CINEMA

CRÍTICA: SOL DA MEIA-NOITE: E a narrativa clichê de romances feitos para jovens adultos!

Mas esse não é o nome de um filme com Mikhail Baryshnikov? Fiquei confusa, mas né… 
Parece que a maioria dos filmes para adultos jovens se enquadra em um dos dois gêneros – anti-governo ou romance. Sol da Meia-Noite cai no segundo gênero e é um remake de um filme japonês de 2006. Bella Thorne, mais conhecida por The DUFF ou seu programa do Disney Channel Shake It Up, é Katie, que sofre de uma doença rara chamada xeroderma pigmentosum (XP). Sim, é uma condição real. Ela leva uma vida no estilo de vampiro, ficando em casa dormindo durante o dia e acorda à noite. Ela tem uma extrema sensibilidade à luz solar no ponto em que a exposição pode causar câncer ou morte. Ela é educada em casa pelo seu pai (Riggle) e é uma cantora aspirante a compositora. Todos os dias, ela assiste Charlie (Schwarzenegger) passar sua casa em seu skate no caminho para a escola. Ele é o nadador estrela de boa aparência, mas foge do estilo de vida tradicional e desagradável associado aos grupo popular da escola. Tarde da noite ele a ouve tocando violão, cantando uma de suas canções originais fora da estação de trem. Ele se aproxima dela, e ela desajeitadamente se atrapalha com as palavras enquanto sua crush finalmente a percebe. Isso marca o início de sua aventura de verão. Katie quer desesperadamente se sentir como uma adolescente normal se apaixonando e arriscando sua saúde para passar o máximo de tempo possível com Charlie. (Rapunzel e Tudo e Todas as Coisas) 
É sábio abordar Sol da Meia-Noite reconhecendo que é um romance de fantasia adolescente no estilo mais leve de Nicholas Sparks. Seus filmes sempre têm uma premissa muito semelhante, onde os opostos se atraem e alguém tem uma condição de risco de vida. O filme é cheio de grandiosos gestos românticos, escapadas surpresas e diálogos com proclamações de amor de todo adolescente de dezoito anos. É incrível como que nesses tipos de filmes o personagem masculino principal tem todas a capacidade e meios para levar a garota para a cidade grande, dando a ela a noite de sua vida, onde ele inevitavelmente a faz sair de sua concha e florescer. 
O que mais importa é que os dois atores principais tem química, Bella Thorne e Patrick Schwarzenegger trabalham bem o suficiente para tornar esse relacionamento plausível. O diretor Scott Speer brinca com o fator humor com quantas coisas estranhas Katie diz ou faz ao redor de Charlie quando se encontram pela primeira vez. Speer dá ao relacionamento uma abordagem saudável e garante que seus atores mantenham seus personagens o mais sólidos e relacionáveis possível. Thorne parece estar brincando um pouco fora de seu campo habitual de atuação, ela é sempre a rica esnobe, bitch mode kind of girl, e esse filme nos leva a vê-la em uma luz mais inocente. Ela tem uma presença muito natural na tela, e esse personagem poderia ajudar a remodelar sua imagem na frente e atrás das câmeras. Não espere que Patrick Schwarzenegger siga exatamente os passos do pai, já que são tipos de atuação completamente diferentes. Ele tem o olhar típico do boy next door e não tão macho man arma tiro porrada e bomba. Ele se mostra promissor como ator, mas é evidente que Thorne tem muito mais experiência do que ele. Ele fica um pouco distante de seu personagem no começo, e precisa se abrir mais, arriscar mais, mas acredito que como primeiro grande filme dele, ele não quis arriscar fazer besteria aqui.
Se quer um filme adolescente fácil, recheado com alguns momentos irreais, Sol da Meia-Noite é a sua pedida. É de se esperar alguns momentos em que lencinhos são necessários, mas como não é uma forma inovadora no gênero de romances para jovens adultos, o filme entregou seu final da metade em diante, então a emoção meio que ficou perdida. Felizmente o filme não dura mais do que o necessário para contar a sua história. Então, assistível.

Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Editora, Artista plástica, ilustradora. Criadora e web influencer do site Cinema ATM onde escrevo algumas coisinhas sobre os filmes que assisto.

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