C-Drama

Crítica: The Magician (2015)

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Direção: Kim Dae-seung

Produção: WithUsFilm

Lançamento: Dezembro, 2015 

Elenco: Yoo Seung-ho, Go Ara, Kwak Do-won… 

Sinopse: 

Um mágico se apaixona por uma princesa, mas ele mal sabe que ela já está prometida para outro. Uma briga entre dinastias, em que o amor pode ser a chave para trazer a paz. 

Crítica: 

Yoo Seung-ho é um dos atores mais bem escalados da Coréia – até então eu não o conhecia, mas já fiquei viciada no seu trabalho – e mesmo The Magician sendo um pouco decepcionante em algumas partes, ele traz todo o charme para o filme.Para quem está acostumado com o cinema, ou até mesmo as novelas coreanos, esse filme vai entrar na lista como os favoritos. The Magician é o comeback de Yoo Seung-ho ( para quem não sabe, na Coréia, os homens são obrigados a passar um ano ano exército, geralmente escolhem a idade dos 30 anos para cumprir essa obrigação).

Hwan-Hee (Yoo Seung-Ho), é um dos maiores mágicos em Moorangroo, um distrito popular na área de Uiji da Dinastia Joseon. Ele tem alguns problemas pela sua infância problemática, junto com sua amiga Bo-Eum (Jo Yoon-Hee), por serem abusados psicologicamente por Gwi-Mol, um mágico da Dinastia Qing. Eles acabam fugindo de Gwi-Mol o atacando e o roubando.

Agora, entra os probleminhas do filme que falei acima. Mesmo Jo Yoon-Hee sendo uma excelente atriz – além de ser linda, ela carrega essa toda a pressão dos seus abusos na infância. Além de proteger o então ingênuo Hwan-Hee, podemos perceber que há essa profundidade dentro de Bo-Eum, seu amor não correspondido por seu amigo, a pressão de ser obrigada a ser uma mulher de entretenimento para os homens do distrito, a sua vida onde sempre precisou tomar conta de Hwan-He… Tudo isso fica muito evidente na amargura de Bo-Eum e isso é graças ao talento da atriz. Sem dúvida, um dos papeis pouco explorados dentro do filme.

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Vamos deixar para falar de Seung-Ho no final, partiremos para a princesa. Sim, temos uma princesa, que não é tão princesa assim. Cheng-Myung (Go Ara) é uma princesa da Dinastia Joseon que foi prometida em casamento para o príncipe da Dinastia Qing, é claro que ela não quer se casar e é claro que no caminho para seu destino ela para justamente em Uiji e então conhece Hwan-He e se apaixona por ele. E é claro que Hwan-He não tem a minima noção de que ela é uma princesa. Estabelecido essa lista de clichês sobre Cheng-Myung, agora podemos falar sobre a personagem.

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Go Ara é uma boa atriz, suas atuações estão no mediano, se comparadas com o nível alto que Yoon-He acertou com sua Bo-Eum. E isso não ajuda muito a situação de Seung-Ho, porque ao invés de sair como um filme passado na Dinastia Joseon, acaba sendo como mais um episódio de algum dorama aleatório sobre romance. Cheng-Myung só melhora mesmo no final do filme, quando ela precisa tomar a decisão de deixar Hwan-Hee e partir para o destino do seu casamento. Mas tirando isso, Go Ara foi um pouco de decepção como uma princesa da Dinastia Joseon – a gente entendeu que ela não queria casar e queria fugir, mas ela também tinha uma obrigação com a família dela, no final do filme, a família dela acaba sendo morta de qualquer jeito, porque ela foge de qualquer jeito, então… – Go Ara, só vale a pena da metade para o final.

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Os papéis coadjuvantes seguem a linha clara, temos o cômico – que pela parte da trupe de Hwan-Hee é realmente engraçado- e temos a linha da ação, já que vivemos em uma época de espadas – mas isso também deixa um pouco a desejar. Temos que reconhecer que cada locação do filme foi muito bem pensada, desde o menos dos bosques, a beira dos rios, até mesmo dentro de Uiji, os figurantes, a preparação de cada cenário… tudo isso foi pensado com muito afinco e dedicação – a beleza é indescritível e você fica com vontade de visitar todos os lugares que Hwan-Hee leva Cheng-Myung – Mas, tirando isso, a ação do filme deixou um pouco a desejar, até mesmo nas tramas políticas da história – sei que é só uma hora e pouco e filme, mas qual é, dava pra fazer alguma coisa melhor, né!, Foi rápido demais, passado demais, e nem chegou a arranhar a superfície da profundidade que esse filme poderia ter –

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E isso a gente vai pro vilão. Gwi-Mol é o personagem que mostra a intenção de fantasia do filme que falha com Hwan-Hee – ele tem todos os maneirismos de um vilão de um filme de fantasia, com mágica, possíveis conspirações e tudo o mais, mas todo o conceito falhou por conta da apresentação do personagem – mais uma vez não pensaram no contexto histórico, político ou preparação para um vilão de fantasia dentro da Dinastia Joseon – o que aconteceu produção? – Então, Gwi-Mol é um vilão de Dorama, nada mais. – a parte boa do personagem como vilão? A luta final e a trama final, só.

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Agora, Hwan-Hee foi um dos personagens que – mesmo Yoo Seung-ho tenho um sorriso de parar meu coração – mais deixou a desejar pela sua história. Ele tem um olho azul e outro castanho. E só? Cadê o elemento essencial da fantasia do filme? O poster me enganou um pouquinho, devo admitir, porque ele tem um olho azul? Não tem nada de mágico? Nada de fantasia? Pocha… Mas Yoo Seung-ho conseguiu sair do filme com glória, ele é um excelente ator e entregou Hwan-Hee com perfeição – quem espera ver um mocinho a lá um simples dorama, pode ficar satisfeito aqui, é cada close que a gente se apaixona. 

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Fora que sua química com Go Ara entra e sai da tela de vez em quando, mas Yoo Seung-ho segura toda a atração dele e nos dá momentos realmente muito maravilhosos entre os personagens. A química do filme inteiro se garante entre o casal. 

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Então, é isso. Filme não é o que eu esperava, está longe de ser uma referência para a Dinastia Joseon, maaaas, cumpri seu objetivo de entretenimento e tem um elenco muito bom. Dá pra passar como distração para um dia com sem nada pra fazer. 

 

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Sobre o Autor

Dandara Aryadne
Pseudo escritora, artista plástica nas horas vagas. Criadora e colunista principal do site Cinema ATM.

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