Crítica: La La Land – Cantando Estações ( 2017)

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Lançamento : Janeiro de 2017 
Música composta por: Justin Hurwitz
Elenco: Ryan Gosling, Emma Stone, John Legend, Rosemarie DeWitt…

Crítica: 

Nota: 10
Paula Carvalho

“Nosso clichê hollywoodiano de cada dia”

La La Land: Cantando Estações (La La Land, 2016) nos traz um roteiro simples e repleto dos clichês hollywoodianos que todos conhecemos muito bem. Afinal, o que Hollywood mais gosta de exaltar? Isso mesmo, sonhos. E “A fábrica de sonhos” está a todo vapor nesse filme e devo ressaltar aqui que funciona muito bem.

A história mostra a trajetória de Mia (Emma Stone), uma jovem barista e aspirante a atriz que sempre é rejeitada em seus testes e Sebastian (Ryan Gosling), um pianista de jazz que sonha em abrir seu próprio bar do gênero. O filme é isso, acompanhamos os percalços enfrentados pelos dois em busca dos seus sonhos e é claro, acompanhamos o nascimento do romance entre os mesmos, embalados por números musicais e diversas referências a clássicos do gênero como “Cantando na Chuva (1952)” (cena em que Sebastian dá um meio giro em um poste de luz fazendo referência a Gene Kelly), desafio você a assistir e descobrir todas elas, dará um brilho nos olhos. O longa traz toda a magia dos grandes clássicos de forma a reverencia-los e não copiá-los.

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O filme de Damien Chazelle é singelo e também pretensioso, ao mesmo tempo que temos um roteiro simples com a velha e batida história da busca pelos sonhos e seus percalços, temos também uma fotografia impecável com uma palheta de cores impossível de não ser admirada, uma trilha sonora maravilhosa e inserida nos momentos certos, em nenhum momento é cansativo, mesmo para aqueles que não gostam de musicais (você vai passar uma semana cantarolando ou tentando assobiar, só um aviso) e o jogo de câmera admirável de Chazelle, cito aqui a cena de abertura em que os figurantes dançam e cantam em um engarrafamento filmado em plano sequência que faz com que fiquemos com pena de piscar os olhos e perder alguma coisa do que está acontecendo, é incrível o trabalho impecável realizado.

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Um aspecto engrandecedor desse longa é a maneira que é inserida a dicotomia utopia x realidade, ao mesmo tempo que o roteiro nos entrega uma produção cheia de utopia pela busca dos sonhos dos seus protagonistas, ele também nos entrega uma boa dose de realidade e de como nem tudo na vida pode acontecer como sonhamos.

E por falar nos protagonistas, preciso separar um momento para falar também de Stone e Gosling, ambos possuem uma química em tela que funcionou muito bem e faz com que o filme se torne ainda mais encantador, química essa que se justifica na intimidade dos dois atores em trabalharem juntos, esse é o terceiro longa em que dividem cena, o primeiro foi “Amor a Toda Prova, 2011” seguido de “Caça aos Gângsteres, 2013”. Emma entrega aqui sua melhor performance como atriz até então e ver a dedicação da atriz em cantar e dançar é admirável, assim como Ryan que convence bastante em suas performances no piano. Acredito que dificilmente Emma Watson e Miles Teller teriam a mesma química em tela.

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La La Land: Cantando Estações é um filme para sonhadores (como a que vos escreve), um daqueles filmes que acompanham quem assiste por um tempinho, não por ter um roteiro fantástico que nos faça pensar por dias, mas por nos fazer acreditar que os sonhos são possíveis mesmo que não venham da forma que imaginamos.

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Crítica enviada pela nossa colaboradora Paula Carvalho – você pode conferir o perfil dela, AQUI


Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Editora, Artista plástica, ilustradora. Criadora e web influencer do site Cinema ATM onde escrevo algumas coisinhas sobre os filmes que assisto.

Um comentário sobre “Crítica: La La Land – Cantando Estações ( 2017)

  1. Antonia Almeida disse:

    Maravilhosa produção, todos os elementos deste filme estão muito bem cuidados. É uma história muito bonita, com uma essência romântica. Ryan Gosling foi perfeito para o papel, ele é um ator que as garotas amam por que é lindo, carismático e talentoso. Blade Runner 2049 é um dos seus filmes mais recentes dele, eu gostei muito. Acho que o diretor Denis Villeneuve fez um ótimo trabalho no filme, ele conseguiu fazer uma sequela impecável e manteve a mesma atmosfera. A fotografia impecável. Recomendo muito: https://br.hbomax.tv/movie/TTL617387/Blade-Runner-2049 grande história! O elenco é incrível.

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