CRÍTICA: JANELA INDISCRETA (1957)

Janela indiscreta é um filme de 1954 dirigido por Alfred Hitchcock, com o roteiro de John Michael Hayes. O filme conta a história de um fotografo acidentado que está impossibilitado de fazer qualquer coisa, menos fofocar, é claro. Ele mora em uma espécie de condominio ( pombal, para os intímos) e devido ao acidente que lhe custou uma perna quebrada, ele passa seus dias sentado na janela de sua sala observando os vizinhos. Ele repara em algo muito estranho nas atitudes do seu vizinho da frente e percebe que a esposa do tal havia sido assassinada.
O que me chamou atenção no filme, foram os figurinos de Grace Kelly. Peça comportadas, elegantes e sensuais ao mesmo tempo. Peças escolhidas com cuidado afim de realçar e valorizar o que há de mais lindo na atriz: o pescoço.
Temos esse mesmo cuidado não só com o figurino dela, mas também na escolha sábia do posicionamento da luz, deixando o ambiente aconchegante, tenso romântico e solitário. Tudo exatamente na medida certa. Por mais que tivesse todo esse cuidado com a sensação que cada iluminação iria nos causar, foi feito para te deixar ansioso a todo momento. Seja ele aconchegante ou não. O que importava era como nós iriamos nos sentir vulneraveis sem perceber.
No filme vemos personagens solitários, brigas, assédios, carências… e, mais do que tudo, a desunião de todos os habitantes daquele local. O que é normal. Não deveria ser, mas é. O que eu senti ao caminhar da história? Que eu estava enlouquecendo junto com o personagem. “Enlouquecendo”. No começo, eu estava apenas assistindo ao filme, mas depois de um tempo, reparei que estava suada, gritando, mordendo as almofadas e quase agredindo o amigo e detetive de Jeffries. Podem achar que sou louca, que tenho parafusos bem a menos que o normal, mas me senti completamente envolvida com a trama ao reparar o quanto estava estressada por ela. James Stewart, Thelma Ritter, Wendell Corey e a maravilhosa Grace Kelly rechearam essa tensa e incrível historia de um fotógrafo e sua objetiva.

Sobre o Autor

Susu Oliveira
Fotógrafa, videomaker e dou uma de crítico de cinema achando que to abafando. www.maxwelenoliveira.com.br

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