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CRÍTICA: TODOS OS PAULOS DO MUNDO – Uma viagem ao cinema através da obra do artista

Na última sexta feira (27/04/2018) tive a oportunidade de assistir à cabine de imprensa do documentário “Todos os Paulos do mundo”. Assim que soube sobre a possibilidade de assistir a esse filme fiquei bastante feliz, não apenas por ser uma grande fã de documentários, mas por poder saber mais sobre a vida desse grande ator do Brasil, que é o Paulo José.

Porém, maior se tornou minha alegria ao perceber que além do ator, eu ia ter a chance de conhecer mais sobre a história do cinema brasileiro visto do melhor ponto de vista que se pode ter: o de quem faz cinema. Com um extenso trabalho de pesquisa e curadoria, o documentário apresenta a trajetória do ator pelo ponto de vista de seus personagens marcantes do faz uma mistura de cinema de arquivo com documentário, trazendo à tela imagens dos filmes nos quais o ator participou cortadas em sequencias rápidas e entremeadas pela opinião de Paulo José sobre o seu ofício. A obra nos leva a uma viagem pelas décadas de 1960 aos dias atuais, fazendo com que tenhamos o panorama da história do cinema e da TV brasileira de uma forma inteligente e instigante.

Com uma narrativa poética e utilizando de recursos metalinguísticos nos quais o próprio personagem fala sobre si mesmo, o filme traz diversos depoimentos de Paulo José narrados por grandes atores brasileiros, como Mariana Xinemez, Selton Melo e Fernanda Montenegro – todos eles já tendo atuado com o ator em algum momento. Passado o tempo, aos poucos vamos percebendo que de certa maneira, o Paulo e todos seus personagens são partes dele, afinal  “o personagem era eu”, como ele mesmo disse.

Conhecido pelo grande público por seus papéis na TV em novelas consagradas como Vamp (Rede Globo, 1991), Por Amor (Rede Globo, 1997) e Caminho das Índias (Rede Globo, 2009), Paulo José começou sua trajetória em 1965, atuando no filme O Padre e a Moça, de Joaquim Pedro de Andrade. Atuou em mais de 40 filmes e em mais de 26 novelas nos seus 64 anos de trajetória como ator, tendo passado junto da arte por diversas transformações no país – os anos de chumbo, a migração do teatro para a o cinema, e depois para a TV- seu ponto de vista sobre a construção da sétima arte é de inestimado valor para todos que se interessam pelo assunto.

Sobre o Autor

Juliana Catalão
Estudou cinema no ensino médio, onde foi técnica comunicação social. É a maior fã de Harry Potter e de cantores que ninguém conhece. Recentemente fã de filmes de super herói, mãe do Midoryia de BNHA, editora de livros nas horas vagas.

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