Animação

Crítica: Sing (2016)

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Data de lançamento: Dezembro de 2016 (Brasil)
Direção: Garth Jennings
Música composta por: Joby Talbot
Elenco: Scarlett Johansson, Taron Egerton, Matthew McConaughey, Reese Witherspoon… 

Crítica:

Eu realmente não chego a prestar muito atenção na Illumination Entertainment. Eles realmente poderiam fazer grandes coisas com a equipe maravilhosa de animação que eles possuem. Como um todo, seus filmes são geralmente bem esquecíveis. Sing é muito bom, mas não tão maravilhoso assim, como eu pensei. 
O estilo a Illumination segue a linha de Looney Tunes, onde os personagens são patetas e um pouco lerdos. A física e as circunstâncias do mundo não são finamente definidas. Seu estilo nunca está realmente desenvolvido. Parece que eles querem seguir para se tonar a próxima Pixar, mas ao mesmo tempo não se incomodam com o que podem ou não mostrar no cinema. Incoerente para uma linha de animação. Seja independente, seja grande, saiba o que você quer fazer, mesmo que misture estilos e histórias. 
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Isso pode soar exigente demais, mas pegue Zootopia, por exemplo, esse filme realmente conquistou o mundo. Eles mostram um ecossistemas de animas vivendo em sua Zootopia/Big Apple, onde todos os animais se encontram e também se misturam. Outro detalhe interessante é que Zootopia lida estritamente com mamíferos, esses são os únicos tipos de animais que protagonizam o filme. E visualmente, tudo funciona muito bem! Você entende como todos interagem e vivem, mesmo através da adversidade com o tema predador/presa e as diferentes raças e classes de animais.
Em Sing, isso não existe. Não há cuidado em como este mundo funciona, tudo o que temos é uma cidade e há animais nela. Lide com isso. O mundo também todos os tipos de animais, répteis, pássaros, até vida aquática e insetos, então isso me deixa questionando como isso funciona e como eles vivem. Como um peixe pode interagir com animais terrestres? Em Sing eles são transportados em carrinhos. Eu sei o quão ridículo isso parece, mas realmente me incomodou. 
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Agora, na maior parte, como eu disse, o filme é tenso. Nenhum dos personagens realmente se destaca com firmeza. Os cantores falam uns com os outros ocasionalmente, e não há nada para os relacionamentos, a falta de escrita, falta de ethos e pathos é realmente aparente. Eu não acho que os atores são terríveis. Eu gosto de Matthew McConaughey como Buster Moon. Ele realmente traz muito para ele e não apenas sendo ele mesmo, ele me fez gostar do personagem. A maioria dos outros eu posso ignorar. Embora Gunter, o porco brilhante interpretado por Nick Kroll era um personagem que eu pensei que iria me irritar, mas me fez sorrir muito. Então crédito onde o crédito é devido.
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Existe alguns pontos positivos nesse filme, mesmo eu não gostando tanto assim, como o show de canto foi realmente muito bom. A maioria dos números eram bons e foi muito divertidos. Mas, de resto a trama segue uma linha bem leve e sem muita profundidade emocional. 
A ideia é dar mais uma chance para a  Illumination Entertainment nos surpreender no futuro. 
 

 

Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Pseudo escritora, artista plástica nas horas vagas. Criadora e colunista principal do site Cinema ATM.

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