena serem considerados na direção de Pierfrancesco Diliberto. 
Tratando do mesmo ar romântico de uma comédia típica, o filme é como se fosse uma velha piada italiana, daquelas bem antigas. E segue nesse ritmo muito bem. O filme é contado por Arturo, o próprio Pierfrancesco, que posiciona os acontecimentos de acordo que coincidem com sua história. A temática da guerra está sendo tratada como uma sátira agridoce ao que realmente foi o final da Guerra em 1943, (ano em que o filme se passa), a forma como o diretor, que também trabalha como roteirista, brinca com a devoção política a devoção católica, lhe faz pensar em até que ponto tratamos os dois assuntos de formas separadas. O arco do Tenente americano, exercendo seu alto patriotismo a favor do imponente Estados Unidos, daria uma boa inspiração para uma história paralela, mostrando como a máfia italiana assumiu o poder e controle do governo siciliano, ignorando completamente a aplicação das leis civis e democráticas. Assim como o arco de Teresa e Sebastiano, mãe e filho que precisam lidar com a realidade da guerra no pequeno vilarejo onde vivem. A referência clara ao clássico “Zorba, O Grego” com Anthony Queen, com a dupla de mendigos, que brincam na inocência e amor de sua pobreza, uma revelação surpreendente por sinal, transformou o final do filme, dando até uma certa esperança.
Em determinado momento pouco importava se Arturo iria realmente acabar ficando com Flora, a história se arrasta nesse meio e tudo vira uma bagunça que só. O menino Sebastiano, usado como clássico modelo italiano de inocência em meio ao caos, que deveria servir de gatilho de transformação para o então “personagem principal”, ficou solto e vago. Sua única cena realmente boa foi ao lado de sua mãe, Teresa, quando perdem um ente querido. 
A trilha sonora foi o único ponto alto do filme, em minha opinião. A pontuação bem marcada de Santi Pulvirenti condiz com o sentimento existente dentro de tela, uma trilha deliciosa e leve para se escutar a qualquer dia. Assim como a fotografia de Roberto Forza, o típico brilho do cinema italiano do final da década de 40 e começo da década de 80. Cores, Luz, palheta condizente com o roteiro, pontuação de cada personagem. 
Elenco cinco estrelas, com altos pontos e baixos, uma história bagunçada e nem tão atrativa assim, que poderia ter sido melhor trabalhada, mas que é salva pelos momentos únicos que passamos com cada personagem em particular. De forma geral, um filme três estrelas que garante boas risadas. 
Confira nossa crítica em video onde contamos e mostramos como foi nosso dia nessa nova experiência! – Não deixe de se inscrever no canal, curtir o video e compartilhar!

Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Pseudo escritora, artista plástica nas horas vagas. Criadora e colunista principal do site Cinema ATM.

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