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CRÍTICA: O ESTRANGEIRO (2017)

Os fãs de cinema, especialmente aqueles que estão a procura de um bom thriller de ação, irão gostar de O Estrangeiro. Martin Campbell retornou para dirigir O Estrangeiro, o retorno de Jackie Chan como principal desde seu papel em The Karate Kid. Neste filme, Quan é um humilde empresário londrino, cujo passado há muito tempo enterrado é alimentado por vingança quando a única pessoa que sobrou de sua família para amar – sua filha adolescente – morre em um ato sem sentido de terrorismo politicamente motivado. Sua busca implacável para encontrar os terroristas leva a um conflito de gato e rato com um funcionário do governo britânico cujo próprio passado pode conter as pistas para a identidade dos terroristas. 
Primeiro, este filme tem um forte elenco. Muitas vezes, as pessoas desconsideram o talento de Chan como ator. Nos últimos anos tivemos pouca evolução em sua carreira, especialmente porque ele começou a se afastar além com comédias de ação, como Shanghai Noon e a franquia Rush Hour. Esta pode ser uma das suas melhores performances em muito tempo, interpretando um personagem que não vai parar em nada para buscar justiça pela morte de sua filha. Seu desempenho é complementado por um excelente elenco de apoio, incluindo Pierce Brosnan como Liam Hennessy, um ex-membro do IRA que agora trabalha para o governo britânico e Michael McElhatton como sua mão direita, Jim Kavanagh.
No que diz respeito à direção, os pecados do passado de Campbell foram mais ou menos perdoados. Uma vez que esta é uma história mais fundamentada em comparação com o Lanterna Verde, há menos necessidade de efeitos visuais grandes e excessivamente caros. As cenas de luta foram muito bem coreografadas, especialmente durante o segundo ato. A parte mais legal sobre Campbell trabalhando com um ator como Jackie Chan é que ele gosta de fazer pelo menos a maioria de suas próprias acrobacias, o que torna a filmagem das cenas de ação muito mais fácil. O público pode ver claramente o que está acontecendo na tela, e não requer uma superabundância de edições rápidas.
Onde o filme pode perder ritmo é no quadro geral, o que às vezes pode ser complicado demais. Embora isso deveria ser esperado dentro deste gênero, os cineastas ainda poderiam ter melhorado as coisas. Não há muito tempo dedicado ao arco dos terroristas então fica um pouco difícil de entender verdadeiramente seus motivos. 
No geral, O Estrangeiro foi um retorno bem-vindo para o diretor Martin Campbell e o ator/produtor Jackie Chan. Embora possa não ter  o roteiro mais bem estruturado dos cinemas, ainda carrega uma história envolvente, com ótimas performances e algumas cenas de luta brutalmente incríveis. Gostaria de continuar a ver Jackie Chan ampliando seus seus horizontes ao assumir papéis mais dramaticamente desafiadores como este. 

Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Pseudo escritora, artista plástica nas horas vagas. Criadora e colunista principal do site Cinema ATM.

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