CINEMA

CRÍTICA: JUMANJI – BEM VINDO À SELVA – Surpreendentemente divertido!

Com a mais baixa das expectativas, eu fui assistir Jumanji: Bem Vindo À Selva na véspera de Natal. E caso você ainda não saiba disso, é realmente bom. Não é perfeito, mas foi surpreendentemente muito divertido. É parte The Breakfast Club, parte Indiana Jones, e, no mínimo, a última coisa que precisamos é um filme como esse a se levar a sério demais. 
Este é um filme que sabe o que é, abraça o que é e faz bem com o que é. O filme é uma aventura divertida que traz algumas performances fantásticas de seus atores. Eu não acho que o mundo precisava ou estava pedindo por Jumanji: Bem-vindo À Selva, mas na maior parte o filme é agradável. Consegue ser tão previsível quanto você imagina. O enredo do filme faz o que precisa, ele leva os personagens do ponto A até o ponto B, e isso é tudo o que precisa fazer. Eu teria gostado que o filme tivesse se inclinado mais fortemente para o aspecto do videogame e embora às vezes as piadas sejam um pouco na fora da linha, nunca realmente chegam a ser ofensivas. Algumas das cenas de ações e dos efeitos CGI poderiam ter sido melhor tratadas e isso não envelhecerá bem, e o vilão também é realmente esquecível, mas para um filme como este, o argumento abrangente é apenas um dispositivo para juntar esses personagens, para que possam desenvolver e interagir. É por isso que não me importa o vilão ser um clichê unilateral.
Jack Black, que a carreira ultimamente tem sido levada a fazer pandas e trabalhar com ventriloquismo dá o que provavelmente acabará como um de seus papéis mais emblemáticos. Ver Jack, que interpreta os maneirismos e as atitudes de uma adolescente narcisista, uma papel que poderia facilmente ter sido uma performance mal executada, ao invés disso, Black assume o papel com maestria e lança as melhores piadas de todo o filme com sua interpretação girly. Agora, Dwayne Johnson geralmente interpreta a mesma coisa de sempre, o homem musculoso que sabe que é o protagonista e sabe como fazer as coisas, mas aqui ele subverte seu típico material e interpreta um adolescente que é propenso a crises de ansiedade e a típica “dorkness“, ele e assim como Karen Gillian, exploram os maneirismos de serem os típicos geeks de uma suave e natural. Cada personagem tem seus próprios problemas que eles precisam lidar e eles se desenvolvem além deles, e é aqui que eu tenho que falar sobre o desempenho de Kevin Hart, (assumindo que eu não esperava nada de diferente). Assistir Kevin aqui é como assisti-lo em qualquer lugar, ele é usado para brincadeiras curtas, e enquanto Jack Black realmente parece interpretar uma uma adolescente, Kevin está sendo Kevin. Seu personagem não tem profundidade e nunca se desenvolve. É usado mais como um mecanismo de desenvolvimento para Dawyne do que seu próprio personagem. Um dos momentos em que seu personagem poderia ter ido realmente em algum lugar e trabalhado certas dinâmicas ele acaba soltando uma piada sobre genitálias. 
A maioria do charme vem de como as quatro protagonistas interagem entre si e como cada um executa o adolescente que estão jogando. Eles são a razão para assistir esse filme. Em suma, Jumanji foi divertido, e eu diria que vale a pena o preço do ingresso se você estiver procurando algo para limpar sua mente da maratona cult do final de 2017. 

Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Editora, Artista plástica, ilustradora. Criadora e web influencer do site Cinema ATM onde escrevo algumas coisinhas sobre os filmes que assisto.

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