CINEMA

CRÍTICA: POR UM PUNHADO DE DÓLARES (Trilogia dos dólares) – 1964

Talvez o papel mais icônico dentre muitos outros da carreira de Clint Eastwood, O Homem Sem Nome se tornou um símbolo importante e de grande influência nos filmes de faroeste, graças à sua personalidade inesquecível que torna a trilogia Dos Dólares tão cativante e destacada dentre qualquer outro clássico desse gênero do cinema.

Um pistoleiro sem nome chega à San Miguel, uma cidade na fronteira do México com os Estados Unidos que se encontra dividida numa guerra de duas facções rivais, os Baxters e os Rojos. Após alguns eventos, ambas as facções se interessam em ter o apoio do pistoleiro que, interessado no dinheiro, passa a trabalhar e tomar vantagem de ambas.

 

 

A trilogia Dos Dólares de Sergio Leone tem um início perfeito ao introduzir esse personagem misterioso, que mistura bravura e intelecto, conquistando com facilidade a simpatia do público e fazendo com que torçam por ele na maior parte do tempo, mesmo que a situação não seja agradável.  Uma característica muito presente nesse gênero, é o conceito de que os princípios de honra em um personagem são mais importantes do que a missão do mesmo, isso fica claro em alguns desfechos ao analisarmos as atitudes dos indivíduos.

Mesmo que muito do brilho desse filme venha do personagem principal, o filme possui grande destaque em diálogos que surgem à partir de personagens secundários , que levantam pensamentos e filosofias referentes à quanto uma vida vale ou o que determina um homem de verdade. Esse se torna um aspecto muito presente no filme, uma vez que existe um duelo mental entre protagonista e antagonista dessa história.

 

 

Grande parte da atmosfera que Sergio Leone criou vem das diferentes técnicas de filmagem usadas. Em cenas específicas os cortes se sincronizam com os tiros durante os tiroteios, passando a ideia de que o caos não pode ser totalmente captado, porém, em outras cenas, a câmera acompanha um personagem em específico com o intuito de mostrar claramente a brutalidade da cena e a frieza dos homens desse tempo. 

Pode se dizer que Clint Eastwood foi feito para os cenários de faroeste, da mesma forma que Robert De Niro é perfeito para filmes de máfia, é simplesmente impossível pensar no ator sem pensar na categoria. Além de toda a incrível performance de Clint como pistoleiro sem nome, temos que dar mérito a Gian Maria Volonté como Ramón, que caiu como uma luva ao desempenhar a relação de antagonismo à Clint, sem repetir muito a fórmula no segundo filme da trilogia.

Sobre o Autor

Bruno Lucena
Fã de Pink Floyd e pizza. Leitor ávido e nas horas vagas gosto de conversar sobre os filmes que assisto.

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