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Crítica: Mulher Maravilha – A DC está de volta em sua melhor forma!

Crítica:

Eu iria começar essa crítica como eu sempre faço, filosofando sobre toda a temática do filme, mas tem só uma coisinha que eu queria gritar logo de começo.

A DC TÁ VIVA!

E bem, MUITO bem!

Mulher Maravilha foi uma das melhores adaptações de quadrinhos com um arco fechado, perfeitamente fechado da DC, desde a trilogia de Batman Begins de Christopher Nolan e esse ainda é o primeiro filme da super heroína. Com um roteiro que entrega aos fãs toda a qualidade de referências em relação as HQ’s quanto para todo um público que está ingressando nesse novo universo de heróis. Eu iria dissecar todo o filme, mas considerando a extensão de todo o multi universo da DC, que nessa relação de teia de aranha é tão complexa quanto a Marvel, eu irei falar sobre o filme, diretamente como filme.

Em primeiro, eu quero louvar a direção de Patty Jenkins – ela deveria dirigir todos os próximos filmes da DC, ou qualquer outro filme da Marvel, porque essa mulher conseguiu realizar o que nós fãs da DC estamos pedindo há anos – Sua capacidade de nos fazer ingressar nesse universo foi incrível. Ela criou esse novo paralelo de qualidade que bate muito de frente com o “fracasso” (coloquei em aspas porque é relativo) de Batman Vs Superman. E isso é MUITO bom!

Uma coisa bem clara para o começo da história, se você não assistiu BvS, você não ira entender a relação do começo desse justo filme. Então assista.

Nós somos apresentados ao lar de Diana, nós somos apresentados a própria Diana. Ela é a princesa, a estudante, a adolescente, a jovem ingênua que tem um pensamento muito doce em relação a dureza do mundo real quando ela encara essa nova perspectiva humana. E Gal Gadot foi a joia mais preciosa que a DC poderia ter encontrado para interpretar nossa eterna Mulher Maravilha.

Ela é forte, rápida, linda, inteligente, mantém esse frescor do “novo mundo”. Uma coisa que preciso deixar bem clara, o filme não é sobre Mulher Maravilha. O filme é sobre Diana. A menina que nasceu princesa em uma redoma de ouro, que foi preparada para uma guerra que poderia nunca acontecer, que acaba se chocando com essa terrível realidade da guerra no mundo dos homens e se transforma para descobrir sua verdadeira essência através do amor e da coragem.  Essa é Diana, a mulher guerreira. E Gal conseguiu transmitir tudo isso de uma forma bem limpa e verdadeira. Não há nenhum momento, tão exclusivamente grandioso onde ela precisa exaurir o máximo seu nível de atuação, [SPOILER] exceto pela morte de uns dos personagens chaves [SPOILER], então não espere nível Oscar, mas espere algo leve e sincero, um bom começo.

Através de um flashback, graças a Bruce Wayne, somos apresentados a origem dessa guerreira na ilha de Temiscira, onde conhecemos as Amazonas, a Rainha Hipólita e sua irmã guerreira Antílope – Quatro personagens coadjuvantes importantíssimos nesse filme. A ilha em si, o nível panorâmico da fotografia de Matthew Jensen me deixou sem palavras, a ilha em si é um personagem paradisíaco.

O elenco que completa As Amazonas é de uma destreza física impressionante! Eu não assisto uma preparação física de elenco assim desde “300” – o que se torna uma piada irônica, um filme sobre homens e um filme sobre mulheres –

E as outras duas personagens coadjuvantes femininas que fecham o arco de Diana foram sua mãe e Rainha Hipólita interpretada pela belíssima Connie Nielsen e principalmente a minha querida Robin Wright. Que mulher senhores, sua Antiope ficara gravada na minha memória, que preparação, leveza, destreza, preciosidade.

O elenco coadjuvante no plano dos homens foi o padrão do padrão, elemento cômico complementando o arco de Chris Pine que realmente ME SURPREENDEU! Ele é o típico herói como ator, sempre mocinho e aqui ele ainda é isso tudo, mas ele não ofusca a Diana, ela é bem direta nas coisas que ela quer, na forma como ela age, ela o escuta, ela [SPOILER]  se apaixona por ele e tudo tem um final bem trágico [SPOILER], mas ele ajuda a Diana a encontrar seu propósito, um excelente papel coadjuvante de Chris.

Agora, sobre a trama em geral, umas das genialidades do roteiro de Allan Heinberg foi que ele soltou as informações cruciais sobre as origens de Diana de uma forma bem sutil dando margem para uma sequência bem marradinha – por isso o arco fechado – e a relação da personagem com Ares. Eu não darei spoiler sobre quem é ou se você não leu a HQ sobre o que ele é pra Diana, mas durante o filme tudo se encaixa da forma correta sendo bastante possível que na sequência, nós fãs, sejamos apresentados a batalha decisiva sobre a verdadeira origem da Princesa.

É um filme que mostra a força de uma personagem que ficou por muitos anos presa dentro do arco da Liga da Justiça, mas que possui uma origem complexa e foi tremendamente incrível poder presenciar a direção de Patty dando vida a essa história de forma justa e maravilhosa, mais uma vez ressaltando os trabalhos de cor e fotografia de Matthew Jensen – No final os efeitos especiais são bem a lá 2005, nada muito grandioso, as cenas de batalha são IMPRESSIONANTES, seguindo até um pouco a linha primária de BvS para indicar o mesmo universo, mas o filme não é sobre as batalhas e sim sobre essa personagem e isso ficou bem claro.

Tudo está muito bem feito, vale o preço do ingresso, vale o 3D (nunca pensei que diria isso), vale a pena conferir as HQ’S e vale colocar fé na sequência. A DC acertou e eu espero que continue nesse caminho!

CRÍTICA SEM SPOILERS

Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Pseudo escritora, artista plástica nas horas vagas. Criadora e colunista principal do site Cinema ATM.

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