CRÍTICA: MENTES SOMBRIAS – Não oferece muito, mas diverte.

Baseado no livro com o mesmo nome, Mentes Sombrias traz a história de um mundo que vive uma mudança sem precedentes. Uma espécie de vírus ataca todas as crianças dos Estados Unidos (nenhum outro país é mencionado) matando mais da metade dos jovens. Aqueles que sobreviveram ao surto inicial, desenvolveram poderes e a incapacidade do governo em lidar com uma população de adolescentes superpoderosos faz com que todos sejam aprisionados em campos de concentração e separados por cores de acordo com seus poderes.

Verde para os inteligentes, azul para quem têm telecinese, amarelo para condutores de eletricidade e vermelho e laranja que não são vistos nos campos por serem considerados perigosos demais e são eliminados assim que identificados. A trama acompanha Ruby Daly, uma garota laranja que por 6 anos consegue passar despercebida dentro de um dos campos. No dia em que descobrem que ela é perigosa, uma das médicas a ajuda na fuga e é a partir daí que a trama começa mesmo.

Ruby passa a ter contato com um mundo que não conhece e não sabe em quem confiar e foge de sua salvadora, caindo no grupo de Liam, Charles e Zu, três jovens que buscam um oásis nesse mundo que não os aceita pra imediatamente estarem sendo perseguidos por uma caçadora de recompensas em busca de crianças para os campos.

Mentes Sombrias passa uma sensação tranquila apesar da situação dos jovens. A maior parte do longa é a viagem deles e parece que estamos assistindo Maze Runner ou Jogos Vorazes, onde crianças buscam viver em um mundo que não entendem e tentam sobreviver como podem. Muito do clima tranquilo se dá pela calma inocente e silenciosa da pequena Zu (Miya Cech) sempre sorridente e da tagarelice pessimista de Chubs (Skylan Brooks), muito mais do que o quase romance entre Ruby e Liam. Um efeito que acrescentou muito a trama foram o brilho dos olhos dos jovens quando usam suas habilidades. Além da atuação excepcional do quarteto, este efeito ajuda a diminuir a falta de um narrador que costuma ocorrer em adaptações literárias e você já sabe quando o gênio concluiu um raciocínio ou quando alguém está preparando um ataque.

Falando em ataques, os efeitos visuais estão ótimos para o que o filme se propõe, principalmente nos de telecinese e nos laranjas. Quem pareceu ter sido pouco aproveitada fo

i a atriz Gwendoline Christie. Confesso que não li os outros livros e não sei se sua personagem irá retornar, mas o papel dela nesse serviu para unir o grupo e depois para mostrar que a alegria poderia se quebrar a qualquer momento, mas ela podia ter feito muito mais.

Os personagens são crianças realmente e vemos o amadurecimento ao longo da trama, mas  passados três quartos do filme não temos um confronto para justificar esse crescimento e fica a esperança que o próximo filme traga um confronto de fato. Mentes Sombrias é gostoso de assistir e não traz uma tensão real mesmo num cenário que é quase pós apocalíptico e vale ser assistido de forma descompromissada, principalmente pela atuação do elenco juvenil, mas se você não consegue aguardar para ter uma sensação de conclusão, aconselho ler os livros, pois o longa traz muitas dúvidas e quase nenhuma resposta.


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Equipe Nerdolooucos
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