GLORIA BELL ( 2018 ) – CRÍTICA:

Gloria Bell – Julianne Moore dança pela vida em seu novo filme

Gloria Bell é uma adaptação americana do filme chileno Gloria, de 2013. Dirigido pelo mesmo diretor do primeiro, acompanhamos a vida de Gloria Bell (Julianne Moore). Uma mulher de meia idade divorciada, que dança nos finais de semana para se divertir. Sim, essa é a premissa. Não é nada demais se a gente parar para pensar, não é mesmo? Mas a delicadeza do filme faz com que criemos uma conexão com aquela mulher e a sua vida. Que poderia ser a vida de qualquer uma de nós. 

Gloria Bell cinema crítica resenha filme

Sim, eu acredito que poderia dizer que Gloria Bell é um filme sobre ser mulher no século XXI e suas alegrias, suas tristezas. Sobre crescer e aceitar isso. Sobre ser firme, aprender a se amar sozinha, e a recorrer a quem amamos quando precisamos. É sobre partidas, sobre chegadas, sobre ser firme. Acredito que é um daqueles filmes que facilmente passariam despercebidos por seu caráter dramático. Ele não te faz chorar nem sentir uma alegria profunda, mas te faz pensar no futuro, no mundo, em pequenas decisões. É melancólico.

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Julianne Moore carrega o filme nas costas e a câmera a acompanha como em uma dança em comunhão e alegria por trazer esse filme a vida. Sua presença é forte e magnética, e é difícil desviar os olhos dela. A fotografia e o movimento da câmera foram algo que me chamaram atenção desde o primeiro momento. Gloria está sempre no centro do plano, em destaque, mesmo quando esta está apontada para outro personagem. Como se a vida e seu ponto de vista fosse o único que importasse.

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A trilha sonora de Gloria Bell é outro ótimo ponto. Ela é um complemento do filme e encaixa bem em todos os momentos. As cenas no carro em que Gloria canta enquanto vai ao trabalho são sempre embaladas pelas músicas que compõem o momento que a personagem está passando E isso nem sempre é fácil. Posso dizer que música nesse filme é tão importante quanto todo o resto e fez uma diferença enorme em toda a composição.

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Acho que senti falta de uma maior profundidade e olhar nos personagens secundários que ficam um pouco esquecidos. A trama em relação à Gloria e seus filhos poderia ter sido melhor trabalhada, mas acabou sendo deixada de lado. Apesar disso, a maneira como ela se relaciona com sua mãe (Rolland Taylor) é feita de maneira primorosa. Destaque especial para o primeiro diálogo entre as duas e o levante da questão financeira da terceira idade que quase não se vê comentado na tramaturgia e é importantíssimo para a discussão no mundo e no Brasil.

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Gloria Bell conta ainda com a participação de John Turturro, Michael Cera, Rita Wilson e Brad Garret. Sebastian Lelio assina o roteiro, a direção e a produção.


Sobre o Autor

Juliana Catalão
Estudou cinema no ensino médio, onde foi técnica comunicação social. É a maior fã de Harry Potter e de cantores que ninguém conhece. Recentemente fã de filmes de super herói, mãe do Midoryia de BNHA, editora de livros nas horas vagas.

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