CRÍTICA: FILHOS DA ESPERANÇA (2003)

Filhos da Esperança (Children of Men) é uma ficção científica e drama lançado no ano de 2003, comandado pelo diretor e roteirista Alfonso Cuarón e estrelado pelo ator britânico Clive Owen.

O filme se passa no ano de 2027, onde mostra um futuro distópico em que a humanidade se tornou estéril, gradativamente sendo tomada por uma atmosfera caótica e violenta. A mesma atmosfera e a forma como todos os personagens se tornaram pessimistas e desesperançosos quanto à sobrevivência da própria humanidade é o alicerce principal para o desenvolvimento do roteiro e dos personagens. A história é protagonizada por Theo Faron (interpretado por Clive Owen), um homem solitário, que desenvolveu vícios e se tornou melancólico após ter perdido o filho e se separado da mulher.

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O roteiro cria uma jornada para seu protagonista que levanta diferentes temas e dilemas sobre questões morais relacionadas com os conflitos que estão sendo mostrados pelo decorrer da história. O ritmo que o filme leva muda quando o protagonista se envolve em uma jornada para proteger uma mulher que conseguiu engravidar, a partir desse momento a mesma visão de desesperança e tristeza é substituída por uma visão de responsabilidade e de propósito, que só pode ser desempenhada por Theo.

O filme não decepciona em atuações e possui um elenco que desempenha personagens icônicos que apresentam diferentes visões sobre as decisões que precisam ser tomadas. Além das atuações memoráveis, o filme conta com  uma ótima fotografia, causando grande impacto visual nas frequentes cenas de tiroteios e perseguições por seu alto realismo e longas planos sequências, que acompanham os personagens por grandes extensões de cenário, mostrando a violência à volta de forma que o telespectador se sinta dentro da cena tomada pelo caos, transmitindo o mais precisamente possível, o terror que todos estão passando.

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O filme possui momentos lindos, além de cenas tocantes que simbolizam o prevalecimento do amor e de um bem maior sobre os conflitos e males que o ser humano é capaz de proporcionar à sua própria raça. Toda a jornada passa para o telespectador mensagens sobre esperança e responsabilidade, representada pela decisão dos personagens em destaque, de colocar sobre seus ombros o compromisso de serem responsáveis pela proteção de algo que possa  ser maior do que aquilo que eles amam, aquilo que perderam e aquilo que perderão se não se disponibilizarem a fazer sacrifícios.

Os sentimentos e pensamentos que o filme é capaz de passar são inestimáveis e únicos, e são complementados muito bem pela trilha sonora incrível composta por John Tavener que se complementa muito bem com os momentos dramáticos e reflexivos que o filme proporciona. Da mesma forma, estão presentes  muitas outras músicas de bandas icônicas como “Gimme Shelter “ da banda Rolling Stones e “Hush” da banda Deep Purple.

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Em conclusão, Filhos da Esperança pode ser classificado como uma grande mistura de emoções, atuações memoráveis, roteiro muito bem trabalhado, momentos inesquecíveis, discussões filosóficas profundas e excelente trabalho de fotografia, satisfazendo assim diferentes critérios que agradam qualquer admirador de uma história de drama sólida e minuciosamente trabalhada.

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ARTIGO REALIZADO PELO NOSSO COLABORADOR BRUNO LUCENA


Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Editora, Artista plástica, ilustradora. Criadora e web influencer do site Cinema ATM onde escrevo algumas coisinhas sobre os filmes que assisto.

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