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CRÍTICA: RAMPAGE (2018) – Se tem uma coisa que esse filme faz, é ser bom!

Depois de ter conferido o trailer deste filme eu estava esperando uma mistura de King KongGodzilla e Pacific Rim, tudo embrulhado com Jumanji e The Rock. Mas, para a minha chocante e agradável surpresa, Rampage foi um incrível Duro de Matar misturado com ficção cientifica. E não tem nada de ruim nisso! 
 
Davis Okoye é um primatologista, um homem recluso que compartilha um vínculo inabalável com George, um gorila muito inteligente que está sob seus cuidados desde o nascimento. Quando um experimento genético desonesto é feito em um grupo de predadores que inclui o primata, os animais se transformam em monstros que destroem tudo em seu caminho. – Viu, a sinopse não parece muito atraente, certo? Mas como a história é contada, isso sim importa! Tudo bem, tá certo que é The Rock lutando com animais gigantes, mas mesmo nos momentos mais absurdos, Dwayne Johnson nos surpreende, Jumanji está ai para provar isso! 
 
 O filme prende a sua atenção do começo ao fim. Sendo uma adaptação de um jogo de videogame, os elementos absurdos incluindo interpretações do elenco, incrementam o filme como essa mesma adaptação, mas acrescentam hits novos onde o faz um tipo de filme para todos os públicos e é isso que The Rock faz de melhor. Os elementos de ficção cientifica, apesar de poucos, são muito bem explicados e direcionados durante toda a passagem de tempo, incluindo o crescimento e a mudança genética de George, que não se torna um macaco gigante do nada, sua evolução é gradual e isso é importante para o desenvolvimento do filme. Os primeiros três minutos, com a sequência do espaço, é eletrizante, maravilhosamente absurda, com a tensão no alto volume – ajuda da trilha sonora -, com efeitos especias dignos de Oscar, com referências a Star Wars… – Tudo isso é mais do que suficiente para convencer o público a ingressar nessa jornada no cinema! 
 
O elenco, apesar de fora da tela não ser do tipo que se uniria para fazer um projeto, aqui, em Rampage, funciona com um tom divertido, dramático e apresenta ação no tempo certo. Em um filme como esse, o mais importante é o timing! Dwayne mesmo com suas piadas e sua forma caricata do homem grande em ação, tem um momento certo de drama, diversas formas de mostrar seu poder em ação, claro que ele não escapa dos absurdos clichês, como ele rompendo o lacre do pulso com um só puxão, a mão por cima da camisa mal suja de sangue, mesmo depois de levar um tiro, as frases de efeito… Tudo isso, mesmo sendo absurdo e clichê, FUNCIONA! É The Rock, sabe? É o que ele faz e faz muito bem! Naomie Harris não é só o par romântico da vez. Sua personagem tem uma profundidade emocional, profissional e de ação necessárias para torná-la uma das personagens principais e até mesmo Jeffrey Dean Morgan, sendo Jeffrey Dean Morgan, nos mostrou um lado prático de ação e aventura o suficiente. O que me decepcionou mesmo foram as atuações de Malin Âkerman e Jake Lacy como os irmãos Wyden – mas levando em conta que é uma adaptação de jogo, suas formas caricatas de vilões que querem destruir o mundo por lucro próprio foi feita, pareceu realmente o discurso do velho Coringa em um jogo do Batman. 
 
 As diversas referências para King Kong e Godzilla não paravam de chegar! Principalmente na cena que a tal criatura sai de um tal lago… Não darei spoilers, mas nessa cena? É assim que uma referência é apresentada senhores, assim. A trilha sonora de Andrew Lockington não te deixa descansar em um só momento. Nas cenas de paz a trilha é acolhedora, majestosa. Nas cenas de ação? A trilha está bem do seu lado, deixando seus olhos vidrados em cada movimento. Outro fator positivo foram as construções e locações deste filme. Os efeitos especiais estão insanamente bons, e tudo poderia ter ido por água abaixo pelo uso excessivo de CGI – Sempre irei lembrar de Hobbit -, mas aqui, os prédios, as casas, os campos, tudo tem uma apresentação limpa, correta e muito bem embrulhada. Maestria em efeitos especias. 
 
De tudo, Rampage vale cada centavo do ingresso, o 3D é 100% aproveitável e como não gostar de um filme com animais gigantes, The Rock e tramas de ficção cientifica? O futuro da sessão da tarde, está aqui! 

Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Editora, Artista plástica, ilustradora. Criadora e web influencer do site Cinema ATM onde escrevo algumas coisinhas sobre os filmes que assisto.

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