Animação

CRÍTICA: SHERLOCK GNOMES (2018) – Uma animação decepcionante!

Inacreditavelmente desnecessário e vazio, Sherlock Gnomes tenta parecer mais inteligente e mais bem intencionado do que realmente é, mas ainda assim não consegui esconder o sentimento de tempo gasto atoa quando sai da cabine.
Com um elenco de dublagem tanto original quanto brasileira, excelente, os atores fazem o que podem para indicar personalidade aos bonecos de cerâmicas. Johnny Depp e Chiwetel Ejiofor entram para o elenco com Sherlock e seu parceiro Watson. Os dois únicos personagens deste que filme que realmente valha a pena prestar atenção. A direção do filme garante que esses personagens sejam apresentados de uma forma divertida e clara para que o público infantil entenda a dinâmica dos dois, e possam aprender mais sobre a dupla literária criada por Sir Arthur Conan Doyle. Mas a direção do filme se preocupou demais com apenas dois personagens e deixou todo o elenco de lado. Gnomeu e Julieta são completamente esquecidos para o público e não fazem uma participação interessante de forma alguma!
Sherlock Gnomes não se esforça muito para construir uma história, o que não significa nada além de uma missão de resgate padrão, desta vez para salvar um grupo de gnomos de jardim. O filme poderia ser leve e muito bem simples construído. Isso não seria problema nenhum, é para ser uma fonte de divertimento. Mas preguiçosamente se tornou pobre e decepcionante.
O filme se esforça demais para ser algo que não é, e falha em acrescentar algo a trama ou a intenção. A narrativa principal é atrapalhada com subtramas mal desenvolvidas, que abordam temas diferentes, entrando na rede da trama principal, confundindo o expectador. Há a tensão romântica entre Gnomeu e Julieta que corre demais sem sair do lugar, a relação de parceria entre Sherlock e Watson, a jornada de Gnomeo para salvar seus parentes e tantas outras que resolvi parar de contar. De qualquer maneira, o filme é dificilmente tão inteligente ou engraçado quanto parece que é. A ideia da aplicação 2-D foi muito bem trabalhada e acabou sendo o único charme que o filme carrega de verdade.
É uma pena que a contribuição de John Stevenson não tenha a mesma inteligência e charme do original, que, pelo menos, era ao menos consciente de si mesmo e divertido de assistir. Havia muitos conceitos interessantes no começo, mas esta sequência é mais genérica e padronizada em comparação com o primeiro. É um filme surpreendentemente monótono e com furos do começo ao fim. No final, Sherlock Gnomes é uma tentativa inútil que será esquecível depois de alguns dias.

Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Editora, Artista plástica, ilustradora. Criadora e web influencer do site Cinema ATM onde escrevo algumas coisinhas sobre os filmes que assisto.

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