CRÍTICA

CRÍTICA: PROFESSOR MARSTON AND THE WONDER WOMEN (2017)

Assistir ao filme Professor Marston and the Wonder Women (Professor Marston e as Mulheres Maravilhas) é conhecer a verdadeira Mulher Maravilha. Pra quem, assim como eu, somente conheceu a personagem pelo filmes dos anos 2000, não sabe que a personagem que foi criada nos anos 30 para o universo das HQ foi considerada suja e proibida por suas histórias fazerem menção a temas como dominação, submissão e lesbianismo.

O filme apresenta além da verdadeira mulher maravilha o seu criador e as suas musas inspiradoras. Marston é um professor da universidade de Harvard que leciona sobre psicologia, casado com Elizabeth que também é psicóloga e um dia eles conhecem a jovem aluna Olive. O professor Marston logo demonstra interesse pela Olive, e a sua esposa não demonstra ver problema nisso. Olive torna-se estagiária da disciplina de Marston e assim passa a conviver mais com o professor e a sua esposa.

 

 

O filme é estrelado por Luke Evans,  Rebecca Hall e a mais novata do trio Isabella Heathcote. A direção é de Angela Robinson que faz um trabalho primoroso ao conseguir passar para as telas a delicadeza dessa relação, em especial, a relação da Elizabeth e Olive, que é mostrada de uma forma delicada sem fetichização.

 

 

É muito interessante perceber como o fato da sociedade descobrir a relação poliamorista dos personagens em pleno anos 30 afeta a vida de cada um. Marston que era um professor respeitado perde o emprego e não consegue ser aceito como professor em nenhum outro instituto. Elizabeth, que sonhava em ser professora universitária, a mente brilhante do trio, torna-se secretária para sustentar a casa e Olive se torna dona de casa.

A mudança que eles sofrem, principalmente elas, é demonstrada pela mudança de figurino tanto de Elizabeth, que se torna mais séria, mais sóbria, e de Olive que deixa de ser aquela menina para se tornar a matriarca. Não por acaso que o vestuário de Marston pouco se altera, o personagem não se altera, enquanto as mulheres precisam lidar com as mudanças de suas vidas, Marston inicia o filme tentando provar a sua teoria sobre o comportamento humano e essa será uma pequena obsessão ao longo de todo a trama. Ao ponto de que essa teoria é encontrada nos quadrinhos da Mulher Maravilha.

 

 

O grande trunfo desse filme além de nos apresentar uma história agradável que nos prende nos seus quase 110 minutos é contar para nós que a primeira grande heroína dos quadrinhos não era só fofinha, como o filme do ano passado nos faz pensar, mas que ela tem uma camada sensual e que principalmente ela é espelho de uma relação de pessoas que resolvem viver o amor.

Crítica pela nossa colaboradora Thatiana

Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Editora, Artista plástica, ilustradora. Criadora e web influencer do site Cinema ATM onde escrevo algumas coisinhas sobre os filmes que assisto.

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