Artigos recentes

CRÍTICA: MANCHESTER À BEIRA-MAR (2016)

Manchester à Beira-Mar é um filme de drama dirigido pelo cineasta Kenneth Lonergan em 2016, que acompanha os dramas na vida de Lee Chandler (interpretado por Casey Affleck) ao descobrir que deve retornar à sua cidade natal e cuidar de seu sobrinho devido à morte de seu irmão.

A estrutura de roteiro do filme se estabelece à partir da personalidade depressiva de Lee Chandler, à qual começa a ser justificada com o andamento da história por meio de flashbacks e interações dos personagens, revelando gradativamente as motivações para que o protagonista do filme tenha um olhar tão melancólico quanto à situações específicas e tão fechado com seu sobrinho, concedendo assim, grandes oportunidades para que Casey Affleck envolva a audiência na história.

Imagem relacionada

A trilha sonora composta por Lesley Barber é muito bem encaixada no filme, ganhando atenção especial em muitas cenas onde o som do cenário é descartado, fazendo com que as emoções passadas ao público sejam responsabilidade da melodia juntamente com os excelentes resultados de atuação.

Uma característica admirável no desenvolvimento do roteiro é a maneira como Kenneth Lonergan tentou ao máximo criar uma história sobretudo realista, encaixando o drama na medida certa, evitando fazer um roteiro onde os acontecimentos apenas piorem frequentemente sem apresentar razão ou soluções para os mesmo.

Resultado de imagem para MANCHESTER À BEIRA-MAR (2016)

O filme se encerra de forma simples, exercendo ao máximo a peculiaridade citada anteriormente, de evitar fugir da realidade e mostrar ao máximo os personagens simplesmente agindo como pessoas comuns, sem características exclusivas da ficção. Ao mesmo tempo que o filme possua grande esforço para criar uma história sólida e melancólica, ele pode se tornar desagradável para alguns telespectadores por ser bem lento e detalhista quanto aos seus personagens, sendo assim, um agrado maior para amantes de cinema que admiram o trabalho da equipe de produção filmes, e não apenas no produto final em si.

Leia também >>  CRÍTICA – LOUSONG TO SONG (2017)JUMANJI – BEM VINDO À SELVAWONDER WHEEL  –  Novo filme de Woody Allen, decepciona!

Sobre o Autor

Bruno Lucena
Fã de Pink Floyd e pizza. Leitor ávido e nas horas vagas gosto de conversar sobre os filmes que assisto.

Deixe seu comentário


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *