THE AGE OF ADALINE (2015) – CRÍTICA

The Age Of Adaline – Um romance simples e tocante

Adaline não envelhece. Por conta de um acidente e um fenômeno que acontece com seu corpo, ela fica presa na idade de 29 anos e é forçada a ver todas as pessoas que ama, irem embora. Mas ela precisa viver fugindo, se afastando de todos que conhece e passa a gostar para que seu segredo nunca seja revelado para o mundo, só que a vida, em todas as suas formas acontece e ela se apaixona. 
O som da voz de Blake Lively é algo que nos transporta para todas as eras de Adaline. Doce, linda, inteligente, sutil, suave… É como se o papel fosse quase autobiográfico. Cada tom de Adaline, só nos deixa mais encantados por Blake. Uma sinfonia retrô que causa uma parada, um suspiro que vem lá do fundo, como se tivesse algo preso dentro de nós e vem essa incrível força que puxa e liberta e você entende a beleza. Essa é Blake Lively como Adaline. 
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Michiel Huisman como Ellis está diferente, ( não tando de seu trabalho de GOT, mas podemos ter uma outra perspectiva dele como ator) calmo, um mocinho digno, colocando melhor em palavras, inteligente, apaixonante, um bom mocinho. 
Duas surpresas no filme, muito bem colocadas, foram Harrison Ford e Anthony Ingruber, que interpretam o mesmo papel em idades diferentes, William, o segundo amor de Adaline e pai de Ellis. É tão refrescante assistir Harrison sem uma arma na mão ou um chicote, é saudável lembrar que ele ainda tem versatilidade fora um filme de ação e ainda tem aquela doçura irônica que é cativante. 
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E quem diria que Anthony, seria um tão bem Harrison Ford mais novo? É realmente surpreendente a semelhança dos dois, e Anthony pode ter uma carreira muito bem vinda no cinema, mesmo que o personagem não fique muito tempo em seu próprio tempo, ele conseguiu mostrar carisma, o que só contribui para uma amostra de seu talento. E é claro que não posso deixar de falar da querida Ellen Burstyn (Divinos Segredos), que sempre que entra na sala, entrega um refinado talento, não importa o quanto pequeno ou simples seja seu papel. 
A fotografia de The Age of Adaline se dá à tons foscos. Mesmo nas cenas que se pode dizer coloridas, tudo é muito retrô. É como olhar velhas fotografias, cada uma de uma época. Não tem grande complexidade em sua forma de direção. Nem grandes olhares, mas existe de “old glamour” em todas as cenas, mesmo nas triviais. E o roteiro tem suas pérolas, claro que isso se contribui para o elenco. Mas existe uns diálogos aqui e ali, algumas frases perdidas que afrouxam as correntes do “suspiro”. 
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Por final, de todas as críticas que saíram sobre o filme, o tema principal se prende o quanto o filme é clichê . Mas eu vejo que a história não é. Não quero dizer que é clichê, porquê ao mesmo tempo que é, não é, só que é. Parece confusão de quem não sabe escrever, mas é realmente assim. O começo exala uma surpresa. Mas a partir do meio você já sabe o que vai acontecer. Ela conhece alguém, ela se apaixona, ela tem uma crise – que no caso é sobre o tempo – e algo mágico acontece e no final tudo acaba bem.
Mas mesmo dentro de todos esses clichês per menores, não se tem aquela passagem rápida dos acontecimentos. O filme se meche sozinho, parece que ele surge na sua frente e então tudo começa a acontecer. É o previsível enrolado em um papel de presente. Novo, brilhante e mesmo que saibamos o que tem dentro do pacote, ainda assim nos emocionamos com seu conteúdo. 
The Age of Adaline, não precisa de muito. Só reconhecimento de que algo acontece ali dentro e você não sabe bem o que é, mas sabe que quer fazer parte disso. 

Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Editora, Artista plástica, ilustradora. Criadora e web influencer do site Cinema ATM onde escrevo algumas coisinhas sobre os filmes que assisto.

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