Biografia

CRÍTICA: O DESTINO DE UMA NAÇÃO (2017)

Para alguns O Destino de Uma Nação chega com um senso de familiaridade, o mesmo publico que irá testemunhar a técnica de Wright como cineasta e entender seus maneirismos e floreios que encharcam seu trabalho. Devo avisar que não uma dessas pessoas e vim conferir The Darkest Hour para receber uma das performances mais celebradas deste ano. 
O último filme de Wright não foi bem sucedido em nenhuma forma. Seu Pan (2015) pareceu fraco e vazio, mas o diretor parece ter aprendido com seus erros e elevou a qualidade com Gary Oldman como o notável Winston Churchill, o primeiro-ministro eleito do Reino Unido entre 1940-1945. Ao explicar isso devo dizer que aqui, Wright não se preocupou com a tecnicalidade per se, mas incentivou frames compostos, uma estrutura narrativa impregnada de notas sentimentais dando a impressão de que ele entende que essa história escrita por Anthony McCarten carrega uma intenção por trás da câmera.

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Mas grande parte dessa arte fica esquecida por trás da performance obscurecida de Goldman. Sabemos que esse filme foi lançado propositalmente na época de premiações, o que causa um frenesi por ser um filme biográfico, mas Wright consegue extrair de Oldman uma pureza brutal que transforma as intenções do filme para além de uma peça biográfica. Para alguns, a performance de Oldman sob a direção de Wright pode soar um tanto “old school”, mas sobe os olhos desta crítica que vos escreve, a dupla consegue trazer bastante sentimentalismo em tom e caráter, carregados de uma experiência que nunca se tornara monotona de assistir.

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Embora todos já soubessem que O Destino de Uma Nação fosse trazer um ritmo histórico, pelo enredo carregar o aro pessoal e como isso afetou diretamente a narrativa construída para cada personagem, levou o filme a ser uma experiência incrível de conferir. Churchill é um homem imposto a uma posição muito difícil, que abala sua autoconfiança e liderança, tentando fazer o melhor para a sua nação ao mesmo tempo em que enfrenta suas próprias falhas e dúvidas. Há uma grande quantidade de camadas em The Darkest Hour, que certamente faz com que seja uma viagem que vale a pena enfrentar para termos uma ideia melhor de quem é essa figura, mas, infelizmente, não amplia tais forças para o seu elenco de apoio, que são colocados em papéis que deixa um impacto minúsculo na narrativa geral; embora eu tenha certeza de que tais críticas desapareceriam ao longo do tempo, pois realmente contribuíram com o desempenho de Oldman, em vez da intenção de roubar os holofotes.

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O Destino de Uma Nação pode não possuir a performance mais naturalista e introspectiva do ano, mas é dramaticamente eficaz, lançada por uma tarefa difícil de Oldman que, felizmente, não abate ou amortece o legado desse homem. Haverá aqueles que contrariariam o sucesso que Oldman teve, mas negar a voracidade e talento deste ator seria um erro. 

Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Pseudo escritora, artista plástica nas horas vagas. Criadora e colunista principal do site Cinema ATM.

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